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sexta-feira, 27 de março de 2020

Covid-19 impacta preços da castanha na Índia


A Associação dos Processadores de amêndoa de Caju de Karnataka (KCMA), região de maior produção de castanha de caju na Índia, aconselhou os produtores de castanha a não entrarem em pânico devido ao surto de coronavírus no país e garantiu a eles que a produção será adquirida a preços justos assim que o impacto do vírus diminuir.

Subraya Pai, presidente da KCMA, disse que a indústria está ciente de que nesta época do ano  ocorre o pico da colheita de castanha de caju em Karnataka e nos estados vizinhos. O governo de Karnataka aconselhou as fábricas a funcionarem com 50% da capacidade ou permanecerem fechadas. Como a maioria das unidades de processamento está localizada nos distritos declarados para bloqueio, eles não conseguem realizar suas operações comerciais regulares, como a aquisição e secagem de castanha in natura.

Afirmando que os preços dos produtos caíram agora por causa do Covid-19, o presidente da KCMA afirmou que "Em vez de tentar vender nessa situação de angústia, aconselhamos os agricultores a não entrar em pânico e mantê-los por mais tempo". Referindo-se aos tempos extremamente difíceis nos negócios devido ao surto de Covid-19, disse que a maioria das operações de vendas e exportações foram interrompidas. São momentos cruciais em que a indústria precisa equilibrar sua atenção em relação aos consumidores, produtores e também à segurança dos funcionários.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Demanda internacional de amêndoa de castanha de caju


O mercado internacional de amêndoa de castanha de caju (ACC), com o avanço do Covid-19 tem apresentado uma certa instabilidade. Na Europa e, em menor grau, nos EUA, o coronavírus tem levado muitos consumidores a comprarem massivamente produtos alimentares, incluindo a ACC. Com isto, os estoques de ACC estão diminuindo rapidamente entre distribuidores, torrefadores e importadores.

Ao mesmo tempo, o comércio transfronteiriço terrestre entre a China e Vietnã começa, aos poucos, a ser restabelecido, e a demanda chinesa está aumentando. Finalmente, alguns importadores ocidentais estão começando a antecipar as prováveis ​​paralisações das indústrias de processamento de castanha em todos os países processadores. De fato, essa indústria, que reúne um grande número de trabalhadores, provavelmente estará sujeita ao fechamento se a epidemia se espalhar para o Vietnã (94 casos em 21/3) ou a Índia (369 casos em 22/3), como já acontece em Gana.

Sob essas condições, a demanda internacional por ACC aumentou significativamente nos últimos dias, com muitos importadores buscando assinar contratos de fornecimento por vários meses (contratos a prazo), para não ficarem sem estoque.

terça-feira, 10 de março de 2020

Togo produzirá 25.000 t de castanha em 2020


O Togo (África ocidental) produzirá 25.000 t de castanha de caju durante a safra 2019-2020. As informações foram divulgadas na semana passada pelo conselho interprofissional de caju do Togo (CIFAT) que também anunciou que um quilo de castanha de in natura será comercializada a  XOF 325 (R$ 2,67/kg de castanha) durante a safra de 2020.

Segundo o presidente da CIFAT, Komla Mawuko Gozan, em comparação com o ano passado, onde o país produziu 22.000 t de castanha, a produção deste ano aumentou cerca de 14%. Comparando ainda com 2017, onde a produção foi de 15.000 t, Gozan acrescentou que o setor está tendo um bom desempenho.

Do resultado esperado para a safra em andamento, 7.000 t devem ser processadas antes da exportação. Em relação ao processamento, as autoridades definiram o valor do imposto sobre a exportação da castanha processada em XOF  5/ kg (R$ 0,04/kg), contra XOF 40/ kg (R$ O,33/kg) para a castanha in natura. Além desta medida, que visa promover o processamento local, o chefe da CIFAT afirmou que foi decidido que nenhuma castanha deixará as áreas de produção durante um período específico, para garantir que as unidades de processamento obtenham volumes suficientes antes da exportação.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Mercado internacional de amêndoa de castanha de caju



Os EUA representavam antes do surto do vírus Covid-19 30% do mercado de amêndoa de castanha de caju (ACC) das empresas vietnamitas, a União Europeia e outros países detinham 56% e a China, mais de 14%. Embora seja responsável por uma pequena proporção, a China tem desempenhado um papel importante ao impactar os preços de outros mercados já há algum tempo. A estabilidade no preço da ACC no mercado chinês é um contrapeso que contribui para manter os preços nos demais mercados.

Sob outra perspectiva, de acordo com a análise de um especialista no mercado internacional do caju, uma 'desordem mental' está dominando o mercado internacional do caju, já que o surto de Covid-19 vem provocando mudanças inesperadas. A China é um mercado importante, mas representa apenas 10% do consumo global de ACC. Além disso, todos os anos, o número de mercadorias importadas para a China, das quais mais de 90% são importadas do Vietnã, também diminui significativamente em fevereiro e março, após o pico de consumo por ocasião do Ano Novo lunar.

Talvez ainda seja cedo demais para entrar em pânico. Se a pandemia durar mais alguns meses, seus impactos serão devastadores. Mas se a pandemia for controlada no final de março, seus impactos no consumo de ACC na China e no mundo não serão significativos.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Coronavirus e preços globais da castanha de caju


A Índia pode se beneficiar do colapso nos preços globais da castanha in natura, à medida que o coronavirus (Covid-19) impacta o consumo de ACC na China. Atualmente, para atender a demanda da indústria local, a Índia importa mais de 60% de de castanha in natura, principalmente dos países africanos. A queda do consumo na China levou a um excesso de oferta de castanha in natura, empurrando os preços para baixo.

A longo prazo, é provável que a Índia processe e consuma mais, de acordo com K Prakash Rao, MD da Kalbavi Cajus. Mas ele não compartilha o mesmo nível de otimismo em relação à exportação. As exportações de ACC da Índia caíram nos últimos anos com a intensa concorrência do Vietnã.

O Vietnã tem dominado a arena global do negócio caju, já que o país pode vender mais barato, mantendo o custo baixo por meio do processamento mecanizado. O ponto fraco é que o país praticamente não tem consumo doméstico, o que põe em cheque a sustentabilidade uma atividade que baseia-se apenas nas exportações, especialmente diante de crises como a vivenciada atualmente com o coronavirus.

Lições para o negócio caju no Brasil, especialmente no tocante ao estímulo do consumo interno. Tecla, aliás,  que temos batido constantemente neste Blog.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Números da cajucultura indiana


Muitos leitores têm perguntado acerca dos números da cajucultura indiana. Pois bem, aqui vão alguns: o primeiro deles é que é o  maior consumidor mundial de amêndoa de castanha de caju (ACC), seguido de perto pelos Estados Unidos. A Índia processa cerca de 350.000 toneladas de ACC, produz 800.000 toneladas de castanha e importa mais 900.000 toneladas.

A indústria indiana do caju exporta diferentes tipos e produtos, como amêndoa de caju (inteiras e quebradas), líquido da casca de castanha de caju (LCC), cardanol (LCC purificado) e amêndoas saborizadas.

O país exporta para cerca de 80 países, incluindo EUA, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Arábia Saudita, Alemanha, Japão, Bélgica, Coréia, Espanha, França, Reino Unido, Kuwait, Cingapura, Catar, Grécia, Itália, Irã e Canadá.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Tanzânia expande cajucultura


A Tanzânia implementa plano para não apenas intensificar a produção de castanha por unidade de área, mas também expandir a produção para outras partes do país, para que a colheita também possa contribuir para a renda individual, a renda familiar e aumentar as receitas dos conselhos distritais.

Através do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia -TARI, do distrito de Naliendele, muitas tecnologias foram desenvolvidas para aumentar a produção e a produtividade de caju na Tanzânia. Mais de 54 variedades de cajueiro com alto rendimento foram liberadas para agricultores e cultivados em muitas regiões da Tanzânia. Segundo o TARI, esse é um bom indicador para mudar a produção de caju de 315.000 toneladas para mais de 1.000.000 toneladas de castanha até 2025.

O cajueiro era tradicionalmente cultivado na parte sudeste da Tanzânia, mas até o momento, mais de 20 regiões têm potencial para o cultivo de caju. Os materiais de plantio usados ​​até hoje são os do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia (TARI), que são de alto rendimento, bom tamanho de castanha e resistentes a pragas e doenças.

A castanha de caju é um importante produto de exportação em termos de receita cambial, sendo a principal fonte de renda para mais de 500.000 famílias no sudeste da Tanzânia (The Guardiam).

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Moçambique renova pomares de cajueiro


O Instituto Nacional de Caju de Moçambique (Incaju) lançou uma campanha para a distribuição de mais de 2 milhões de mudas na província de Nampula, com o objetivo de renovar a maior área de cajueiro do país.

Baseada na necessidade de substituir árvores mais antigas, a campanha começou em dezembro passado, com a distribuição de mudas de cajueiro focada inicialmente em pequenas propriedades e posteriormente em maiores áreas. Estima-se que atualmente existem cerca de 15 milhões de árvores, mas apenas 3 milhões estão sendo manejadas adequadamente e produzindo de forma regular.

O Incaju espera um crescimento de 6,0% na comercialização de castanha na safra 2020/2021, o que significa aumentar de 76.000 para 78.000 toneladas. A meta estabelecida para a safra moçambicana 2019/2020 de 73.000 toneladas não foi atingida, visto que foram comercializadas apenas 66.000 toneladas, em razão de chuvas e perdas pós-colheita.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Tanzânia prevê queda de 22% na produção de castanha



A Tanzânia reduziu a sua previsão de produção de castanha de caju para este ano em 22% depois que fortes chuvas atingiram o país do leste africano e destruíram parte da colheita.

"Devido à forte estação de chuvas que começou no início de setembro, especialmente na região costeira, a quantidade cairá para cerca de 225.000 toneladas", disse o ministro da Agricultura, Japhet Hasunga, em entrevista. A colheita de caju de 2019-20 foi projetada para atingir 290.000 toneladas, à medida que os produtores começaram a cultivar em mais províncias.

A produção de castanha de caju, que permanece no mesmo nível de 2018, será um revés para os planos da Tanzânia de aumentar a produção para 1 milhão de toneladas nos próximos quatro anos e potencialmente se tornar o maior exportador de castanha africano. A produção global de castanha de caju foi de 3,3 milhões de toneladas em 2017-18, das quais mais da metade foi produzida por países africanos, incluindo a Costa do Marfim e Guiné-Bissau. Os outros principais produtores são Índia e Vietnã, na Ásia.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Gana: preços desestimulam a cadeia da cajucultura


Embora a demanda global por amêndoa de castanha de caju (ACC) tenha aumentado em 7 a 10% ao ano nos últimos dez anos, os cajucultores ganenses não se beneficiaram substancialmente deste aumento. A produção de castanha no país aumentou de 13.000 toneladas em 2008 para cerca de 110.000 toneladas em 2018. Atualmente Gana (África ocidental - ver mapa) tem o maior rendimento por hectare na região africana.

A produção de castanha de caju é considerada importante para o governo ganense, e é por essa razão que foi selecionada, ao lado de outras culturas perenes como coco, café, dendê e karité, para integrar o programa de Plantio para Exportação e Desenvolvimento Rural (PERD), visando garantir que tais culturas sejam cultivadas em grandes áreas para formar uma base sustentável de matéria-prima que possa alimentar as indústrias sob o programa de industrialização governamental.

A inclusão do caju no programa procura não apenas aliviar a pobreza, mas também abordar questões de estratégias de adaptação às mudanças climáticas e meios de subsistência, além de posicionar o país como um grande produtor mundial de caju.

Estima-se que o caju tenha contribuído com cerca de 53% da combinação total das exportações não tradicionais para a economia de Gana em 2018, o que representa um aumento de 44% em 2017. Apesar de tudo isso, a maioria dos produtores de caju está desconectada dos mercados e não tem acesso a treinamentos formais.

À medida que a temporada de compra de commodities para 2020 começa gradualmente nas comunidades produtoras de caju no país, a incerteza nos preços continua sendo a principal desafio para os produtores. No final de 2019, o parlamento de Gana aprovou o tão esperado projeto da Autoridade de Desenvolvimento das Culturas Perenes, que aguarda a promulgação presidencial e a constituição da Autoridade. Quando estabelecida, a Autoridade deve ser capaz de resolver as questões crônicas dos preços e restaurar um pouco a sanidade dos preços num setor considerado volátil. (Fonte: GhanaWeb)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Camboja exportou 202 mil t de castanha em 2019


O Camboja (país do sudeste asiático) exportou 202.318 toneladas de castanha de caju in natura no ano passado para o mercado externo, quase 100% acima das 101.973 toneladas de 2018.

Os principais destinos de exportação de castanha de caju do Camboja são Vietnã, Rússia, Coréia do Sul, China, Peru, Mianmar, Índia, Austrália, Taiwan, Cingapura e Malásia.

A área destinada ao cultivo de castanha de caju totaliza 149.660 ha, abrangendo 22 províncias. Em 2018, o país assinou um memorando de entendimento com a Associação Vietnamita de Caju (Vinacas) para aumentar as exportações de castanha de caju do Camboja para um milhão de toneladas até 2028.

A ONG Suíça, Heks / Eper, anunciou o lançamento de um projeto de desenvolvimento de cinco anos e US $ 7,8 milhões para castanha de caju no Camboja, para melhorar a subsistência das famílias rurais. O projeto, que será implementado até 2022, deve aumentar a segurança alimentar, a renda e melhorar o sistema de gestão da terra para as comunidades pobres.


terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Indústria vietnamita pede regulamentação para castanha


A Associação de Caju de Vietnã (Vinacas) empreende esforços junto ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural daquele país no sentido de elaborar regulamentos técnicos nacionais para a castanha de caju in natura, a fim de que os processadores possam garantir a qualidade da matéria prima importada.

Em 2019 as empresas de processamento vietnamitas importaram quase 1,6 milhão de toneladas de castanha in natura. Para a Vinacas, "a qualidade das castanhas de caju cruas importadas é um fator muito importante que decide a eficiência da produção e do comércio, a qualidade dos produtos acabados e a reputação de todos os negócios vietnamitas, bem como da indústria de caju vietnamita como um todo em nível mundial".

O Vietnã importa castanha in natura de muitos países e tem enfrentado muitos problemas relacionados ao baixo rendimento, teor de umidade, número de castanhas por quilograma, castanhas deformadas e questões externas que afetam a qualidade.

O país exportou em 2019 cerca de 450.000 toneladas de amêndoa de castanha de caju (ACC) no valor de US$ 3,6 bilhões, mantendo a posição de maior processador e exportador de ACC do mundo. Para 2020, o setor pretende faturar US$ 4 bilhões em exportações.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Vietnã: produção de castanha não atende a demanda


O Vietnã tem cerca de 300.000 hectares de área cultivada com cajueiros e uma produção média de 350.000 a 400.000 toneladas de castanha por ano (rendimento médio de 1.166 a 1.333 kg/ha), que atende apenas 25 a 30% da demanda dos processadores do país. Em consequência, todos os anos o país importa mais de 1 milhão de toneladas de castanha de caju de muitos países, principalmente da África. No entanto, alguns países africanos planejam processar localmente a sua produção, o que pode vir a ser uma ameaça ao futuro da indústria vietnamita de processamento.

As principais áreas produtoras de castanha de caju no Vietnã são Dak Nong, Dak Lak, Binh Duong, Binh Phuoc, Tay Ninh, Long An, Kien Giang, Kon Tum, Gia Lai, Quang Nam, Quang Ngai, Binh Dinh, Phu Yen e Khanh Hoa, Ninh Thuan, Lam Dong, Binh Thuan e Dong Nai. Binh Phuoc responde por metade da produção de castanha de caju no país.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, a capacidade de processamento da indústria vietnamita é de 1,8 milhão de toneladas de castanha por ano. O país possui 480 plantas de processamento de castanha e 20% delas possuem cadeias de processamento intensivas.

Amêndoa de caju: apetite em alta


O apetite por amêndoa de castanha de caju (ACC) continua em alta. E a demanda é particularmente forte na União Europeia (UE). Nos primeiros 10 meses do ano, as importações de ACC da UE aumentaram 16,1%, para 118.230 toneladas. Se a Europa continuar nesse ritmo em 2020, poderá se tornar o segundo maior mercado consumidor de ACC, atrás da Índia e à frente dos Estados Unidos.

É verdade que a ACC de origem vietnamita continua sendo a principal no mercado europeu, com 87.353 toneladas, ou quase 74% do total de importações de ACC, embora tenha havido um razoável progresso em alguns países africanos. Em particular, a Costa do Marfim, o quarto maior fornecedor da UE depois do Vietnã, Índia e Brasil, que viu suas exportações de amêndoas aumentarem 87% para 1.799 toneladas.

No geral, para o mercado ocidental, a UE e os Estados Unidos, as importações de ACC aumentaram 6,57%. Todas as origens, com exceção da Índia, se beneficiaram desse crescimento, segundo a agência N'Kalô.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Quem é quem na cajucultura


Segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2017, 48% dos estabelecimentos que cultivam caju no Brasil estão no Ceará (cerca de 25 mil estabelecimentos), que lidera a produção nacional de castanha. Quando o produto é o caju de mesa, o Piauí assume a dianteira, seguido pelo Ceará e Rio Grande do Norte. Como já dito, os dados referem-se ao ano de 2017; provavelmente em dois anos devem ter ocorrido mudanças.

No Ceará, os municípios de Bela Cruz, Beberibe, Pacajus e Trairi são os maiores produtores de castanha de caju. Quer saber mais? Aguarde a segunda edição do Boletim do Instituto Caju Brasil, com lançamento previsto para a próxima segunda-feira (16 de novembro). Fique por dentro das estatísticas de produção de castanha de caju no Brasil e nos principais produtores mundiais.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Tanzânia prevê elevar produção de castanha em 33,5%


A Tanzânia espera aumentar a produção de castanha de caju em 33,5% até setembro de 2020. A produção referente a safra 2018/2019 foi de 225.000 toneladas. "Esperamos obter uma colheita maior na próxima safra, com a produção de castanha de caju provavelmente alcançando mais de 300.000 toneladas", disse o ministro Japhet Hasunga à Reuters.

Essa previsão de aumento da produção é atribuída às boas condições climáticas, à ampla disponibilidade de insumos agrícolas e ao aumento da área de plantio.




segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Boletim ICB divulga dados do agronegócio caju


O Instituto Caju Brasil lança a partir desta data o Boletim ICB - agronegócio caju em números, com informações conjunturais da cajucultura em âmbito nacional e internacional. O Boletim será publicado mensalmente e ficará disponível para download no site do Instituto (www.cajubrasil.org) e nas principais mídias sociais que tratam do agronegócio caju (Blog da Cajucultura, Twitter Cajucultura, etc). Clique aqui para visualizar o Boletim ICB.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Castanha de caju: África continuará liderando produção


De 7 a 9/11 último, aconteceu na Tanzânia a 13ª Conferência Anual da ACA (African Cashew Alliance), tendo como tema central “Promover sinergias que influenciam a dinâmica do mercado”.
Algumas das conclusões do evento que reuniu os maiores experts mundiais no mercado da castanha de caju:

1. A demanda global por castanha de caju continuará crescendo a uma taxa anual de 5% e a oferta de matéria prima continuará a ser liderada pela África ocidental durante os próximos cinco anos.

2. Em mercados em desenvolvimento (China, por exemplo), o aumento do consumo será impulsionado pelo crescimento da classe média. Nos mercados já consolidados, o aumento será influenciado por tendências da população em adotar dietas saudáveis.

3. Razões do crescimento da produção de castanha na África ocidental: alta rentabilidade da atividade, estimulando novos plantios; a baixa incidência de pragas e doenças e a melhoria da assistência técnica, contribuindo para elevadas produtividades.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Índia busca proteção para a indústria da castanha


Para proteger a indústria de caju indiana, o Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPCI) solicitou ao governo a proibição da importação de todos os tipos de amêndoa de castanha de caju (acabados e semiacabados), incluindo a categoria despeliculada, e que limite os incentivos à exportação de produtos que sofreram transformação na Índia.

Segundo RK Bhoodes, presidente da CEPCI, "atualmente, grandes volumes de amêndoas semi-acabadas são despejados na Índia sob o regime de autorização prévia e preferência tarifária, isenta de impostos dos países africanos, fazendo uso de incentivos à exportação e redução de impostos e taxas nos países de origem. Isso tem tornado o processamento de castanha na Índia totalmente inviável. "

A indústria indiana de processamento de castanha atravessa uma crise sem precedentes, cujas exportações registram um declínio de 43,19% em volume e 48,52% em valor em 2017-2018. Tal declínio é associado a um aumento na importação de amêndoas. Para se ter uma ideia, apenas 50% da demanda doméstica é atendida pela Índia e o restante é importado de países africanos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.