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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Quem é quem na cajucultura


Segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2017, 48% dos estabelecimentos que cultivam caju no Brasil estão no Ceará (cerca de 25 mil estabelecimentos), que lidera a produção nacional de castanha. Quando o produto é o caju de mesa, o Piauí assume a dianteira, seguido pelo Ceará e Rio Grande do Norte. Como já dito, os dados referem-se ao ano de 2017; provavelmente em dois anos devem ter ocorrido mudanças.

No Ceará, os municípios de Bela Cruz, Beberibe, Pacajus e Trairi são os maiores produtores de castanha de caju. Quer saber mais? Aguarde a segunda edição do Boletim do Instituto Caju Brasil, com lançamento previsto para a próxima segunda-feira (16 de novembro). Fique por dentro das estatísticas de produção de castanha de caju no Brasil e nos principais produtores mundiais.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Tanzânia prevê elevar produção de castanha em 33,5%


A Tanzânia espera aumentar a produção de castanha de caju em 33,5% até setembro de 2020. A produção referente a safra 2018/2019 foi de 225.000 toneladas. "Esperamos obter uma colheita maior na próxima safra, com a produção de castanha de caju provavelmente alcançando mais de 300.000 toneladas", disse o ministro Japhet Hasunga à Reuters.

Essa previsão de aumento da produção é atribuída às boas condições climáticas, à ampla disponibilidade de insumos agrícolas e ao aumento da área de plantio.




segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Boletim ICB divulga dados do agronegócio caju


O Instituto Caju Brasil lança a partir desta data o Boletim ICB - agronegócio caju em números, com informações conjunturais da cajucultura em âmbito nacional e internacional. O Boletim será publicado mensalmente e ficará disponível para download no site do Instituto (www.cajubrasil.org) e nas principais mídias sociais que tratam do agronegócio caju (Blog da Cajucultura, Twitter Cajucultura, etc). Clique aqui para visualizar o Boletim ICB.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Castanha de caju: África continuará liderando produção


De 7 a 9/11 último, aconteceu na Tanzânia a 13ª Conferência Anual da ACA (African Cashew Alliance), tendo como tema central “Promover sinergias que influenciam a dinâmica do mercado”.
Algumas das conclusões do evento que reuniu os maiores experts mundiais no mercado da castanha de caju:

1. A demanda global por castanha de caju continuará crescendo a uma taxa anual de 5% e a oferta de matéria prima continuará a ser liderada pela África ocidental durante os próximos cinco anos.

2. Em mercados em desenvolvimento (China, por exemplo), o aumento do consumo será impulsionado pelo crescimento da classe média. Nos mercados já consolidados, o aumento será influenciado por tendências da população em adotar dietas saudáveis.

3. Razões do crescimento da produção de castanha na África ocidental: alta rentabilidade da atividade, estimulando novos plantios; a baixa incidência de pragas e doenças e a melhoria da assistência técnica, contribuindo para elevadas produtividades.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Índia busca proteção para a indústria da castanha


Para proteger a indústria de caju indiana, o Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPCI) solicitou ao governo a proibição da importação de todos os tipos de amêndoa de castanha de caju (acabados e semiacabados), incluindo a categoria despeliculada, e que limite os incentivos à exportação de produtos que sofreram transformação na Índia.

Segundo RK Bhoodes, presidente da CEPCI, "atualmente, grandes volumes de amêndoas semi-acabadas são despejados na Índia sob o regime de autorização prévia e preferência tarifária, isenta de impostos dos países africanos, fazendo uso de incentivos à exportação e redução de impostos e taxas nos países de origem. Isso tem tornado o processamento de castanha na Índia totalmente inviável. "

A indústria indiana de processamento de castanha atravessa uma crise sem precedentes, cujas exportações registram um declínio de 43,19% em volume e 48,52% em valor em 2017-2018. Tal declínio é associado a um aumento na importação de amêndoas. Para se ter uma ideia, apenas 50% da demanda doméstica é atendida pela Índia e o restante é importado de países africanos.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Nampula, maior produtor de castanha de Moçambique


A província de Nampula planeja produzir 73.000 toneladas de castanha de caju durante a safra 2019/2020 que tem início neste final de outubro em Moçambique (mapa), mantendo assim seu status de maior produtor nacional, segundo informações do Instituto Nacional do Caju (INCAJU). Tal produção é superior às estimativas do Estado do Ceará para a corrente safra.

Ainda de acordo com o INCAJU, a produção esperada ultrapassa a safra anterior em 3.000 toneladas. No ano passado a província foi responsável por quase metade da produção do país, que totalizou 142.000 toneladas.

Durante a safra 2018/2019, que começou em outubro de 2018 e terminou em fevereiro de 2019, a província de Nampula produziu 70.069 toneladas que foram comercializadas a um preço médio de 43,15 meticais por quilo (cerca de 61 centavos de dólar americano).

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Início da safra de castanha em Moçambique


A safra de castanha de caju em Moçambique (mapa) está iniciando, ainda de forma lenta, em Cabo Delgado, região norte do país. O Incaju, instituto regulador do setor da cajucultura naquele país, prevê uma produção de 148 000 toneladas de castanha. Deste total, a indústria processadora de castanha moçambicana pretende absorver mais de 80 000 toneladas.

Este ano, devido ao prolongamento da estação chuvosa, a floração e frutificação foram mais tardias na maior parte das áreas de produção. A expectativa é a de que o pico de produção ocorra em meados de novembro. Segundo o Incaju, os preços pagos ao produtor em Cabo Delgado neste início de safra são surpreendentemente altos, variando entre 0,48 a 0,80 USD/kg).

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Costa do Marfim: venda total da safra 2019

Côte d’Ivoire sold its entire cashew production during the 2019 campaign (GIE-GEPPA)

Falando em uma coletiva de imprensa em Abidjan sobre a safra de caju de 2019, Gustave Kotchi, porta-voz do Grupo de Exportadores e Profissionais Agrícolas (GIE-GEPPA), afirmou que a Costa do Marfim vendeu toda a sua produção colhida na presente safra.

"Os preços, que estavam no nível mais baixo, começaram imediatamente a subir novamente com a venda de toda a produção nacional", disse ele. Explicou ainda que os participantes do setor não esperavam vender toda a produção, considerando a queda dos preços internacionais, causando um declínio drástico nos preços. Durante o período analisado, o preço mínimo para o estabelecimento agrícola foi de 375 francos CFA/kg de castanhas (R$ 2,59/kg) bem classificadas, limpas e bem secas. E a Costa do Marfim previa uma produção de 800.000 toneladas em comparação com 761.000 toneladas de 2018.

No segmento de processamento, o país processou um pouco menos de 69.000 toneladas de castanhas no ano passado, abaixo da meta de 100.000 toneladas estabelecida pelo Conselho. No entanto, será superior às 44.000 toneladas processadas em 2017.

Este ano, o setor quer processar 130.000 toneladas de castanhas, em comparação com uma capacidade atual de cerca de 122.000 toneladas. Para atingir seu objetivo, o Conselho do Algodão do Caju está atualmente construindo uma fábrica escola em Yamoussoukro (Agência Ecofin)

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Vietnã aumenta as exportações de castanha para a China


Nos primeiros oito meses de 2019 o Vietnã exportou cerca de 42 mil toneladas de castanha de caju para a China, faturando 327 milhões de dólares, um aumento de 60,8% em volume e 35,4% em valor em relação ao mesmo período de 2018.

Os EUA, China e Holanda foram os três maiores importadores da amêndoa de castanha de caju vietnamita no período.

No cômputo geral, o Vietnã faturou US $ 2,4 bilhões com a exportação de 328.000 toneladas de castanha de caju nos primeiros nove meses de 2019.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Cajucultura indiana em crise



A profunda crise financeira e o aumento da dívida do setor da cajucultura atingiram um dos principais produtos na lista de exportações da Índia - o caju. As exportações de amêndoa de castanha de caju da Índia atingiram o menor nível nos últimos seis anos, chegando a US $ 644 milhões no ano fiscal de 2018-19. No ano anterior, o país exportou US $ 922 milhões. "O aumento das perdas devido ao alto custo de processamento da indústria do caju obrigou o fechamento de quase 80% das unidades de processamento em Kollam, um centro de produção de castanha de caju em Kerala", segundo afirmou S. Kannan, diretor executivo e secretário do Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPCI). O fácil acesso à amêndoa de castanha de caju importada acabada ou semi-acabada também tornou mais difícil para a indústria indiana competir com o baixo custo de produção de seus concorrentes estrangeiros, acrescentou.

Para lidar com essa preocupação, o governo anunciou no início deste ano a alta do preço mínimo de importação da amêndoa de inteira e quebrada. A recente desaceleração na indústria do caju afetou não apenas a produção e as exportações, mas também os empregos de milhares de pessoas devido ao seu grande tamanho. A indústria indiana do caju é principalmente orientada para a exportação. Atualmente, existem cerca de 4.000 unidades de processamento em funcionamento na Índia, no setor formal e informal. A produção e a produtividade de castanha de caju são maiores no estado de Maharashtra, comum rendimento médio de 1.262 kg / ha. Andhra Pradesh e Odisha são os outros dois estados importantes na produção de castanha de caju na Índia.

A Índia é um grande exportador de amêndoa de castanha de caju e fatura um volume considerável de divisas estrangeiras; no entanto, o país produz pouco mais da metade de sua demanda e, portanto, depende muito da importação de castanha in natura dos países asiáticos e africanos para suprir a demanda da indústria.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

África lidera produção de castanha de caju

Projeções do The Cashew Club, estimam que a Costa do Marfim até o ano de 2030 terá uma produção de castanha de caju estimada em quase um milhão de toneladas (ver gráfico). Em seguida aparecem a Nigéria e a Tanzânia, cada uma com cerca de 550 mil toneladas, Moçambique com 250 mil e Guiné Bissau com 150 mil. Não aparecem no gráfico as estimativas para o Benin e o Togo, países que também produzem castanha.

Cada vez mais fica claro que o futuro do agribusiness envolvendo o caju necessariamente passará pela África.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Cajucultura: a força do Vietnã



Nos primeiros 7 meses de 2019, o Vietnã exportou quase 245.000 toneladas de amêndoa de castanha de caju para cerca de 100 países, mantendo a posição de número 1 no mundo nos últimos 14 anos.

A força do Vietnã no agronegócio caju deve-se mais à sua agressividade nos negócios do que propriamente à produção de castanha oriunda de seus pomares de cajueiros. Apenas para dar uma ideia, recentemente, o Tan Long Group - uma grande empresa no campo de produtos agrícolas vietnamita se juntou à indústria do caju daquele país e adquiriu 215.000 toneladas de castanha de caju in natura de 3 países africanos. Isto representa quase o dobro da produção de castanha de caju prevista para ser produzida no Brasil no corrente ano. Esta transação está sendo considerada a maior na história não apenas da indústria de caju do Vietnã, mas também da indústria mundial de caju. 

Temos muito o que aprender com os vietnamitas no agronegócio caju: não sobre "o como plantar caju", mas "como fazer negócios com caju".

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Índia eleva alíquota de importação de ACC

O consumo anual de castanha de caju na Índia é de cerca de 300 mil toneladas e está crescendo 5% ao ano. Atualmente, os processadores de castanha e os exportadores de amêndoa estão apostando mais no mercado doméstico, já que as exportações de ACC vêm caindo constantemente com a disponibilidade de amêndoas mais baratas no mercado global do Vietnã.

Para evitar o crescimento das importações o governo indiano anunciou a elevação da alíquota de importação para 70% (dos atuais 45%), movimento que o CEPCI, órgão exportador, elogiou dizendo que ajudará a revitalizar a indústria de processamento indiana atingida pela crise.


terça-feira, 25 de junho de 2019

Uma vantagem desperdiçada

Em 2018, a África Ocidental foi a principal área de cultivo do cajueiro em todo o mundo, com uma produção de 1.795.000 toneladas de castanha de caju in natura ou 49% da oferta mundial. A Ásia é a segunda principal área produtora, com a Índia (675.000 t) e o Vietnã (450.000 t) liderando a produção. 

A África Oriental, o Brasil e a Indonésia possuem as menores produções, mas têm uma vantagem competitiva devido ao seu calendário de colheita, que vai de outubro a dezembro, enquanto as colheitas do hemisfério norte ocorrem entre janeiro e junho.

Infelizmente, dentre outros fatores, falta-nos produção para aproveitar essa vantagem.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Índia expande cultivo do caju


Quatro séculos atrás, os navegadores portugueses chegaram a costa da Índia, trazendo consigo a brasileiríssima castanha de caju, uma das nozes mais apreciadas mundialmente. O caju chegou, conquistou raízes profundas em toda a região costeira da Índia. O cultivo do cajueiro na atualidade cobre uma área total de 0,70 milhão de hectares, produzindo mais de 0,40 milhão de toneladas de castanha de caju in natura por ano.

Em vista do potencial de exportação da amêndoa de castanha de caju, o Conselho de Promoção de Exportação do Caju da Índia (sim, existe um órgão específico para as exportações de amêndoa de castanha de caju naquele país!) propôs também ampliar o cultivo para outras regiões da Índia. O cultivo será estendido a Estados não tradicionais, como Madhya Pradesh e Rajasthan.

Não é à toa que a Índia na atualidade (ao lado do Vietnã) é um dos grandes players mundiais do agronegócio caju.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cajucultura Podcast: safra mundial 2019

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.


terça-feira, 11 de junho de 2019

Crescem exportações de ACC do Vietnã


Entre janeiro e abril de 2019 as exportações de amêndoa de castanha de caju do Vietnã cresceram 8,4% em volume (115.101.642 toneladas) mas caíram 14,4% em valor (US $ 910,5 milhões), em comparação com o mesmo período de 2018.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Castanha: Nigéria incentiva processamento local

Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.

De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.

Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.