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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Vietnã aumenta as exportações de castanha para a China


Nos primeiros oito meses de 2019 o Vietnã exportou cerca de 42 mil toneladas de castanha de caju para a China, faturando 327 milhões de dólares, um aumento de 60,8% em volume e 35,4% em valor em relação ao mesmo período de 2018.

Os EUA, China e Holanda foram os três maiores importadores da amêndoa de castanha de caju vietnamita no período.

No cômputo geral, o Vietnã faturou US $ 2,4 bilhões com a exportação de 328.000 toneladas de castanha de caju nos primeiros nove meses de 2019.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Cajucultura indiana em crise



A profunda crise financeira e o aumento da dívida do setor da cajucultura atingiram um dos principais produtos na lista de exportações da Índia - o caju. As exportações de amêndoa de castanha de caju da Índia atingiram o menor nível nos últimos seis anos, chegando a US $ 644 milhões no ano fiscal de 2018-19. No ano anterior, o país exportou US $ 922 milhões. "O aumento das perdas devido ao alto custo de processamento da indústria do caju obrigou o fechamento de quase 80% das unidades de processamento em Kollam, um centro de produção de castanha de caju em Kerala", segundo afirmou S. Kannan, diretor executivo e secretário do Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPCI). O fácil acesso à amêndoa de castanha de caju importada acabada ou semi-acabada também tornou mais difícil para a indústria indiana competir com o baixo custo de produção de seus concorrentes estrangeiros, acrescentou.

Para lidar com essa preocupação, o governo anunciou no início deste ano a alta do preço mínimo de importação da amêndoa de inteira e quebrada. A recente desaceleração na indústria do caju afetou não apenas a produção e as exportações, mas também os empregos de milhares de pessoas devido ao seu grande tamanho. A indústria indiana do caju é principalmente orientada para a exportação. Atualmente, existem cerca de 4.000 unidades de processamento em funcionamento na Índia, no setor formal e informal. A produção e a produtividade de castanha de caju são maiores no estado de Maharashtra, comum rendimento médio de 1.262 kg / ha. Andhra Pradesh e Odisha são os outros dois estados importantes na produção de castanha de caju na Índia.

A Índia é um grande exportador de amêndoa de castanha de caju e fatura um volume considerável de divisas estrangeiras; no entanto, o país produz pouco mais da metade de sua demanda e, portanto, depende muito da importação de castanha in natura dos países asiáticos e africanos para suprir a demanda da indústria.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

África lidera produção de castanha de caju

Projeções do The Cashew Club, estimam que a Costa do Marfim até o ano de 2030 terá uma produção de castanha de caju estimada em quase um milhão de toneladas (ver gráfico). Em seguida aparecem a Nigéria e a Tanzânia, cada uma com cerca de 550 mil toneladas, Moçambique com 250 mil e Guiné Bissau com 150 mil. Não aparecem no gráfico as estimativas para o Benin e o Togo, países que também produzem castanha.

Cada vez mais fica claro que o futuro do agribusiness envolvendo o caju necessariamente passará pela África.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Cajucultura: a força do Vietnã



Nos primeiros 7 meses de 2019, o Vietnã exportou quase 245.000 toneladas de amêndoa de castanha de caju para cerca de 100 países, mantendo a posição de número 1 no mundo nos últimos 14 anos.

A força do Vietnã no agronegócio caju deve-se mais à sua agressividade nos negócios do que propriamente à produção de castanha oriunda de seus pomares de cajueiros. Apenas para dar uma ideia, recentemente, o Tan Long Group - uma grande empresa no campo de produtos agrícolas vietnamita se juntou à indústria do caju daquele país e adquiriu 215.000 toneladas de castanha de caju in natura de 3 países africanos. Isto representa quase o dobro da produção de castanha de caju prevista para ser produzida no Brasil no corrente ano. Esta transação está sendo considerada a maior na história não apenas da indústria de caju do Vietnã, mas também da indústria mundial de caju. 

Temos muito o que aprender com os vietnamitas no agronegócio caju: não sobre "o como plantar caju", mas "como fazer negócios com caju".

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Índia eleva alíquota de importação de ACC

O consumo anual de castanha de caju na Índia é de cerca de 300 mil toneladas e está crescendo 5% ao ano. Atualmente, os processadores de castanha e os exportadores de amêndoa estão apostando mais no mercado doméstico, já que as exportações de ACC vêm caindo constantemente com a disponibilidade de amêndoas mais baratas no mercado global do Vietnã.

Para evitar o crescimento das importações o governo indiano anunciou a elevação da alíquota de importação para 70% (dos atuais 45%), movimento que o CEPCI, órgão exportador, elogiou dizendo que ajudará a revitalizar a indústria de processamento indiana atingida pela crise.


terça-feira, 25 de junho de 2019

Uma vantagem desperdiçada

Em 2018, a África Ocidental foi a principal área de cultivo do cajueiro em todo o mundo, com uma produção de 1.795.000 toneladas de castanha de caju in natura ou 49% da oferta mundial. A Ásia é a segunda principal área produtora, com a Índia (675.000 t) e o Vietnã (450.000 t) liderando a produção. 

A África Oriental, o Brasil e a Indonésia possuem as menores produções, mas têm uma vantagem competitiva devido ao seu calendário de colheita, que vai de outubro a dezembro, enquanto as colheitas do hemisfério norte ocorrem entre janeiro e junho.

Infelizmente, dentre outros fatores, falta-nos produção para aproveitar essa vantagem.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Índia expande cultivo do caju


Quatro séculos atrás, os navegadores portugueses chegaram a costa da Índia, trazendo consigo a brasileiríssima castanha de caju, uma das nozes mais apreciadas mundialmente. O caju chegou, conquistou raízes profundas em toda a região costeira da Índia. O cultivo do cajueiro na atualidade cobre uma área total de 0,70 milhão de hectares, produzindo mais de 0,40 milhão de toneladas de castanha de caju in natura por ano.

Em vista do potencial de exportação da amêndoa de castanha de caju, o Conselho de Promoção de Exportação do Caju da Índia (sim, existe um órgão específico para as exportações de amêndoa de castanha de caju naquele país!) propôs também ampliar o cultivo para outras regiões da Índia. O cultivo será estendido a Estados não tradicionais, como Madhya Pradesh e Rajasthan.

Não é à toa que a Índia na atualidade (ao lado do Vietnã) é um dos grandes players mundiais do agronegócio caju.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cajucultura Podcast: safra mundial 2019

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.


terça-feira, 11 de junho de 2019

Crescem exportações de ACC do Vietnã


Entre janeiro e abril de 2019 as exportações de amêndoa de castanha de caju do Vietnã cresceram 8,4% em volume (115.101.642 toneladas) mas caíram 14,4% em valor (US $ 910,5 milhões), em comparação com o mesmo período de 2018.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Castanha: Nigéria incentiva processamento local

Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.

De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.

Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Castanha africana: preços em queda livre


A crise do setor da cajucultura na África Ocidental já dura alguns meses e preocupa os produtores de caju africanos. Não existem compradores para a castanha recém-colhida (África ocidental está quase no final da safra) e os preços estão em queda livre. 

De Cotonou (Benin) a Dakar (Senegal), via Abidjan (Costa do Marfim), Lagos (Nigéria) e Bissau (Guiné Bissau), é a mesma situação: uma verdadeira catástrofe. A causa principal: estoques acumulados pelos compradores asiáticos em 2018. 

Muita gente boa esquece que há um tamanho limite para o mercado. Existe um ponto de saturação. A partir daí, se todos continuarem produzindo a oferta será maior que a demanda e, como consequência principal, ocorrerá queda de preço. Simples assim.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Vietnã importa 1 mi de t de castanhas

As empresas nacionais de processamento de castanha do Vietnã têm enfrentado dificuldades devido a uma nova regulamentação que exige verificações adicionais das matérias-primas importadas dos portos africanos. As medidas visam principalmente impedir a entrada do inseto Trogoderma no país.

Desde 2013, o Vietnã tem encontrado o referido inseto em inúmeros carregamentos de castanha vindos da África. Vale ressaltar que o Trogoderma está na lista de pragas quarentenárias de muitos países (o Brasil inclusive). 

As importações vietnamitas de castanhas de caju in natura no primeiro trimestre deste ano atingiram 224 mil toneladas, no valor de US $ 389 milhões. As importações aumentaram 6,2% em termos anuais em volume, mas reduziram 19,5% em valor.

No primeiro trimestre, o Camboja (país vizinho) foi o maior fornecedor de castanha para  o  Vietnã, representando 33,2% do valor total das importações, um aumento de 10 vezes em relação a 2018. O segundo maior valor de importação foi da Costa do Marfim, com US $ 47 milhões, cerca de 2 vezes. O terceiro foi da Indonésia, com US $ 24,2 milhões, um aumento de 1,8 vezes.

As importações de castanha de caju in natura do Vietnã este ano devem chegar a mais de 1 milhão de toneladas. As importações têm crescido devido à redução na área de cultivo e produção de castanha. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mercado de castanha africano em ebulição

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Nigéria: queda de preços da castanha

Segmentos ligados ao setor agrícola da Nigéria, país localizado na África Ocidental (área verde no mapa) e um dos grandes produtores africanos de castanha de caju estão preocupados com a queda dos preços da castanha no mercado internacional. No segundo e terceiro trimestres de 2018, a Nigéria faturou N63,5 bilhões (equivalente a 693 milhões de reais) com a venda de castanha in natura. Na ocasião, o quilo da castanha variava entre R$ 8,73 – R$ 7,64 (valores convertidos em reais). Agora, em 2019, o mesmo quilo é comercializado entre R$ 2,18 e R$ 3,06. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cajucultura pelo mundo

Índia 
A Índia aumentou suas importações de castanha de caju in natura da África Ocidental, que está oferecendo estoques da safra passada a preços mais baixos depois de uma fraca comercialização no segundo semestre do ano passado.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim quer transformar 50% de sua produção de castanha de caju até 2023. Numa meta mais ambiciosa, até 2025 espera que 100% de sua produção seja processada localmente, agregando valor à produção e, especialmente, gerando empregos.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Guiné Bissau fixa preço mínimo de castanha

O Governo da Guiné Bissau, país localizado no oeste africano (ver mapa),  fixou nesta terça-feira o preço mínimo de referência ao produtor de 500 francos CFA/quilo da castanha de caju (equivalente a R$ 3,33/kg).

A decisão vem no comunicado do Conselho de Ministros que anuncia também a abertura da Campanha de Comercialização de Caju -2019 para o próximo dia 30 de março (sábado). No comunicado também é estipulado a base tributária de U$ 1.222 por tonelada de castanha.