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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Índia eleva alíquota de importação de ACC

O consumo anual de castanha de caju na Índia é de cerca de 300 mil toneladas e está crescendo 5% ao ano. Atualmente, os processadores de castanha e os exportadores de amêndoa estão apostando mais no mercado doméstico, já que as exportações de ACC vêm caindo constantemente com a disponibilidade de amêndoas mais baratas no mercado global do Vietnã.

Para evitar o crescimento das importações o governo indiano anunciou a elevação da alíquota de importação para 70% (dos atuais 45%), movimento que o CEPCI, órgão exportador, elogiou dizendo que ajudará a revitalizar a indústria de processamento indiana atingida pela crise.


terça-feira, 25 de junho de 2019

Uma vantagem desperdiçada

Em 2018, a África Ocidental foi a principal área de cultivo do cajueiro em todo o mundo, com uma produção de 1.795.000 toneladas de castanha de caju in natura ou 49% da oferta mundial. A Ásia é a segunda principal área produtora, com a Índia (675.000 t) e o Vietnã (450.000 t) liderando a produção. 

A África Oriental, o Brasil e a Indonésia possuem as menores produções, mas têm uma vantagem competitiva devido ao seu calendário de colheita, que vai de outubro a dezembro, enquanto as colheitas do hemisfério norte ocorrem entre janeiro e junho.

Infelizmente, dentre outros fatores, falta-nos produção para aproveitar essa vantagem.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Índia expande cultivo do caju


Quatro séculos atrás, os navegadores portugueses chegaram a costa da Índia, trazendo consigo a brasileiríssima castanha de caju, uma das nozes mais apreciadas mundialmente. O caju chegou, conquistou raízes profundas em toda a região costeira da Índia. O cultivo do cajueiro na atualidade cobre uma área total de 0,70 milhão de hectares, produzindo mais de 0,40 milhão de toneladas de castanha de caju in natura por ano.

Em vista do potencial de exportação da amêndoa de castanha de caju, o Conselho de Promoção de Exportação do Caju da Índia (sim, existe um órgão específico para as exportações de amêndoa de castanha de caju naquele país!) propôs também ampliar o cultivo para outras regiões da Índia. O cultivo será estendido a Estados não tradicionais, como Madhya Pradesh e Rajasthan.

Não é à toa que a Índia na atualidade (ao lado do Vietnã) é um dos grandes players mundiais do agronegócio caju.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cajucultura Podcast: safra mundial 2019

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.


terça-feira, 11 de junho de 2019

Crescem exportações de ACC do Vietnã


Entre janeiro e abril de 2019 as exportações de amêndoa de castanha de caju do Vietnã cresceram 8,4% em volume (115.101.642 toneladas) mas caíram 14,4% em valor (US $ 910,5 milhões), em comparação com o mesmo período de 2018.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Castanha: Nigéria incentiva processamento local

Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.

De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.

Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Castanha africana: preços em queda livre


A crise do setor da cajucultura na África Ocidental já dura alguns meses e preocupa os produtores de caju africanos. Não existem compradores para a castanha recém-colhida (África ocidental está quase no final da safra) e os preços estão em queda livre. 

De Cotonou (Benin) a Dakar (Senegal), via Abidjan (Costa do Marfim), Lagos (Nigéria) e Bissau (Guiné Bissau), é a mesma situação: uma verdadeira catástrofe. A causa principal: estoques acumulados pelos compradores asiáticos em 2018. 

Muita gente boa esquece que há um tamanho limite para o mercado. Existe um ponto de saturação. A partir daí, se todos continuarem produzindo a oferta será maior que a demanda e, como consequência principal, ocorrerá queda de preço. Simples assim.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Vietnã importa 1 mi de t de castanhas

As empresas nacionais de processamento de castanha do Vietnã têm enfrentado dificuldades devido a uma nova regulamentação que exige verificações adicionais das matérias-primas importadas dos portos africanos. As medidas visam principalmente impedir a entrada do inseto Trogoderma no país.

Desde 2013, o Vietnã tem encontrado o referido inseto em inúmeros carregamentos de castanha vindos da África. Vale ressaltar que o Trogoderma está na lista de pragas quarentenárias de muitos países (o Brasil inclusive). 

As importações vietnamitas de castanhas de caju in natura no primeiro trimestre deste ano atingiram 224 mil toneladas, no valor de US $ 389 milhões. As importações aumentaram 6,2% em termos anuais em volume, mas reduziram 19,5% em valor.

No primeiro trimestre, o Camboja (país vizinho) foi o maior fornecedor de castanha para  o  Vietnã, representando 33,2% do valor total das importações, um aumento de 10 vezes em relação a 2018. O segundo maior valor de importação foi da Costa do Marfim, com US $ 47 milhões, cerca de 2 vezes. O terceiro foi da Indonésia, com US $ 24,2 milhões, um aumento de 1,8 vezes.

As importações de castanha de caju in natura do Vietnã este ano devem chegar a mais de 1 milhão de toneladas. As importações têm crescido devido à redução na área de cultivo e produção de castanha. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mercado de castanha africano em ebulição

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Nigéria: queda de preços da castanha

Segmentos ligados ao setor agrícola da Nigéria, país localizado na África Ocidental (área verde no mapa) e um dos grandes produtores africanos de castanha de caju estão preocupados com a queda dos preços da castanha no mercado internacional. No segundo e terceiro trimestres de 2018, a Nigéria faturou N63,5 bilhões (equivalente a 693 milhões de reais) com a venda de castanha in natura. Na ocasião, o quilo da castanha variava entre R$ 8,73 – R$ 7,64 (valores convertidos em reais). Agora, em 2019, o mesmo quilo é comercializado entre R$ 2,18 e R$ 3,06. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cajucultura pelo mundo

Índia 
A Índia aumentou suas importações de castanha de caju in natura da África Ocidental, que está oferecendo estoques da safra passada a preços mais baixos depois de uma fraca comercialização no segundo semestre do ano passado.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim quer transformar 50% de sua produção de castanha de caju até 2023. Numa meta mais ambiciosa, até 2025 espera que 100% de sua produção seja processada localmente, agregando valor à produção e, especialmente, gerando empregos.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Guiné Bissau fixa preço mínimo de castanha

O Governo da Guiné Bissau, país localizado no oeste africano (ver mapa),  fixou nesta terça-feira o preço mínimo de referência ao produtor de 500 francos CFA/quilo da castanha de caju (equivalente a R$ 3,33/kg).

A decisão vem no comunicado do Conselho de Ministros que anuncia também a abertura da Campanha de Comercialização de Caju -2019 para o próximo dia 30 de março (sábado). No comunicado também é estipulado a base tributária de U$ 1.222 por tonelada de castanha.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Castanha: produção e preços internacionais

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha em nível global e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ouvir é só clicar no play.


terça-feira, 26 de março de 2019

Mundo: 4 mi de t de castanha

Segundo a Associação do Caju do Vietnã (Vinacas), a produção mundial de castanha de caju este ano deve chegar a 4 milhões de toneladas, um aumento de 300.000-400.000 toneladas em relação ao ano passado. Mais detalhes ouça amanhã no Cajucultura Podcast.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Números da cajucultura na Índia

Introduzida na Índia no século XVI pelos portugueses como um meio de controlar a erosão costeira, a cajucultura indiana apresentou um crescimento espetacular desde a sua introdução naquele país.

Dados mais recentes mostram que a área de castanha de caju na Índia aumentou de 464 mil hectares em 1980/81 para 1.062 mil hectares no período 2017/18. Por sua vez, a produção aumentou de 185 mil toneladas de castanha em 1980/81 para 817 mil toneladas em 2017/18. Já a produtividade aumentou de 399 kg de castanha por hectare em 1980/81 para 769 kg/hectare em 2017/18. 

Quase um terço da produção nacional de castanha (32,93%) vem do estado de Maharashtra, localizado no Oeste indiano  (área vermelha no mapa), que também possui a maior média de produtividade da Índia (1.378 kg de castanha/ha).