Mostrando postagens com marcador Produção mundial de castanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Produção mundial de castanha. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Nampula, maior produtor de castanha de Moçambique


A província de Nampula planeja produzir 73.000 toneladas de castanha de caju durante a safra 2019/2020 que tem início neste final de outubro em Moçambique (mapa), mantendo assim seu status de maior produtor nacional, segundo informações do Instituto Nacional do Caju (INCAJU). Tal produção é superior às estimativas do Estado do Ceará para a corrente safra.

Ainda de acordo com o INCAJU, a produção esperada ultrapassa a safra anterior em 3.000 toneladas. No ano passado a província foi responsável por quase metade da produção do país, que totalizou 142.000 toneladas.

Durante a safra 2018/2019, que começou em outubro de 2018 e terminou em fevereiro de 2019, a província de Nampula produziu 70.069 toneladas que foram comercializadas a um preço médio de 43,15 meticais por quilo (cerca de 61 centavos de dólar americano).

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Costa do Marfim: venda total da safra 2019

Côte d’Ivoire sold its entire cashew production during the 2019 campaign (GIE-GEPPA)

Falando em uma coletiva de imprensa em Abidjan sobre a safra de caju de 2019, Gustave Kotchi, porta-voz do Grupo de Exportadores e Profissionais Agrícolas (GIE-GEPPA), afirmou que a Costa do Marfim vendeu toda a sua produção colhida na presente safra.

"Os preços, que estavam no nível mais baixo, começaram imediatamente a subir novamente com a venda de toda a produção nacional", disse ele. Explicou ainda que os participantes do setor não esperavam vender toda a produção, considerando a queda dos preços internacionais, causando um declínio drástico nos preços. Durante o período analisado, o preço mínimo para o estabelecimento agrícola foi de 375 francos CFA/kg de castanhas (R$ 2,59/kg) bem classificadas, limpas e bem secas. E a Costa do Marfim previa uma produção de 800.000 toneladas em comparação com 761.000 toneladas de 2018.

No segmento de processamento, o país processou um pouco menos de 69.000 toneladas de castanhas no ano passado, abaixo da meta de 100.000 toneladas estabelecida pelo Conselho. No entanto, será superior às 44.000 toneladas processadas em 2017.

Este ano, o setor quer processar 130.000 toneladas de castanhas, em comparação com uma capacidade atual de cerca de 122.000 toneladas. Para atingir seu objetivo, o Conselho do Algodão do Caju está atualmente construindo uma fábrica escola em Yamoussoukro (Agência Ecofin)

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Ásia e África: cajucultura familiar


Maior produtores mundiais de castanha de caju, a África e a Ásia, possuem mais de 80% do cultivo do cajueiro feito em pequenas propriedades familiares. E mais: as maiores fazendas desta categoria têm no máximo 5 hectares de espaço agrícola. 

Apenas cerca de 15% da colheita de caju é realizada em propriedades maiores, em países como Nigéria, Índia, Benin e Vietnã.


quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cajucultura Podcast: safra mundial 2019

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.


quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

terça-feira, 26 de março de 2019

Mundo: 4 mi de t de castanha

Segundo a Associação do Caju do Vietnã (Vinacas), a produção mundial de castanha de caju este ano deve chegar a 4 milhões de toneladas, um aumento de 300.000-400.000 toneladas em relação ao ano passado. Mais detalhes ouça amanhã no Cajucultura Podcast.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Benim reduz preço da castanha

No Benim, o preço estipulado pelo Governo para a safra 2018/2019, iniciada na última sexta-feira, será de 400 FCFA (R$ 2,64) por quilo de castanha. O anúncio foi feito pelo governo depois de uma reunião do Conselho de Ministros na última quinta-feira, 7/3.

Esta tarifa que representa uma queda de 250 FCFA (R$ 1,65) em relação aos preços praticados na safra anterior. A principal razão, segundo o Governo daquele país, é a lentidão no escoamento dos estoques mundiais de matéria prima (castanha in natura). 

Estima-se que presentemente ainda existem cerca de 400.000 toneladas de estoques residuais de castanha in natura no mercado mundial. A preocupação do Benim aumenta quando soma-se esta quantidade à produção global de 2019, estimada em 3.765.000 toneladas. 

O Benim, país localizado na África ocidental (área verde no mapa), é atualmente o quarto maior fornecedor africano de castanha de caju, atrás da Costa do Marfim, Nigéria e Guiné-Bissau. Os cajueiros são cultivados em cerca de 285.000 hectares e ocupam 200.000 pessoas. O país produziu cerca de 140 mil toneladas de castanha em 2018 e planeja produzir 171 mil toneladas na corrente safra (Fonte:Agência Ecofin).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Tendências em alta na cajucultura mundial

Ouça no Cajucultura Podcast (abaixo) os meus comentários sobre as principais tendências em alta na cajucultura mundial e os seus prováveis impactos na cajucultura brasileira. O Cajucultura Podcast é veiculado todas às sexta-feira neste Blog e no site Cajucultura e está disponível no Spotify. Aperte o play e tenha uma boa audição.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Tanzânia busca compradores para a castanha

O governo da Tanzânia planeja vender cerca de 150 mil toneladas de castanha de caju excedente a compradores privados, já que as fábricas locais não conseguirão processar todas a produção adquirida pelo governo dos agricultores.

No mês passado, o presidente John Magufuli ordenou um aumento de 94% nos preços da castanha de caju para pelo menos 3.000 xelins (US $ 1,31) por quilo, para proteger os produtores dos baixos preços e ordenou ao governo adquirir toda a safra, depois que compradores privados se recusaram a pagar o preço estipulado.

O governo já pagou 206 bilhões de xelins (US $ 90 milhões) para 100.534 agricultores e, desde 24 de dezembro, adquiriu 188.799 toneladas de castanhas.

A Tanzânia normalmente exporta um percentual expressivoda safra de castanha de caju da África Oriental, segundo a Fundação Internacional de Castanhas e Frutos Secos e a sua receita de exportação dobrou para US $ 540 milhões no ano passado, segundo dados oficiais.(Fonte: Reuters/Nasdaq)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Gana quer ser o maior exportador mundial de castanha

O sonho de Gana (mapa) emergir como o maior exportador e produtor mundial de castanha de caju provavelmente se tornará uma realidade nos próximos anos, já que a Twins & Limited, um importante exportador de castanha, tem intensificado suas ações em diferentes áreas de cultivo de caju na região de Brong Ahafo para apoiar agricultores com logística e outros insumos.

A ideia surgiu após a decisão do atual governo de Gana de investir no plantio de cajueiros, com o lançamento de um plano com duração de 10 anos para o desenvolvimento da cajucultura e renovação do setor do caju.

A maioria dos agricultores nessas áreas recebeu até agora pagamento adiantado pela sua produção, e outros benefícios, como fertilizantes e mudas de cajueiro.

Com a atual agenda do governo, para tornar Gana o principal produtor de castanha de caju, a Twins & Company Limited está preparada para continuar a dar apoio, na forma de empréstimos, fertilizantes e outras ferramentas agrícolas, aos agricultores locais (Fonte: News Ghana).

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Números da cajucultura mundial

A produção mundial de castanha atualmente é estimada em pouco mais de 3 milhões de toneladas. Além da África, maior produtor, a produção é principalmente da Ásia (40%) e da América do Sul (5%), neste último caso leia-se Brasil.

A Costa do Marfim vem mantendo a sua posição de maior produtor mundial de castanha, apesar de uma queda na produção, de 725.000 toneladas em 2016 para 711.236 em 2017.

A castanha in natura é exportada da África para a Índia, Vietnã e Brasil, que abrigam as maiores indústrias de processamento. Os principais países consumidores de amêndoa de caju (ou regiões) são a Índia, os Estados Unidos, a União Européia, a China, os Emirados Árabes Unidos e a Austrália.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Produção mundial de castanha: qual o ponto de saturação?



A produção de castanha no leste e oeste da África continua crescendo em ritmo acelerado. Segundo Adama Coulibaly, diretor-geral do Conselho do Caju e do Algodão da Costa do Marfim, aquele país produziu mais de 710 mil toneladas de castanhas de caju in natura no ano passado, mas processou apenas 178 mil toneladas.

De acordo com estimativas da Vinacas (Việt Nam Cashew Association), a produção mundial de castanha de caju continuará crescendo, especialmente nas regiões leste e oeste da África. Para Nguyen Minh Họa, vice presidente da Vinacas, "a produção global de castanha deverá atingir 3,8-4 milhões de toneladas até 2020. Quatro milhões de toneladas pode ser o ponto de saturação para o mercado global de consumo de castanha."
Será? De qualquer modo, com a expansão de novas áreas de cultivo com o cajueiro em diversos países africanos, é fácil prever que em poucos anos a oferta de matéria prima terá consequências imediatas sobre os preços da matéria prima em nível global.