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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Números da cajucultura indiana


Muitos leitores têm perguntado acerca dos números da cajucultura indiana. Pois bem, aqui vão alguns: o primeiro deles é que é o  maior consumidor mundial de amêndoa de castanha de caju (ACC), seguido de perto pelos Estados Unidos. A Índia processa cerca de 350.000 toneladas de ACC, produz 800.000 toneladas de castanha e importa mais 900.000 toneladas.

A indústria indiana do caju exporta diferentes tipos e produtos, como amêndoa de caju (inteiras e quebradas), líquido da casca de castanha de caju (LCC), cardanol (LCC purificado) e amêndoas saborizadas.

O país exporta para cerca de 80 países, incluindo EUA, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Arábia Saudita, Alemanha, Japão, Bélgica, Coréia, Espanha, França, Reino Unido, Kuwait, Cingapura, Catar, Grécia, Itália, Irã e Canadá.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Tanzânia expande cajucultura


A Tanzânia implementa plano para não apenas intensificar a produção de castanha por unidade de área, mas também expandir a produção para outras partes do país, para que a colheita também possa contribuir para a renda individual, a renda familiar e aumentar as receitas dos conselhos distritais.

Através do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia -TARI, do distrito de Naliendele, muitas tecnologias foram desenvolvidas para aumentar a produção e a produtividade de caju na Tanzânia. Mais de 54 variedades de cajueiro com alto rendimento foram liberadas para agricultores e cultivados em muitas regiões da Tanzânia. Segundo o TARI, esse é um bom indicador para mudar a produção de caju de 315.000 toneladas para mais de 1.000.000 toneladas de castanha até 2025.

O cajueiro era tradicionalmente cultivado na parte sudeste da Tanzânia, mas até o momento, mais de 20 regiões têm potencial para o cultivo de caju. Os materiais de plantio usados ​​até hoje são os do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia (TARI), que são de alto rendimento, bom tamanho de castanha e resistentes a pragas e doenças.

A castanha de caju é um importante produto de exportação em termos de receita cambial, sendo a principal fonte de renda para mais de 500.000 famílias no sudeste da Tanzânia (The Guardiam).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Tanzânia prevê queda de 22% na produção de castanha



A Tanzânia reduziu a sua previsão de produção de castanha de caju para este ano em 22% depois que fortes chuvas atingiram o país do leste africano e destruíram parte da colheita.

"Devido à forte estação de chuvas que começou no início de setembro, especialmente na região costeira, a quantidade cairá para cerca de 225.000 toneladas", disse o ministro da Agricultura, Japhet Hasunga, em entrevista. A colheita de caju de 2019-20 foi projetada para atingir 290.000 toneladas, à medida que os produtores começaram a cultivar em mais províncias.

A produção de castanha de caju, que permanece no mesmo nível de 2018, será um revés para os planos da Tanzânia de aumentar a produção para 1 milhão de toneladas nos próximos quatro anos e potencialmente se tornar o maior exportador de castanha africano. A produção global de castanha de caju foi de 3,3 milhões de toneladas em 2017-18, das quais mais da metade foi produzida por países africanos, incluindo a Costa do Marfim e Guiné-Bissau. Os outros principais produtores são Índia e Vietnã, na Ásia.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Camboja exportou 202 mil t de castanha em 2019


O Camboja (país do sudeste asiático) exportou 202.318 toneladas de castanha de caju in natura no ano passado para o mercado externo, quase 100% acima das 101.973 toneladas de 2018.

Os principais destinos de exportação de castanha de caju do Camboja são Vietnã, Rússia, Coréia do Sul, China, Peru, Mianmar, Índia, Austrália, Taiwan, Cingapura e Malásia.

A área destinada ao cultivo de castanha de caju totaliza 149.660 ha, abrangendo 22 províncias. Em 2018, o país assinou um memorando de entendimento com a Associação Vietnamita de Caju (Vinacas) para aumentar as exportações de castanha de caju do Camboja para um milhão de toneladas até 2028.

A ONG Suíça, Heks / Eper, anunciou o lançamento de um projeto de desenvolvimento de cinco anos e US $ 7,8 milhões para castanha de caju no Camboja, para melhorar a subsistência das famílias rurais. O projeto, que será implementado até 2022, deve aumentar a segurança alimentar, a renda e melhorar o sistema de gestão da terra para as comunidades pobres.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

África responde por 54% da produção global de castanha


Entre todas as nações produtoras de castanha de caju, os países africanos contribuíram em 2018 com 54% da produção global, enquanto os asiáticos com 43%. Nos últimos oito anos, o Vietnã aumentou sua presença na exportação de amêndoa de castanha de caju (ACC) para mais de 85 países. É o maior fornecedor de ACC para os Estados Unidos, China, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

Apesar de ser o terceiro maior exportador mundial de ACC, o Brasil possui uma participação pouco expressiva nas exportações mundiais de ACC, num mercado global que deverá crescer acima de 15% este ano.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Costa do Marfim: 1 mi de t de castanha até 2023


A Costa do Marfim pretende atingir a marca de 1 milhão de toneladas de castanha de caju até 2023. Apesar de ocupar a quarta posição como processador mundial, atrás do Vietnã, Índia e Brasil, o país atualmente processa menos de 10% do volume produzido.

O governo marfinense tem como meta atingir, no médio prazo, uma taxa de processamento local de 50% de sua produção de castanha. Para isso, o governo instalou uma usina escola: o Centro Marfinense de Tecnologia do Caju (CITA). Localizada no centro do país, o CITA possui uma capacidade de processamento de 15.000 toneladas de castanha por ano.

Para incentivar o empreendedorismo nesse setor, o Conselho do Algodão e Caju (CCA) oferece facilidades como o estabelecimento de um mecanismo para facilitar o acesso a castanha in natura e a isenção de impostos de exportação sobre amêndoas.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Tanzânia prevê elevar produção de castanha em 33,5%


A Tanzânia espera aumentar a produção de castanha de caju em 33,5% até setembro de 2020. A produção referente a safra 2018/2019 foi de 225.000 toneladas. "Esperamos obter uma colheita maior na próxima safra, com a produção de castanha de caju provavelmente alcançando mais de 300.000 toneladas", disse o ministro Japhet Hasunga à Reuters.

Essa previsão de aumento da produção é atribuída às boas condições climáticas, à ampla disponibilidade de insumos agrícolas e ao aumento da área de plantio.




quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


terça-feira, 29 de outubro de 2019

Nampula, maior produtor de castanha de Moçambique


A província de Nampula planeja produzir 73.000 toneladas de castanha de caju durante a safra 2019/2020 que tem início neste final de outubro em Moçambique (mapa), mantendo assim seu status de maior produtor nacional, segundo informações do Instituto Nacional do Caju (INCAJU). Tal produção é superior às estimativas do Estado do Ceará para a corrente safra.

Ainda de acordo com o INCAJU, a produção esperada ultrapassa a safra anterior em 3.000 toneladas. No ano passado a província foi responsável por quase metade da produção do país, que totalizou 142.000 toneladas.

Durante a safra 2018/2019, que começou em outubro de 2018 e terminou em fevereiro de 2019, a província de Nampula produziu 70.069 toneladas que foram comercializadas a um preço médio de 43,15 meticais por quilo (cerca de 61 centavos de dólar americano).

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Costa do Marfim: venda total da safra 2019

Côte d’Ivoire sold its entire cashew production during the 2019 campaign (GIE-GEPPA)

Falando em uma coletiva de imprensa em Abidjan sobre a safra de caju de 2019, Gustave Kotchi, porta-voz do Grupo de Exportadores e Profissionais Agrícolas (GIE-GEPPA), afirmou que a Costa do Marfim vendeu toda a sua produção colhida na presente safra.

"Os preços, que estavam no nível mais baixo, começaram imediatamente a subir novamente com a venda de toda a produção nacional", disse ele. Explicou ainda que os participantes do setor não esperavam vender toda a produção, considerando a queda dos preços internacionais, causando um declínio drástico nos preços. Durante o período analisado, o preço mínimo para o estabelecimento agrícola foi de 375 francos CFA/kg de castanhas (R$ 2,59/kg) bem classificadas, limpas e bem secas. E a Costa do Marfim previa uma produção de 800.000 toneladas em comparação com 761.000 toneladas de 2018.

No segmento de processamento, o país processou um pouco menos de 69.000 toneladas de castanhas no ano passado, abaixo da meta de 100.000 toneladas estabelecida pelo Conselho. No entanto, será superior às 44.000 toneladas processadas em 2017.

Este ano, o setor quer processar 130.000 toneladas de castanhas, em comparação com uma capacidade atual de cerca de 122.000 toneladas. Para atingir seu objetivo, o Conselho do Algodão do Caju está atualmente construindo uma fábrica escola em Yamoussoukro (Agência Ecofin)

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Ásia e África: cajucultura familiar


Maior produtores mundiais de castanha de caju, a África e a Ásia, possuem mais de 80% do cultivo do cajueiro feito em pequenas propriedades familiares. E mais: as maiores fazendas desta categoria têm no máximo 5 hectares de espaço agrícola. 

Apenas cerca de 15% da colheita de caju é realizada em propriedades maiores, em países como Nigéria, Índia, Benin e Vietnã.


quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cajucultura Podcast: safra mundial 2019

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.


quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

terça-feira, 26 de março de 2019

Mundo: 4 mi de t de castanha

Segundo a Associação do Caju do Vietnã (Vinacas), a produção mundial de castanha de caju este ano deve chegar a 4 milhões de toneladas, um aumento de 300.000-400.000 toneladas em relação ao ano passado. Mais detalhes ouça amanhã no Cajucultura Podcast.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Benim reduz preço da castanha

No Benim, o preço estipulado pelo Governo para a safra 2018/2019, iniciada na última sexta-feira, será de 400 FCFA (R$ 2,64) por quilo de castanha. O anúncio foi feito pelo governo depois de uma reunião do Conselho de Ministros na última quinta-feira, 7/3.

Esta tarifa que representa uma queda de 250 FCFA (R$ 1,65) em relação aos preços praticados na safra anterior. A principal razão, segundo o Governo daquele país, é a lentidão no escoamento dos estoques mundiais de matéria prima (castanha in natura). 

Estima-se que presentemente ainda existem cerca de 400.000 toneladas de estoques residuais de castanha in natura no mercado mundial. A preocupação do Benim aumenta quando soma-se esta quantidade à produção global de 2019, estimada em 3.765.000 toneladas. 

O Benim, país localizado na África ocidental (área verde no mapa), é atualmente o quarto maior fornecedor africano de castanha de caju, atrás da Costa do Marfim, Nigéria e Guiné-Bissau. Os cajueiros são cultivados em cerca de 285.000 hectares e ocupam 200.000 pessoas. O país produziu cerca de 140 mil toneladas de castanha em 2018 e planeja produzir 171 mil toneladas na corrente safra (Fonte:Agência Ecofin).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Tendências em alta na cajucultura mundial

Ouça no Cajucultura Podcast (abaixo) os meus comentários sobre as principais tendências em alta na cajucultura mundial e os seus prováveis impactos na cajucultura brasileira. O Cajucultura Podcast é veiculado todas às sexta-feira neste Blog e no site Cajucultura e está disponível no Spotify. Aperte o play e tenha uma boa audição.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Tanzânia busca compradores para a castanha

O governo da Tanzânia planeja vender cerca de 150 mil toneladas de castanha de caju excedente a compradores privados, já que as fábricas locais não conseguirão processar todas a produção adquirida pelo governo dos agricultores.

No mês passado, o presidente John Magufuli ordenou um aumento de 94% nos preços da castanha de caju para pelo menos 3.000 xelins (US $ 1,31) por quilo, para proteger os produtores dos baixos preços e ordenou ao governo adquirir toda a safra, depois que compradores privados se recusaram a pagar o preço estipulado.

O governo já pagou 206 bilhões de xelins (US $ 90 milhões) para 100.534 agricultores e, desde 24 de dezembro, adquiriu 188.799 toneladas de castanhas.

A Tanzânia normalmente exporta um percentual expressivoda safra de castanha de caju da África Oriental, segundo a Fundação Internacional de Castanhas e Frutos Secos e a sua receita de exportação dobrou para US $ 540 milhões no ano passado, segundo dados oficiais.(Fonte: Reuters/Nasdaq)


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Gana quer ser o maior exportador mundial de castanha

O sonho de Gana (mapa) emergir como o maior exportador e produtor mundial de castanha de caju provavelmente se tornará uma realidade nos próximos anos, já que a Twins & Limited, um importante exportador de castanha, tem intensificado suas ações em diferentes áreas de cultivo de caju na região de Brong Ahafo para apoiar agricultores com logística e outros insumos.

A ideia surgiu após a decisão do atual governo de Gana de investir no plantio de cajueiros, com o lançamento de um plano com duração de 10 anos para o desenvolvimento da cajucultura e renovação do setor do caju.

A maioria dos agricultores nessas áreas recebeu até agora pagamento adiantado pela sua produção, e outros benefícios, como fertilizantes e mudas de cajueiro.

Com a atual agenda do governo, para tornar Gana o principal produtor de castanha de caju, a Twins & Company Limited está preparada para continuar a dar apoio, na forma de empréstimos, fertilizantes e outras ferramentas agrícolas, aos agricultores locais (Fonte: News Ghana).

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Números da cajucultura mundial

A produção mundial de castanha atualmente é estimada em pouco mais de 3 milhões de toneladas. Além da África, maior produtor, a produção é principalmente da Ásia (40%) e da América do Sul (5%), neste último caso leia-se Brasil.

A Costa do Marfim vem mantendo a sua posição de maior produtor mundial de castanha, apesar de uma queda na produção, de 725.000 toneladas em 2016 para 711.236 em 2017.

A castanha in natura é exportada da África para a Índia, Vietnã e Brasil, que abrigam as maiores indústrias de processamento. Os principais países consumidores de amêndoa de caju (ou regiões) são a Índia, os Estados Unidos, a União Européia, a China, os Emirados Árabes Unidos e a Austrália.