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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Gana: preços desestimulam a cadeia da cajucultura


Embora a demanda global por amêndoa de castanha de caju (ACC) tenha aumentado em 7 a 10% ao ano nos últimos dez anos, os cajucultores ganenses não se beneficiaram substancialmente deste aumento. A produção de castanha no país aumentou de 13.000 toneladas em 2008 para cerca de 110.000 toneladas em 2018. Atualmente Gana (África ocidental - ver mapa) tem o maior rendimento por hectare na região africana.

A produção de castanha de caju é considerada importante para o governo ganense, e é por essa razão que foi selecionada, ao lado de outras culturas perenes como coco, café, dendê e karité, para integrar o programa de Plantio para Exportação e Desenvolvimento Rural (PERD), visando garantir que tais culturas sejam cultivadas em grandes áreas para formar uma base sustentável de matéria-prima que possa alimentar as indústrias sob o programa de industrialização governamental.

A inclusão do caju no programa procura não apenas aliviar a pobreza, mas também abordar questões de estratégias de adaptação às mudanças climáticas e meios de subsistência, além de posicionar o país como um grande produtor mundial de caju.

Estima-se que o caju tenha contribuído com cerca de 53% da combinação total das exportações não tradicionais para a economia de Gana em 2018, o que representa um aumento de 44% em 2017. Apesar de tudo isso, a maioria dos produtores de caju está desconectada dos mercados e não tem acesso a treinamentos formais.

À medida que a temporada de compra de commodities para 2020 começa gradualmente nas comunidades produtoras de caju no país, a incerteza nos preços continua sendo a principal desafio para os produtores. No final de 2019, o parlamento de Gana aprovou o tão esperado projeto da Autoridade de Desenvolvimento das Culturas Perenes, que aguarda a promulgação presidencial e a constituição da Autoridade. Quando estabelecida, a Autoridade deve ser capaz de resolver as questões crônicas dos preços e restaurar um pouco a sanidade dos preços num setor considerado volátil. (Fonte: GhanaWeb)

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


quarta-feira, 31 de julho de 2019

Gana aposta alto na cajucultura

O governo de Gana, localizado na África Ocidenta (ver mapa) espera faturar nos próximos cinco anos cerca de US $ 2,5 bilhões provenientes do setor da cajucultura daquele país. 

Como parte dessa meta, prevê a expansão do cultivo para aumentar a produção. Além disso, do governo alocou 1 bilhão de cedis (US $ 188 milhões) para criar uma Autoridade de Desenvolvimento de Cultivos Perenes, que visa impulsionar e regular o setor.

Saliente-se que em janeiro de 2018 o governo ganense também lançou um grande programa de pulverização que será executado até 2020.

O país produz anualmente 70.000 toneladas de castanha de caju, envolvendo um total de 40.000 agricultores.

Para se colher, é preciso plantar. Cá no Brasil, isto não parece tão óbvio... pelo menos na cajucultura.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Gana quer ser o maior exportador mundial de castanha

O sonho de Gana (mapa) emergir como o maior exportador e produtor mundial de castanha de caju provavelmente se tornará uma realidade nos próximos anos, já que a Twins & Limited, um importante exportador de castanha, tem intensificado suas ações em diferentes áreas de cultivo de caju na região de Brong Ahafo para apoiar agricultores com logística e outros insumos.

A ideia surgiu após a decisão do atual governo de Gana de investir no plantio de cajueiros, com o lançamento de um plano com duração de 10 anos para o desenvolvimento da cajucultura e renovação do setor do caju.

A maioria dos agricultores nessas áreas recebeu até agora pagamento adiantado pela sua produção, e outros benefícios, como fertilizantes e mudas de cajueiro.

Com a atual agenda do governo, para tornar Gana o principal produtor de castanha de caju, a Twins & Company Limited está preparada para continuar a dar apoio, na forma de empréstimos, fertilizantes e outras ferramentas agrícolas, aos agricultores locais (Fonte: News Ghana).

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Processamento de castanha em Gana


Muito se tem falado sobre o desempenho dos países africanos na produção de castanha. Mas como eles estão em no tocante ao processamento? No vídeo que apresentamos abaixo, produzido pela ACi (African Cashew Iniciative) é possível se ter uma ideia geral do processamento em Gana (oeste africano) e comparar com o que temos aqui no Brasil.


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Gana impulsiona a indústria local de processamento de castanha

Foto: Graphic Online
A Associação dos Processadores de Castanha de Gana (ACPG) definiu um plano estratégico de cinco anos para renovar os pequenos e médios negócios de processamento de castanha em Gana para aproveitar o potencial sócio-econômico da cajucultura.

Como parte desse plano estratégico, a ACPG espera aumentar o volume processado da castanha de caju ganesa de 12.000 toneladas para 80.000 toneladas até 2023. O plano também se concentra na maximização do uso das capacidade de processamento instalada de 10% para 75%. Isso levará à criação de mais de 10.000 empregos diretos e indiretos no setor do caju, especialmente para as mulheres nas áreas rurais.

Produção em crescimento

A produção de castanha em Gana está crescendo. Atualmente mais de 75.000 agricultores cultivam o cajueiro no país em oito das dez regiões. No entanto, a agregação de valor ao produto deixa a desejar. Com uma capacidade instalada de processamento de 65.000 toneladas, os processadores ganenses poderiam processar quase o volume total de produção do país, mas, na realidade, menos de dez por cento da castanha produzida em Gana são processadas localmente. Isso se deve ao fato de que apenas duas das 13 empresas processadoras estão em funcionamento.

sábado, 17 de novembro de 2018

Gana recebe apoio para indústria de castanha

Como parte das medidas para impulsionar a indústria de processamento de castanha de Gana, a USIBRAS Ghana Limited repassou 18 equipamentos para o processamento de castanha de caju à Associação de Processadores de Caju de Gana (ACPG). A iniciativa servirá para reativar 6 das 12 usinas de processamento de castanha que atualmente estão fechadas por falta de equipamentos.

A Associação de Processadores de Caju do Gana (ACPG) foi criada para formalizar a cooperação dos processadores de castanha em Gana, numa tentativa de revigorar a indústria local de processamento. A Associação definiu um plano estratégico de 5 anos para recuperar os pequenos e médios negócios de processamento de castanha em Gana a fim de explorar o potencial socioeconômico da cajucultura daquele país.

O diretor da USIBRAS Gana Limited, Patricio Lima Asis, instou os líderes a apoiarem a indústria do caju a contribuir para o desenvolvimento nacional. “Os líderes de negócios devem estar comprometidos com essa iniciativa e também participar da gestão do setor do caju”, disse ele.

A USIBRAS Ghana Limited é uma das maiores processadoras de castanha da África Ocidental, com uma capacidade de processamento instalada de 30.000 toneladas de castanha por ano e com um potencial para gerar oportunidades de emprego para cerca de 2.000 pessoas (Fonte: www.ghanaweb.com).