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segunda-feira, 23 de março de 2020

Demanda internacional de amêndoa de castanha de caju


O mercado internacional de amêndoa de castanha de caju (ACC), com o avanço do Covid-19 tem apresentado uma certa instabilidade. Na Europa e, em menor grau, nos EUA, o coronavírus tem levado muitos consumidores a comprarem massivamente produtos alimentares, incluindo a ACC. Com isto, os estoques de ACC estão diminuindo rapidamente entre distribuidores, torrefadores e importadores.

Ao mesmo tempo, o comércio transfronteiriço terrestre entre a China e Vietnã começa, aos poucos, a ser restabelecido, e a demanda chinesa está aumentando. Finalmente, alguns importadores ocidentais estão começando a antecipar as prováveis ​​paralisações das indústrias de processamento de castanha em todos os países processadores. De fato, essa indústria, que reúne um grande número de trabalhadores, provavelmente estará sujeita ao fechamento se a epidemia se espalhar para o Vietnã (94 casos em 21/3) ou a Índia (369 casos em 22/3), como já acontece em Gana.

Sob essas condições, a demanda internacional por ACC aumentou significativamente nos últimos dias, com muitos importadores buscando assinar contratos de fornecimento por vários meses (contratos a prazo), para não ficarem sem estoque.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Mercado internacional de amêndoa de castanha de caju



Os EUA representavam antes do surto do vírus Covid-19 30% do mercado de amêndoa de castanha de caju (ACC) das empresas vietnamitas, a União Europeia e outros países detinham 56% e a China, mais de 14%. Embora seja responsável por uma pequena proporção, a China tem desempenhado um papel importante ao impactar os preços de outros mercados já há algum tempo. A estabilidade no preço da ACC no mercado chinês é um contrapeso que contribui para manter os preços nos demais mercados.

Sob outra perspectiva, de acordo com a análise de um especialista no mercado internacional do caju, uma 'desordem mental' está dominando o mercado internacional do caju, já que o surto de Covid-19 vem provocando mudanças inesperadas. A China é um mercado importante, mas representa apenas 10% do consumo global de ACC. Além disso, todos os anos, o número de mercadorias importadas para a China, das quais mais de 90% são importadas do Vietnã, também diminui significativamente em fevereiro e março, após o pico de consumo por ocasião do Ano Novo lunar.

Talvez ainda seja cedo demais para entrar em pânico. Se a pandemia durar mais alguns meses, seus impactos serão devastadores. Mas se a pandemia for controlada no final de março, seus impactos no consumo de ACC na China e no mundo não serão significativos.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Vietnã aumenta exportações de amêndoa de caju para China


O Vietnã faturou US $ 22,47 milhões com a exportação de mais de 28 mil toneladas de amêndoa de castanha de caju para a China no primeiro semestre de 2019. Isto representa um aumento de 24,8% em valor e 53,2% em volume em relação a igual período de 2018, de acordo com o Departamento Geral de Alfândegas vietnamita.

Somente em junho, o país exportou 6,6 milhões de toneladas da castanha para a China, faturando 51 milhões de dólares, um aumento de 143,8% em volume e 104,2% em valor em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com Pham Van Cong, presidente da Associação do Caju do Vietnã, o governo chinês está reforçando as regulamentações sobre importação e exportação via fronteiras entre os dois países.

A amêndoa vietnamita é popular em mercados exigentes, como os EUA e a União Europeia, e isso serve de passaporte para abrir o caminho para os exportadores domésticos expandirem os mercados.

Além de buscar novos compradores, o Vietnã pretende manter grandes mercados, como a China, a Holanda e especialmente os EUA, que consomem até 40% das castanhas da amêndoa vietnamita.(Foto:VNA)

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

China: de importador de amêndoa a processador de castanha?

Especialistas no mercado internacional na área de processamento de castanha de caju projetam que dentro de pouco tempo a China, que já possui algumas unidades de processamento de castanha, diminuirá a aquisição de amêndoas de caju e se tornará um grande comprador de castanha in natura, podendo ultrapassar o próprio Vietnã. Ainda segundo os especialistas, isto é perfeitamente possível, considerando inclusive que é crescente o número de unidades de processamento de castanha em várias províncias da China. Vale ressaltar que a China é um dos três maiores importadores da amêndoa de caju vietnamita, com 12,9% do total, ao lado dos Estados Unidos (35%) e Holanda (15,6%). Uma vez no jogo, os chineses são imbatíveis. Até que ponto os preços da matéria prima em nível global serão afetados? Para os analistas, uma China processando castanha assustaria o Vietnã e poderia desmoronar o setor de caju na Índia, reduzindo os preços mundiais. Aliás, a China processando qualquer matéria prima sempre assustou o mundo em geral. O temor diminui quando se sabe da aliança da China com os governos africanos, especialmente em termos de infraestrutura e política regional. A conferir.
Em tempo: a produção de castanha na China é ainda insignificante e o cultivo do cajueiro está restrito a áreas costeiras de Ledong Lingshui, Dongfang e Sanya.