Mostrando postagens com marcador LCC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LCC. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de julho de 2019

LCC: revista destaca pesquisa da Embrapa 


A capa de junho da revista científica Separation Science Plus (foto) foi dedicada a um estudo desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical e da Universidade Federal do Ceará sobre o isolamento de ácidos presentes no Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC). A publicação internacional trata dos principais avanços científicos observados na preparação de amostras para cromatografia, técnica analítica usada na identificação de substâncias e separação de misturas.

Os ácidos anacárdicos são uma classe de substâncias com interesse para a indústria farmacêutica por apresentarem atividade antioxidante, antimicrobiana, antitumoral e antiparasitária. Cerca de 65% da composição do LCC é constituída por ácidos anacárdicos, o que faz desta a fonte natural mais abundante da substância.

No artigo que ilustra a capa da revista, intitulado "Produtividade de um isolamento de ácidos anacárdicos do Líquido da Casca da Castanha de Caju por cromatografia líquida de alta eficiência preparativa", os cientistas brasileiros mostram como estabeleceram os parâmetros para isolamento, em escala preparativa, das substâncias. 

Foram estabelecidos parâmetros como o consumo de solvente, a produtividade, rendimento, recuperação, pureza e saturação para o que os cientistas chamam de escala preparativa. Diferente da escala usada para análises laboratoriais, medida em microgramas, na escala preparativa as quantidades mudam para centenas de miligramas – quantidade de substância suficiente para o desenvolvimento de padrões para controle de qualidade e testes biológicos.

Além de aumentar a escala, os pesquisadores dobraram a produtividade em grama por hora (com pureza acima de 95%), diminuindo em 50% o consumo de solvente. Os resultados incluíram o desenvolvimento dos padrões para controle de qualidade utilizando equipamentos de cromatografia líquida de alta pressão.

O método de quantificação e de isolamento desenvolvido na Embrapa é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que atualmente não estão disponíveis no mercado. "A obtenção desses padrões de forma reprodutível é uma etapa importante para viabilizar o aproveitamento dessas substâncias em diversos fins", esclarece o pesquisador Edy Brito, autor principal do artigo. Os padrões desenvolvidos servirão como modelo para controle de qualidade em diferentes estudos, inclusive para possíveis futuras explorações comerciais. (Verônica Freire - MTB 01225JP/Embrapa Agroindústria Tropical)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Pesquisadores extraem substância antimicrobiana da casca da castanha do caju

Cerca de 65% da composição do Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC) é formada por ácidos anacárdicos, uma classe de substâncias com atividade antioxidante e antimicrobiana e alguns estudos mostram potencial de ação antitumoral e antiparasitária. Pesquisadores do Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) desenvolveram um processo para extrair, purificar e quantificar esses compostos, o que abre espaço para o surgimento de uma nova rota de exploração comercial na cajucultura.
Conforme o pesquisador da Embrapa Edy Brito, embora a atividade biológica dos ácidos anacárdicos seja conhecida desde a década de 1940, a fonte mais abundante dessas substâncias é desperdiçada. Nas grandes indústrias de beneficiamento de castanha de caju, a alta temperatura empregada no processamento degrada os ácidos presentes no LCC. Nas pequenas fábricas, embora não ocorra a degradação durante o processamento, as cascas, que correspondem a 70% do peso da castanha, quando não são descartadas, acabam alimentando fornalhas. “A queima é um problema, porque pode gerar gases tóxicos”, alerta o cientista.
O método de quantificação e de isolamento desenvolvido na Embrapa é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que atualmente não estão disponíveis no mercado. “A obtenção desses padrões de forma reprodutível é uma etapa importante para viabilizar o aproveitamento dessas substâncias em diversos fins”, esclarece o pesquisador. Os padrões desenvolvidos servirão como modelo para controle de qualidade em diferentes estudos, inclusive para possíveis futuras explorações comerciais (Fonte: Agência Embrapa de Notícias).

domingo, 28 de outubro de 2018

Larvicida à base do líquido da castanha para combater o Aedes Aegypti.

A Samsung anunciou na noite da última sexta-feira, três escolas publicas brasileiras premiadas como vencedoras nacionais da quinta edição do prêmio “Respostas para o Amanhã”, iniciativa da Samsung junto com o CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), que tem como objetivo colaborar para o desenvolvimento de alunos e professores em prol de melhorias nas comunidades brasileiras. 

Os projetos escolhidos são de alunos da Escola de Ensino Médio Ronaldo Caminha Barbosa, do Ceará; da Escola de Referência em Ensino Médio Aura Sampaio Parente Muniz, de Pernambuco; e do IFRS – Campus Osorio, do Rio Grande do Sul. Os escolhidos foram selecionados por um júri especializado que levou em consideração o manejo dos conhecimentos de disciplinas de Ciências da Natureza e/ou Matemática e suas Tecnologias e a aplicabilidade das propostas na resolução de problemas das comunidades locais.

Centrado em conhecimentos da disciplina de Biologia, o projeto “Estudo sobre o efeito larvicida do líquido da castanha de caju em mosquitos hematófagos”, dos alunos vencedores de Pernambuco, propõe a produção de um larvicida natural à base do líquido extraído da castanha de caju a fim de combater larvas de Aedes Aegypti.

Concorreram 1.128 projetos, de 561 municípios de todos os Estados do país, com mais de 46 mil alunos participantes. (Fonte: Nova Post).