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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Um bom exemplo a ser seguido


A Corporação para o Desenvolvimento do Caju do Estado de Kerala (KSCDC), um dos maiores produtores de castanha na Índia, abriu uma nova loja ligada à sua fábrica na Pullor, na região central  daquele estado.

Diferentes variedades de castanha de caju, juntamente com uma gama de produtos de valor agregado, estarão disponíveis a preços acessíveis. O choco kaju, o kaju lácteo, o refrigerante e o doce de caju e caju in natura estão entre os produtos atualmente em oferta. A iniciativa faz parte dos esforços para ampliar o mercado interno de produtos de caju no país.

Ao longo dos últimos anos a KSCDC lançou cerca de 18 produtos de valor agregado de castanha de caju e polpa de frutas. A corporação também recebeu o prêmio por ter lançado o maior número de produtos de valor agregado no mercado pelo segundo ano consecutivo na KAJU India 2019, uma conferência da All India Cashew Producers and Traders.

Como a corporação está comemorando o jubileu de ouro em 2019, também tem planos de ampliar sua gama de produtos e sua rede de marketing.

Um bom exemplo. Por que não aqui?

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Números da cajucultura na Índia

Introduzida na Índia no século XVI pelos portugueses como um meio de controlar a erosão costeira, a cajucultura indiana apresentou um crescimento espetacular desde a sua introdução naquele país.

Dados mais recentes mostram que a área de castanha de caju na Índia aumentou de 464 mil hectares em 1980/81 para 1.062 mil hectares no período 2017/18. Por sua vez, a produção aumentou de 185 mil toneladas de castanha em 1980/81 para 817 mil toneladas em 2017/18. Já a produtividade aumentou de 399 kg de castanha por hectare em 1980/81 para 769 kg/hectare em 2017/18. 

Quase um terço da produção nacional de castanha (32,93%) vem do estado de Maharashtra, localizado no Oeste indiano  (área vermelha no mapa), que também possui a maior média de produtividade da Índia (1.378 kg de castanha/ha).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Kaju India 2019

Terminou no último sábado em Nova Dheli, na Índia, a 6ª edição do 'Kaju India 2019.  O evento foi promovido pelo Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI) e teve como um dos principais objetivos discutir a revitalização da cajucultura indiana.

Durante três dias, o evento reuniu todo o espectro da Indústria Global do Caju - compradores, vendedores, processadores e provedores de serviços auxiliares e de suporte em todo o mundo.

O tema do evento global foi "Caju Indiano - O Superalimento" e serviu também para comemorar o centésimo ano de exportação de castanha de caju pela ìndia. 

A falta de modernização e os altos salários estão tornando as exportações indianas não competitivas, já que o custo de processamento é menor em outros países exportadores. O imposto de importação, juntamente com esses altos custos, tem um impacto negativo na indústria, dizem os especialistas.

Por sua vez, o aumento na importação de amêndoas de castanha de caju acabadas e semi-acabadas de baixa qualidade de países concorrentes é a mais recente e séria ameaça aos processadores de castanha indianos.

A Índia é o maior consumidor de amêndoa de castanha de caju do mundo. Enquanto 70% da produção é consumida na Índia, o restante é exportada. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cajucultura: profissionalização é o segredo

A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo seu status atual. 

Qual a solução? Não existem receitas prontas - o que se pode é refletir sobre os poucos casos de sucessos. De qualquer modo, os que teimam em continuar nesta atividade já têm em mente que a mesma não se sustenta apenas com o produto castanha. É necessário agregar valor, apostando em todos os coprodutos conhecidos do cajueiro. 

O Vietnã é um caso raro de sucesso nesta atividade. Em 1961 possuía pouco mais de mil hectares com o cajueiro, introduzido no país como árvore de sombra. Hoje, além de ser o maior exportador mundial de amêndoas de caju, busca também a liderança na produção mundial de castanha. Na briga pelo mercado europeu começa a ameaçar a até então inabalável Índia. Qual o segredo? Profissionalização do setor e muito, mas muito mesmo, trabalho de promoção e investimento interno e externo no setor.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Tanzânia quer processar toda a produção de castanha do país

Além de comprar diretamente do produtor cerca de 220 mil toneladas de castanha de caju (produção estimada para a safra 2017/18), o governo da Tanzânia está considerando seriamente a importação de maquinário para processar localmente toda essa produção.

Os importadores de matéria prima africana começam a ficar preocupados com a tendência cada maior dos países africanos processarem localmente a sua produção. Vietnã e Índia já buscam outras alternativas, em médio prazo,  para suprirem suas indústrias.

domingo, 21 de outubro de 2018

A imagem do domingo: "Castanheiras"


A imagem deste domingo traz uma cena comum na maioria das indústrias de processamento de castanha de caju do mundo: a presença da mão de obra feminina. No Brasil são conhecidas como "castanheiras". Na imagem, mulheres realizam a operação de "acabamento" numa fábrica do governo indiano, na vila de Perinadu, em Kerala. Estima-se que as mulheres respondem na atualidade por cerca de 90% da mão de obra empregada na indústria de processamento de castanha de caju na Índia (Foto: Megha Prakash).


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Um modelo a ser copiado

O Conselho de Promoção da Exportação de Caju da Índia (CEPCI) foi criado pelo governo indiano em 1955, contando com uma forte cooperação da indústria do caju daquele país, com o objetivo de promover as exportações de amêndoa de caju e do líquido da casca da castanha (LCC).
Sem fins lucrativos, o Conselho fornece a estrutura institucional necessária para desempenhar as diferentes funções que servem para intensificar e promover as exportações indianas de castanha de caju, líquido de casca de castanha de caju, cardanol e produtos afins. Dentre os vários serviços oferecidos aos seus exportadores membros destacam-se a divulgação de informações comerciais e pesquisas de mercado, estatísticas, participação em feiras internacionais, delegações comerciais a países importadores, etc. 
O Conselho também executa o Plano Quinquenal do Governo Indiano, fornecendo assistência financeira aos exportadores membros para atualização e modernização de processos de fabricação, aquisição de novas instalações para embalagem e implementação de certificações internacionais de padrão de qualidade como ISO / HACCP.
Belo modelo a ser copiado. Evidentemente, com as devidas adaptações ao nosso país.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (última parte): Planos para o futuro


Vários países africanos estão agora planejando processar cerca de 50% de sua produção de castanha in-house e entrar no mercado mundial em grande escala.
Antes que isso aconteça, a Índia deve tomar as medidas apropriadas para atender sua produção de castanha, diz R K Bhoodes, presidente da CEPCI. A agência traçou um roteiro para aumentar a produção de castanha na Índia para 2 milhões de toneladas até 2025. 
A Índia produziu 0,8 milhão de toneladas em 2017-18. A CEPCI planeja conseguir isso substituindo antigos cajueiros improdutivos por variedades de alto rendimento e adotando novos métodos agrícolas. A CEPCI estima que seu plano aumentará a produtividade no país, dos atuais 700 kg de castanha por hectare para mais de 3.000 kg por hectare.
Manoj M K, diretor técnico da Estação de Pesquisa de Caju da Universidade Agrícola de Kerala, tem mais uma preocupação fundamental quando diz que aumentar o cultivo é um plano de longo prazo e é improvável que resolva de imediato a crise financeira que o setor atravessa. "Na melhor das hipóteses, um cajueiro está pronto para a colheita em três anos." Por isso, os processadores entendem que o governo deve renunciar aos empréstimos e providenciar medidas de estímulo à atividade. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (parte 2): Choque grosseiro

A Índia começou a importar castanha de caju in natura nos anos 60 para atender às crescentes demandas de processamento. A produção indiana de castanha em 20 anos - entre 1995 e 2015 - cresceu a uma taxa de de 3,1%, enquanto a demanda doméstica 5,3%, segundo o Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI). Para preencher a lacuna, a Índia importa de mais de 15 países africanos e asiáticos. 

O problema começou em 2006, quando o CEPCI introduziu um imposto de importação de 9,4% sobre a castanha in natura. Intensificou-se em 2016 quando o preço da castanha in natura aumentou de US$ 800 para US$ 1.800 por tonelada no mercado internacional, principalmente devido ao crescimento das indústrias de processamento de castanha no Vietnã e na China, que são mais mecanizadas e eficientes do que as da Índia. 
A importação indiana de castanha in natura caiu de 0,96 milhões de toneladas em 2015-16 para 0,65 milhões de toneladas em 2017-18. Esse também é o tempo em que os processadores dizem que teve início a inadimplência dos empréstimos bancários que agora ameaçam sua existência. 
O orçamento da União deste ano reviu o imposto de importação para 2,5%.

Enquanto isso, o programa de cultivo doméstico do cajueiro falhou devido à políticas governamentais hostis. Por exemplo, na década de 1970, o estado começou a implementar a Lei de Reforma Agrária de Kerala, que estabeleceu um teto de 6 hectares sobre a propriedade individual da terra, mas isentou as plantações. Isso levou muitos a converter suas terras em plantações. Uma vez que foi acordado que o cajueiro tem um status de plantação, isto favoreceu os agricultores. 
De acordo com a CEPCI, a área cultivada com cajueiro na Índia permaneceu estagnada em cerca de 1 milhão de hectares na última década. Os processadores de castanha também alegam que o governo tem negligenciado o caju ao longo dos anos e promovido outras culturas econômicas, como a borracha.



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (parte 1): 80% das unidades de processamento fechadas



A amêndoa de castanha de caju (ACC) está entre os quatro principais produtos da lista de exportações agrícolas da Índia, juntamente com arroz basmati (um arroz aromático do tipo longo), especiarias e chá. Suas exportações renderam ao país em 2017 cerca de U$ 701 milhões. Apesar desses números, as unidades localizadas no hub de processamento de castanha da Índia, Kollam e Kerala, estão encerrando suas atividades devido ao aumento dos custos de insumos e às perdas na linha de produção. 

O desespero culminou em um protesto maciço em setembro último, quando mais de 500 processadores de amêndoa e 2.000 mulheres trabalhadoras em unidades de processamento se reuniram em frente ao escritório regional do Reserve Bank of India na capital do estado de Kollam, Thiruvananthapuram, reivindicando um pedido de socorro para salvar a indústria.
O estado de Kerala tem 840 fábricas de caju registradas, quase todas localizadas em Kollam. E mais de 80% fecharam as portas nos últimos dois anos devido a enormes custos operacionais que acabaram levando à perda acumulada dessas empresas. Tudo isto resultou no desemprego de 350 mil pessoas, das quais 90% são mulheres.

domingo, 14 de outubro de 2018

A imagem do domingo: "O descastanhamento"

A imagem deste domingo destaca o trabalho de mulheres indianas na colheita da castanha, mais precisamente na operação de descastanhamento.  A foto, do indiano Sanjib Writes, foi feita na região de Thirupati, estado de Andhra Pradesh (Índia).
Como já tivemos a oportunidade de escrever neste Blog, a Índia é um dos maiores produtores mundiais de castanha de caju. Além disso, grande parte de sua amêndoa é consumida no mercado interno. A mão de obra feminina ocupa lugar de destaque na cajucultura indiana, desde a produção até o processamento.