Mostrando postagens com marcador Índia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Índia. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de outubro de 2018

A imagem do domingo: "Castanheiras"


A imagem deste domingo traz uma cena comum na maioria das indústrias de processamento de castanha de caju do mundo: a presença da mão de obra feminina. No Brasil são conhecidas como "castanheiras". Na imagem, mulheres realizam a operação de "acabamento" numa fábrica do governo indiano, na vila de Perinadu, em Kerala. Estima-se que as mulheres respondem na atualidade por cerca de 90% da mão de obra empregada na indústria de processamento de castanha de caju na Índia (Foto: Megha Prakash).


sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Um modelo a ser copiado

O Conselho de Promoção da Exportação de Caju da Índia (CEPCI) foi criado pelo governo indiano em 1955, contando com uma forte cooperação da indústria do caju daquele país, com o objetivo de promover as exportações de amêndoa de caju e do líquido da casca da castanha (LCC).
Sem fins lucrativos, o Conselho fornece a estrutura institucional necessária para desempenhar as diferentes funções que servem para intensificar e promover as exportações indianas de castanha de caju, líquido de casca de castanha de caju, cardanol e produtos afins. Dentre os vários serviços oferecidos aos seus exportadores membros destacam-se a divulgação de informações comerciais e pesquisas de mercado, estatísticas, participação em feiras internacionais, delegações comerciais a países importadores, etc. 
O Conselho também executa o Plano Quinquenal do Governo Indiano, fornecendo assistência financeira aos exportadores membros para atualização e modernização de processos de fabricação, aquisição de novas instalações para embalagem e implementação de certificações internacionais de padrão de qualidade como ISO / HACCP.
Belo modelo a ser copiado. Evidentemente, com as devidas adaptações ao nosso país.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (última parte): Planos para o futuro


Vários países africanos estão agora planejando processar cerca de 50% de sua produção de castanha in-house e entrar no mercado mundial em grande escala.
Antes que isso aconteça, a Índia deve tomar as medidas apropriadas para atender sua produção de castanha, diz R K Bhoodes, presidente da CEPCI. A agência traçou um roteiro para aumentar a produção de castanha na Índia para 2 milhões de toneladas até 2025. 
A Índia produziu 0,8 milhão de toneladas em 2017-18. A CEPCI planeja conseguir isso substituindo antigos cajueiros improdutivos por variedades de alto rendimento e adotando novos métodos agrícolas. A CEPCI estima que seu plano aumentará a produtividade no país, dos atuais 700 kg de castanha por hectare para mais de 3.000 kg por hectare.
Manoj M K, diretor técnico da Estação de Pesquisa de Caju da Universidade Agrícola de Kerala, tem mais uma preocupação fundamental quando diz que aumentar o cultivo é um plano de longo prazo e é improvável que resolva de imediato a crise financeira que o setor atravessa. "Na melhor das hipóteses, um cajueiro está pronto para a colheita em três anos." Por isso, os processadores entendem que o governo deve renunciar aos empréstimos e providenciar medidas de estímulo à atividade. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (parte 2): Choque grosseiro

A Índia começou a importar castanha de caju in natura nos anos 60 para atender às crescentes demandas de processamento. A produção indiana de castanha em 20 anos - entre 1995 e 2015 - cresceu a uma taxa de de 3,1%, enquanto a demanda doméstica 5,3%, segundo o Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI). Para preencher a lacuna, a Índia importa de mais de 15 países africanos e asiáticos. 

O problema começou em 2006, quando o CEPCI introduziu um imposto de importação de 9,4% sobre a castanha in natura. Intensificou-se em 2016 quando o preço da castanha in natura aumentou de US$ 800 para US$ 1.800 por tonelada no mercado internacional, principalmente devido ao crescimento das indústrias de processamento de castanha no Vietnã e na China, que são mais mecanizadas e eficientes do que as da Índia. 
A importação indiana de castanha in natura caiu de 0,96 milhões de toneladas em 2015-16 para 0,65 milhões de toneladas em 2017-18. Esse também é o tempo em que os processadores dizem que teve início a inadimplência dos empréstimos bancários que agora ameaçam sua existência. 
O orçamento da União deste ano reviu o imposto de importação para 2,5%.

Enquanto isso, o programa de cultivo doméstico do cajueiro falhou devido à políticas governamentais hostis. Por exemplo, na década de 1970, o estado começou a implementar a Lei de Reforma Agrária de Kerala, que estabeleceu um teto de 6 hectares sobre a propriedade individual da terra, mas isentou as plantações. Isso levou muitos a converter suas terras em plantações. Uma vez que foi acordado que o cajueiro tem um status de plantação, isto favoreceu os agricultores. 
De acordo com a CEPCI, a área cultivada com cajueiro na Índia permaneceu estagnada em cerca de 1 milhão de hectares na última década. Os processadores de castanha também alegam que o governo tem negligenciado o caju ao longo dos anos e promovido outras culturas econômicas, como a borracha.



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (parte 1): 80% das unidades de processamento fechadas



A amêndoa de castanha de caju (ACC) está entre os quatro principais produtos da lista de exportações agrícolas da Índia, juntamente com arroz basmati (um arroz aromático do tipo longo), especiarias e chá. Suas exportações renderam ao país em 2017 cerca de U$ 701 milhões. Apesar desses números, as unidades localizadas no hub de processamento de castanha da Índia, Kollam e Kerala, estão encerrando suas atividades devido ao aumento dos custos de insumos e às perdas na linha de produção. 

O desespero culminou em um protesto maciço em setembro último, quando mais de 500 processadores de amêndoa e 2.000 mulheres trabalhadoras em unidades de processamento se reuniram em frente ao escritório regional do Reserve Bank of India na capital do estado de Kollam, Thiruvananthapuram, reivindicando um pedido de socorro para salvar a indústria.
O estado de Kerala tem 840 fábricas de caju registradas, quase todas localizadas em Kollam. E mais de 80% fecharam as portas nos últimos dois anos devido a enormes custos operacionais que acabaram levando à perda acumulada dessas empresas. Tudo isto resultou no desemprego de 350 mil pessoas, das quais 90% são mulheres.

domingo, 14 de outubro de 2018

A imagem do domingo: "O descastanhamento"

A imagem deste domingo destaca o trabalho de mulheres indianas na colheita da castanha, mais precisamente na operação de descastanhamento.  A foto, do indiano Sanjib Writes, foi feita na região de Thirupati, estado de Andhra Pradesh (Índia).
Como já tivemos a oportunidade de escrever neste Blog, a Índia é um dos maiores produtores mundiais de castanha de caju. Além disso, grande parte de sua amêndoa é consumida no mercado interno. A mão de obra feminina ocupa lugar de destaque na cajucultura indiana, desde a produção até o processamento.