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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Castanha de caju: África continuará liderando produção


De 7 a 9/11 último, aconteceu na Tanzânia a 13ª Conferência Anual da ACA (African Cashew Alliance), tendo como tema central “Promover sinergias que influenciam a dinâmica do mercado”.
Algumas das conclusões do evento que reuniu os maiores experts mundiais no mercado da castanha de caju:

1. A demanda global por castanha de caju continuará crescendo a uma taxa anual de 5% e a oferta de matéria prima continuará a ser liderada pela África ocidental durante os próximos cinco anos.

2. Em mercados em desenvolvimento (China, por exemplo), o aumento do consumo será impulsionado pelo crescimento da classe média. Nos mercados já consolidados, o aumento será influenciado por tendências da população em adotar dietas saudáveis.

3. Razões do crescimento da produção de castanha na África ocidental: alta rentabilidade da atividade, estimulando novos plantios; a baixa incidência de pragas e doenças e a melhoria da assistência técnica, contribuindo para elevadas produtividades.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Por que não uma Aliança Brasileira do Caju?

No grande evento internacional reunindo os grandes produtores de castanha de caju que ocorreu em Abidjan, Costa do Marfim, há cerca de duas semanas, dois assuntos predominaram: a queda acentuada de preços e o baixo nível de processamento nos países africanos. 

A África responde atualmente por mais da metade da colheita mundial de castanha (cerca de 1,8 milhão de toneladas), mas só processa localmente 10% de sua produção. A América do Sul (Brasil), e especialmente a Ásia, processam não apenas sua produção, mas também importam castanha, que podem então reexportar.

Apesar do crescimento da produção africana ao longo dos anos, a transformação e o valor agregado dessa cultura ainda não atingiu o potencial esperado, apesar da castanha de caju ter se tornado uma importante fonte de renda para as comunidades rurais africanas, contribuindo para o desenvolvimento econômico de várias regiões.

Estudos realizados em alguns países africanos mostram que o processamento local pode adicionar um valor médio de US$ 650 por tonelada de castanha, além de criar empregos e renda, especialmente para jovens e mulheres.

Para enfrentar estes e outros desafios da cadeia produtiva do caju, o Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Guiné, Gana, Mali, Togo e Senegal se uniram em torno da African Cashew Alliance (Aliança Africana do Caju), com sede em Acra (Gana). Juntos, esses países produziram 1.612 milhões de toneladas de castanha em 2017.

Guardadas as devidas proporções, por que não podemos pensar em algo como uma Aliança Brasileira do Caju?