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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Costa do Marfim: competitividade no processamento de castanha


O governo da Costa do Marfim e oito empresas integrantes da indústria do caju daquele país assinaram um acordo no Gabinete do Primeiro Ministro em Abidjan-Plateau para processar a castanha de caju, com vista a melhorar  a competitividade desta cadeia de valor.  

"A transformação da castanha de caju melhorará a competitividade da cadeia de valor e criará empregos para jovens e mulheres, elevando a taxa de transformação de menos de 7% atualmente para 50% no horizonte de 2020, para uma melhor produção anual estimada em cerca de 700.000 toneladas", afirmou o ministro da Economia e Finanças, Adama Koné.  

A se confirmar esta previsão, em 2020 a Costa do Marfim processará o triplo do volume de castanha atualmente produzido no Brasil.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Costa do Marfim: novos incentivos à cajucultura


O governo da Costa do Marfim anunciou ontem, por meio do seu Conselho de Ministros, a concessão de novos incentivos fiscais ao setor de processamento de castanha de caju. Dentre os incentivos, está a isenção de impostos, durante cinco anos, sobre a aquisição de equipamentos e peças de reposição, feitas como parte de seus investimentos.

No mesmo período, o setor também se beneficiará da "concessão de crédito tributário a empresas, desenvolvimento de negócios, pela expansão ou modernização de instalações existentes". Estas medidas fazem parte do objetivo das autoridades da Costa do Marfim de alcançar uma taxa de processamento local da castanha de 50%, em comparação com menos de 10% em 2017.

Em 2018, o governo anunciou um bônus de processamento e uma alocação de 15% do total da colheita de castanha de caju para os processadores locais. A meta para o corrente ano é de processar 130.000 toneladas de castanha. Este volume representa aproximadamente 18% da safra esperada para 2019 (730 mil toneladas).

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Caju: desperdício é universal

Grande produtor mundial de castanha, a Costa do Marfim desperdiça praticamente toda a produção de pedúnculo pela falta de conhecimento em relação aos seus diversos usos e também devido a tabus alimentares. Na foto, na região de Niakara, centro norte do país, um agricultor realiza a operação de descastanhamento (Foto: Agence Ivoirienne de Presse) .


terça-feira, 30 de abril de 2019

Problemas na safra da Costa do Marfim

Entre produtores e compradores em greve, o governo da Costa do Marfim (área verde no mapa) está tentando salvar uma safra cujo andamento começa a se politizar. A safra de 2019 - da qual o país é hoje o maior produtor mundial (761.331 toneladas de castanhas em 2018) - está desacelerando nas regiões em crescimento do norte e centro do país.

O nó da questão: uma greve de compradores deflagrada logo no início da safra para denunciar o preço de compra dos produtos definidos pelo governo para 375 CFA por quilo (0,6 euros). Um preço considerado alto pelos compradores, comparado ao preço de compra internacional (um dólar por quilo) e uma pesada tributação.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cajucultura pelo mundo

Índia 
A Índia aumentou suas importações de castanha de caju in natura da África Ocidental, que está oferecendo estoques da safra passada a preços mais baixos depois de uma fraca comercialização no segundo semestre do ano passado.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim quer transformar 50% de sua produção de castanha de caju até 2023. Numa meta mais ambiciosa, até 2025 espera que 100% de sua produção seja processada localmente, agregando valor à produção e, especialmente, gerando empregos.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Superprodução de castanha?


Na opinião do Diretor Geral do Conselho do Algodão e do Caju da Costa do Marfim, Adama Coulibaly, existe um risco real de superprodução de castanha in natura num futuro próximo.

Segundo Coulibaly, tal risco deve motivar a realização de campanhas agressivas para promover o consumo não apenas da amêndoa mas dos demais produtos derivados do caju nos países produtores e conquistar novos mercados, garantindo desse modo a sustentabilidade desta atividade.

Ele defende ainda a luta contra a manipulação do mercado através da desinformação e da disseminação de rumores nas redes sociais, acrescentando que "a vida de milhões de pessoas depende de nossas ações, nossas reações ou nossa inação".

As ideias de Coulibaly não diferem muito do que temos defendido neste Blog, especialmente no tocante à promoção do consumo no mercado interno, a busca por novos mercados e a necessidade de
uma política de estado para a cajucultura nacional.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Costa do Marfim: cresce processamento de castanha

Alguns números da Costa do Marfim (área verde no mapa), referentes à safra de castanha de caju de 2018:

Produção: 761.000 toneladas de castanha de caju in natura;
Exportações: 650.150 toneladas (Índia: 204.509 toneladas / Vietnã: 430.577 toneladas);
Processamento local: 69.000 toneladas;
Armazenado pelo Conselho do Algodão e do Caju: 10.000 toneladas.

Apesar dos números, o ano de 2018 não foi um ano fácil em termos globais para os exportadores de castanha in natura. Vários contratos não foram respeitados, produtos abandonados no mar ou em portos de chegada, exigência de redução de preços a partir do montante dos contratos assinados, para citar alguns. Para lidar com estas dificuldades recorrentes, a Índia e a Costa do Marfim estabeleceram uma Comissão conjunta para gerir todos os casos de litígios comerciais.

A Costa do Marfim processou 69.000 toneladas de castanhas in natura em 2018. Embora este volume seja muito baixo, representa uma crescimento de 53% em relação a 2017. A Costa do Marfim é agora o quarto maior processador mundial de castanha de caju, atrás da Índia, Vietnã e Brasil. Este progresso é o resultado de um forte apoio do Governo visando o desenvolvimento de uma sólida indústria local de processamento de castanha.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Costa do Marfim revisa preço de castanha

Diante de uma situação econômica global desfavorável, e enquanto o setor da cajucultura local ainda não não desenvolveu a capacidade de processamento de sua matéria prima, a cajucultura da Costa do Marfim (área verde no mapa) está enfrentando uma crise sem precedentes. Numa tentativa de contê-la, o governo daquele país decidiu, no último dia 6/2, reduzir o preço pago ao produtor pelo quilo da castanha em 25%.

A safra de castanha de caju de 2019, que oficialmente começa no dia 15 de fevereiro, mostra uma queda no preço pago ao produtor de 500 FCFA/ kg (R$ 3,21), em 2018, para 375 FCFA / kg (R$ 2,41), na atual safra, o que representa um decréscimo de 25%. O declínio dos preços para o produtor marfinense leva em conta a atual situação internacional, na qual a castanha vem sendo negociada no máximo a US$ 1 por quilo.

A safra passada foi recheada de muitas dificuldades para os produtores, que não conseguiram vender toda a produção, devido à falta de compradores, especialmente por conta da pesada tributação na Costa do Marfim, combinada com a queda acentuada dos preços mundiais. Ao mesmo tempo, o nível de produção na Costa do Marfim atingiu 761.331 toneladas em 2018, em comparação com 711.236 toneladas em 2017. Consequência imediata: uma queda no valor das exportações, que atingiu 404 bilhões de francos CFA em 2018, em comparação com 509 bilhões de CFA em 2017.

Dependência da exportação de castanha in natura

Além disso, a Costa do Marfim continua dependente das exportações de castanha in natura, com 642.648 toneladas exportadas, apesar do estabelecimento de 24 unidades industriais no país.

Segundo o governo marfinense, "o processamento local aumentou em 50%, com 66.000 toneladas. Mas ainda está longe dos objetivos do governo de atingir uma taxa de processamento de pelo menos 50% da produção ".

Durante safra anteriores, o governo introduziu incentivos para o processamento local, incluindo um subsídio de 400 CFA / kg para a indústria. Mas esses dispositivos não impedem que os processadores prefiram exportar para a Índia ou para o Vietnã, onde os custos de produção são mais baixos do que na Costa do Marfim.revisa preço de castanha

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Castanha de caju: o Vietnã não está para brincadeira

O conglomerado financeiro  vietnamita T & T Group,  e o Conselho do Algodão e Caju da Costa do Marfim (CCA) assinaram na semana passada um acordo de cooperação estratégica para importar castanhas de caju in natura. O Grupo T & T planeja construir uma fábrica para o processamento de castanha na Costa do Marfim com uma capacidade de até 50.000 toneladas por ano.

O CCA está empenhado em garantir a disponibilidade de matéria prima para atender às necessidades do Grupo de T & T, de acordo com as condições do mercado, e monitorar a implementação dos compromissos entre o Grupo de T & T e seus parceiros domésticos.

O CCA ajudará o Grupo T & T a selecionar a localização da fábrica para garantir acesso conveniente a matérias-primas, logística e uma fonte de mão-de-obra para a fábrica.

A Costa do Marfim ocupa o segundo lugar em termos de produção bruta de castanha de caju em todo o mundo. Em agosto, o Grupo T & T também assinou um memorando de entendimento com a Guiné-Bissau para importar castanha de caju in natura com um volume anual de 150.000 a 200.000 toneladas por ano. O vice-diretor geral do Grupo de T & T, Nguyễn Thị Thanh Bình, e o Ministro do Comércio, Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau também assinaram um plano de ação para 2019.

Fundada em 1993, a T & T Group JSC atua nos segmentos de imóveis, finanças, indústria, esporte e importação/exportação. Seus projetos imobiliários incluem unidades residenciais, centros comerciais, edifícios de escritórios, resorts, áreas de eco-turismo marinho, áreas urbanas e zonas industriais. Atualmente, a empresa possui ativos totais superiores a US $ 1,5 bilhão.

Os vietnamitas não estão para brincadeira quando o negócio é castanha de caju.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Processamento de castanha: uma mina de oportunidades na África

A palestra de abertura da terceira edição do SIETTA - ACA Conference 2018 que começa nesta quinta-feira, em Abidjan, Costa do Marfim, tem como título "Cashew Processing, A Mine of opportunities for the Empowerment of African Youth"; traduzindo: "Processamento de castanha de caju: uma mina de oportunidades para o empoderamento da juventude africana". 

Os africanos não estão para brincadeiras quando o assunto é cajucultura. A África produz cerca de 53% da castanha produzida no mundo, havendo, desse modo, um grande potencial a ser explorado na área de processamento. 

A finalidade da Sietta é promover o o processamento de castanha na Costa do Marfim e agregar valor à matéria prima. O país é o maior produtor mundial de castanha, cuja quantidade processada é ainda insignificante. O Sietta Conference começa na próxima quinta-feira, 8/11, indo até sábado, 10/11. Paralelo ao evento ocorre uma mostra internacional de equipamentos  e de tecnologias para o processamento da castanha.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Costa do Marfim: mais uma Unidade de processamento de castanha

A empresa agrícola DekelOil anunciou na última quarta-feira que a sua subsidiária Capro assinou um contrato de € 6,5 milhões com a Overseas Projects & Services Limited para a construção de uma unidade de processamento de castanha de caju em Tiebissou, na Costa do Marfim.
Sob os termos do contrato, a Projects & Services Limited assumirá a responsabilidade pela engenharia, fabricação, entrega, instalação e comissionamento do projeto, juntamente com o treinamento de pessoal para sua operação. O projeto terá uma capacidade inicial para processar pelo menos 10 mil toneladas de castanha por ano, podendo chegar até 30 mil toneladas.

"Uma vez instalada e funcionando, a fábrica aproveitará a economia altamente atrativa do processamento de castanhas de caju na Costa do Marfim, onde as margens brutas são atraentes tanto para amêndoas inteiras quanto quebradas", disse o diretor executivo da DekelOil, Lincoln Moore.


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Costa do Marfim quer aumentar o processamento de castanha

O processamento da castanha in natura continua sendo o calcanhar de Aquiles da Costa do Marfim; Maior produtor mundial de castanha de caju, somente cerca de 7% de sua produção é processada. Preocupado com a situação, o governo daquele país trabalha para ampliar a capacidade de processamento da indústria, estimado em 116.000 toneladas para o corrente ano.
Além disso, outras iniciativas estão em curso no país. Tendo em vista a profissionalização do setor, o Conselho de Algodão e Caju (CCA) - órgão regulador, oferece apoio em termos de equipamentos para as organizações interprofissionais agrícolas. Seus membros recebem treinamento relacionado às boas práticas de produção, conservação e preservação da qualidade de castanha in natura.
Foram criadas também estruturas promocionais e de cooperação internacional, como o Conselho Consultivo Internacional do Caju (CICC) e o Salão Internacional de Equipamentos e Tecnologia de Processamento de Cajus (SIETTA), cuja 3ª edição está programada para 8-10 de novembro próximo em Abidjan, capital do país.