Mostrando postagens com marcador Castanha in natura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Castanha in natura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Costa do Marfim revisa preço de castanha

Diante de uma situação econômica global desfavorável, e enquanto o setor da cajucultura local ainda não não desenvolveu a capacidade de processamento de sua matéria prima, a cajucultura da Costa do Marfim (área verde no mapa) está enfrentando uma crise sem precedentes. Numa tentativa de contê-la, o governo daquele país decidiu, no último dia 6/2, reduzir o preço pago ao produtor pelo quilo da castanha em 25%.

A safra de castanha de caju de 2019, que oficialmente começa no dia 15 de fevereiro, mostra uma queda no preço pago ao produtor de 500 FCFA/ kg (R$ 3,21), em 2018, para 375 FCFA / kg (R$ 2,41), na atual safra, o que representa um decréscimo de 25%. O declínio dos preços para o produtor marfinense leva em conta a atual situação internacional, na qual a castanha vem sendo negociada no máximo a US$ 1 por quilo.

A safra passada foi recheada de muitas dificuldades para os produtores, que não conseguiram vender toda a produção, devido à falta de compradores, especialmente por conta da pesada tributação na Costa do Marfim, combinada com a queda acentuada dos preços mundiais. Ao mesmo tempo, o nível de produção na Costa do Marfim atingiu 761.331 toneladas em 2018, em comparação com 711.236 toneladas em 2017. Consequência imediata: uma queda no valor das exportações, que atingiu 404 bilhões de francos CFA em 2018, em comparação com 509 bilhões de CFA em 2017.

Dependência da exportação de castanha in natura

Além disso, a Costa do Marfim continua dependente das exportações de castanha in natura, com 642.648 toneladas exportadas, apesar do estabelecimento de 24 unidades industriais no país.

Segundo o governo marfinense, "o processamento local aumentou em 50%, com 66.000 toneladas. Mas ainda está longe dos objetivos do governo de atingir uma taxa de processamento de pelo menos 50% da produção ".

Durante safra anteriores, o governo introduziu incentivos para o processamento local, incluindo um subsídio de 400 CFA / kg para a indústria. Mas esses dispositivos não impedem que os processadores prefiram exportar para a Índia ou para o Vietnã, onde os custos de produção são mais baixos do que na Costa do Marfim.revisa preço de castanha

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Nigéria: exportações de castanha podem cair

As exportações de castanha de caju da Nigéria podem cair este ano, em virtude do atraso nos embarques por parte dos exportadores.

Para complicar, em virtude deste atraso, maior do que o previsto em contrato, os importadores vietnamitas estão exigindo um menor preço pela tonelada do produto. Os preços da castanha estão entre US $ 2.100 e US $ 2.400 por tonelada.

Assim, a esperança da Nigéria de superar os ganhos de US $ 402 milhões das exportações de castanha de caju este ano está ameaçada, agravado também pela queda dos preços internacionais da castanha.

A Nigéria produziu 220.000 toneladas de castanha de caju em 2018.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Castanha de caju: o Vietnã não está para brincadeira

O conglomerado financeiro  vietnamita T & T Group,  e o Conselho do Algodão e Caju da Costa do Marfim (CCA) assinaram na semana passada um acordo de cooperação estratégica para importar castanhas de caju in natura. O Grupo T & T planeja construir uma fábrica para o processamento de castanha na Costa do Marfim com uma capacidade de até 50.000 toneladas por ano.

O CCA está empenhado em garantir a disponibilidade de matéria prima para atender às necessidades do Grupo de T & T, de acordo com as condições do mercado, e monitorar a implementação dos compromissos entre o Grupo de T & T e seus parceiros domésticos.

O CCA ajudará o Grupo T & T a selecionar a localização da fábrica para garantir acesso conveniente a matérias-primas, logística e uma fonte de mão-de-obra para a fábrica.

A Costa do Marfim ocupa o segundo lugar em termos de produção bruta de castanha de caju em todo o mundo. Em agosto, o Grupo T & T também assinou um memorando de entendimento com a Guiné-Bissau para importar castanha de caju in natura com um volume anual de 150.000 a 200.000 toneladas por ano. O vice-diretor geral do Grupo de T & T, Nguyễn Thị Thanh Bình, e o Ministro do Comércio, Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau também assinaram um plano de ação para 2019.

Fundada em 1993, a T & T Group JSC atua nos segmentos de imóveis, finanças, indústria, esporte e importação/exportação. Seus projetos imobiliários incluem unidades residenciais, centros comerciais, edifícios de escritórios, resorts, áreas de eco-turismo marinho, áreas urbanas e zonas industriais. Atualmente, a empresa possui ativos totais superiores a US $ 1,5 bilhão.

Os vietnamitas não estão para brincadeira quando o negócio é castanha de caju.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Nigéria fatura U$ 813 milhões com exportação de castanha


Nos últimos três anos, a Nigéria faturou US$ 813 milhões com a exportação de castanha de caju para os Estados Unidos, Vietnã, Índia, Brasil e Europa.

O país exportou 175 mil toneladas de castanha em 2016 e 220 mil em 2017. Segundo a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), 240 mil toneladas de castanhas são projetadas para 2018.

Segundo a NCAN, as castanhas nigerianas têm como mercado principal as fábricas da Índia e do Vietnã e, nos últimos anos, também têm abastecido parte do mercado brasileiro.

Atualmente a Nigéria é o sexto maior produtor mundial de castanha, mas cerca de 75% a 80% de sua produção é exportada in natura.

Ainda de acordo com a NCAN, constatou-se que no ano passado o Vietnã vendeu uma tonelada de castanha de caju processada por US$ 10 mil no mercado internacional, enquanto os comerciantes nigerianos ganharam apenas US$ 1,2 mil por tonelada de castanha in natura.

.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Evolução dos preços da castanha no mercado internacional

Imagem: The Economic Times
Relatório da Samsons Traders liberado ontem mostra que os preços da castanha de caju nos principais mercados internacionais caíram significativamente desde o início deste ano - queda de cerca de 30% no Vietnã, variando na faixa de US$ 4.75-5.00 FOB em jan/fev de 2018 para US$ 3.20-3.40 FOB em set/2018. No extremo inferior da faixa, os preços da África e da Índia foram cerca de 5% e 10% maiores.

Segundo o Relatório, um fator significativo do declínio neste ano foi a ampliação do diferencial de ofertas de diferentes processadores em um dado momento. Tradicionalmente, o diferencial de preços entre os processadores do Vietnã era de no máximo 10 centavos - agora é de até 20 centavos. Entre o Vietnã e a Índia/África, o diferencial costumava ser de 2 a 3% - agora está próximo de 10%. A razão para a usual diferença de preço foram os menores custos de processamento, a diferença de qualidade e o pequeno mercado interno no Vietnã. 

Para a Samsons Traders, o declínio dos preços parece ter parado - em outubro de 2018 a W320 subiu alguns centavos. Pequenos processadores do Vietnã que venderam a W320 a valores tão baixos quanto 3.20-3.30 FOB estão agora pedindo 3.35-3.40 FOB. Os melhores processadores podem vender a 3,50-3,60 FOB. A W320 indiana está sendo negociada na faixa de 3,75-3,95 FOB. Existe um interesse razoável de compra dos EUA e União Europeia para remessas até março/abril de 2019.

Os preços para a castanha in natura oriundas da África Ocidental estão estáveis no Vietnã e na Índia e situam-se na faixa de US$ 1300-1600. Os estoques de castanha dos comerciantes da África Ocidental no Vietnã e na Índia estão com uma saída mais rápida do que nos meses anteriores e provavelmente serão consumidos até dezembro.

Com uma castanha de boa qualidade, embora com disponibilidade limitada, a Indonésia está comercializando a US$ 1700. Na Tanzânia, a safra parece ser boa (perto de 300.000 toneladas). A cooperativa de produtores está resistindo aos preços mais baixos. Até agora apenas uma quantidade muito pequena foi negociada porque os traders e processadores de castanha estão relutantes em pagar os altos preços que a cooperativa está cobrando (equivalente a aproximadamente US$ 1800). O sentimento geral é de que os preços vão arrefecer um pouco durante os meses de nov/dez, mas não muito.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Costa do Marfim: mais uma Unidade de processamento de castanha

A empresa agrícola DekelOil anunciou na última quarta-feira que a sua subsidiária Capro assinou um contrato de € 6,5 milhões com a Overseas Projects & Services Limited para a construção de uma unidade de processamento de castanha de caju em Tiebissou, na Costa do Marfim.
Sob os termos do contrato, a Projects & Services Limited assumirá a responsabilidade pela engenharia, fabricação, entrega, instalação e comissionamento do projeto, juntamente com o treinamento de pessoal para sua operação. O projeto terá uma capacidade inicial para processar pelo menos 10 mil toneladas de castanha por ano, podendo chegar até 30 mil toneladas.

"Uma vez instalada e funcionando, a fábrica aproveitará a economia altamente atrativa do processamento de castanhas de caju na Costa do Marfim, onde as margens brutas são atraentes tanto para amêndoas inteiras quanto quebradas", disse o diretor executivo da DekelOil, Lincoln Moore.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Baixa qualidade da castanha: problema global


Processadores de castanha vietnamitas reclamam da castanha africana, afirmando que a matéria prima é geralmente de qualidade inferior à declarada nos contratos e, como resultado, incorrem em perdas.
Phạm Văn Công, presidente da Vinacas (Associação Vietnamita para o Caju), afirma que a partir de 2019 a associação usará o padrão nacional do Vietnam (TCVN) para as importações de castanha in natura. Em consequência, as importações deverão atender a requisitos como classificação, aspectos sensoriais, propriedades físicas e segurança alimentar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

África ocidental impulsiona produção de castanha

Apesar de introduzida na África Ocidental pelos exploradores portugueses no século XVII, a cultura do caju ganhou expressão comercial na África Ocidental somente nos anos 90. O que chama atenção é que os governos da região usaram-na para combater o desmatamento nas décadas de 1950 e 1960.
Os três principais países exportadores da África Ocidental em volume são: Costa do Marfim, Guiné-Bissau e Nigéria. Outros países exportadores importantes são a República do Benim, Gana, Burkina Faso e Senegal. De acordo com um relatório divulgado pela RONGEAD para a Africa Caju Initiative (ACA), a região foi responsável por 45% da produção mundial total de castanha de caju in natura em 2015, estimada em 1.500.000 de toneladas. Para 2025 espera-se uma produção de 2.500.000 toneladas. 
Sua importância como fonte de divisas não pode ser subestimada. De acordo com a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), o país arrecadou US $ 402 milhões com a exportação de castanha in natura em 2017, exportando 220.000 toneladas; acima dos 175.000 toneladas exportadas em 2016 e projetou um aumento de 10% para 2018.
A safra do caju na África Ocidental começa em fevereiro/março e termina em julho/agosto.