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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Nigéria fatura U$ 813 milhões com exportação de castanha


Nos últimos três anos, a Nigéria faturou US$ 813 milhões com a exportação de castanha de caju para os Estados Unidos, Vietnã, Índia, Brasil e Europa.

O país exportou 175 mil toneladas de castanha em 2016 e 220 mil em 2017. Segundo a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), 240 mil toneladas de castanhas são projetadas para 2018.

Segundo a NCAN, as castanhas nigerianas têm como mercado principal as fábricas da Índia e do Vietnã e, nos últimos anos, também têm abastecido parte do mercado brasileiro.

Atualmente a Nigéria é o sexto maior produtor mundial de castanha, mas cerca de 75% a 80% de sua produção é exportada in natura.

Ainda de acordo com a NCAN, constatou-se que no ano passado o Vietnã vendeu uma tonelada de castanha de caju processada por US$ 10 mil no mercado internacional, enquanto os comerciantes nigerianos ganharam apenas US$ 1,2 mil por tonelada de castanha in natura.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Evolução dos preços da castanha no mercado internacional

Imagem: The Economic Times
Relatório da Samsons Traders liberado ontem mostra que os preços da castanha de caju nos principais mercados internacionais caíram significativamente desde o início deste ano - queda de cerca de 30% no Vietnã, variando na faixa de US$ 4.75-5.00 FOB em jan/fev de 2018 para US$ 3.20-3.40 FOB em set/2018. No extremo inferior da faixa, os preços da África e da Índia foram cerca de 5% e 10% maiores.

Segundo o Relatório, um fator significativo do declínio neste ano foi a ampliação do diferencial de ofertas de diferentes processadores em um dado momento. Tradicionalmente, o diferencial de preços entre os processadores do Vietnã era de no máximo 10 centavos - agora é de até 20 centavos. Entre o Vietnã e a Índia/África, o diferencial costumava ser de 2 a 3% - agora está próximo de 10%. A razão para a usual diferença de preço foram os menores custos de processamento, a diferença de qualidade e o pequeno mercado interno no Vietnã. 

Para a Samsons Traders, o declínio dos preços parece ter parado - em outubro de 2018 a W320 subiu alguns centavos. Pequenos processadores do Vietnã que venderam a W320 a valores tão baixos quanto 3.20-3.30 FOB estão agora pedindo 3.35-3.40 FOB. Os melhores processadores podem vender a 3,50-3,60 FOB. A W320 indiana está sendo negociada na faixa de 3,75-3,95 FOB. Existe um interesse razoável de compra dos EUA e União Europeia para remessas até março/abril de 2019.

Os preços para a castanha in natura oriundas da África Ocidental estão estáveis no Vietnã e na Índia e situam-se na faixa de US$ 1300-1600. Os estoques de castanha dos comerciantes da África Ocidental no Vietnã e na Índia estão com uma saída mais rápida do que nos meses anteriores e provavelmente serão consumidos até dezembro.

Com uma castanha de boa qualidade, embora com disponibilidade limitada, a Indonésia está comercializando a US$ 1700. Na Tanzânia, a safra parece ser boa (perto de 300.000 toneladas). A cooperativa de produtores está resistindo aos preços mais baixos. Até agora apenas uma quantidade muito pequena foi negociada porque os traders e processadores de castanha estão relutantes em pagar os altos preços que a cooperativa está cobrando (equivalente a aproximadamente US$ 1800). O sentimento geral é de que os preços vão arrefecer um pouco durante os meses de nov/dez, mas não muito.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Costa do Marfim: mais uma Unidade de processamento de castanha

A empresa agrícola DekelOil anunciou na última quarta-feira que a sua subsidiária Capro assinou um contrato de € 6,5 milhões com a Overseas Projects & Services Limited para a construção de uma unidade de processamento de castanha de caju em Tiebissou, na Costa do Marfim.
Sob os termos do contrato, a Projects & Services Limited assumirá a responsabilidade pela engenharia, fabricação, entrega, instalação e comissionamento do projeto, juntamente com o treinamento de pessoal para sua operação. O projeto terá uma capacidade inicial para processar pelo menos 10 mil toneladas de castanha por ano, podendo chegar até 30 mil toneladas.

"Uma vez instalada e funcionando, a fábrica aproveitará a economia altamente atrativa do processamento de castanhas de caju na Costa do Marfim, onde as margens brutas são atraentes tanto para amêndoas inteiras quanto quebradas", disse o diretor executivo da DekelOil, Lincoln Moore.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Baixa qualidade da castanha: problema global


Processadores de castanha vietnamitas reclamam da castanha africana, afirmando que a matéria prima é geralmente de qualidade inferior à declarada nos contratos e, como resultado, incorrem em perdas.
Phạm Văn Công, presidente da Vinacas (Associação Vietnamita para o Caju), afirma que a partir de 2019 a associação usará o padrão nacional do Vietnam (TCVN) para as importações de castanha in natura. Em consequência, as importações deverão atender a requisitos como classificação, aspectos sensoriais, propriedades físicas e segurança alimentar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

África ocidental impulsiona produção de castanha

Apesar de introduzida na África Ocidental pelos exploradores portugueses no século XVII, a cultura do caju ganhou expressão comercial na África Ocidental somente nos anos 90. O que chama atenção é que os governos da região usaram-na para combater o desmatamento nas décadas de 1950 e 1960.
Os três principais países exportadores da África Ocidental em volume são: Costa do Marfim, Guiné-Bissau e Nigéria. Outros países exportadores importantes são a República do Benim, Gana, Burkina Faso e Senegal. De acordo com um relatório divulgado pela RONGEAD para a Africa Caju Initiative (ACA), a região foi responsável por 45% da produção mundial total de castanha de caju in natura em 2015, estimada em 1.500.000 de toneladas. Para 2025 espera-se uma produção de 2.500.000 toneladas. 
Sua importância como fonte de divisas não pode ser subestimada. De acordo com a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), o país arrecadou US $ 402 milhões com a exportação de castanha in natura em 2017, exportando 220.000 toneladas; acima dos 175.000 toneladas exportadas em 2016 e projetou um aumento de 10% para 2018.
A safra do caju na África Ocidental começa em fevereiro/março e termina em julho/agosto.