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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Mercado mundial do caju avaliado em US $ 10 bi


O mercado mundial do caju foi avaliado em quase US $ 10 bilhões em 2018 e deve atingir US $ 13,48 bilhões em 2024, o que representa um crescimento anual de 5,2% no período previsto. Os fatores motivadores deste crescimento são o aumento da demanda por alimentos saudáveis, especialmente nos países europeus e o aumento do número de unidades de processamento primário na África.

Atualmente os consumidores preferem alimentos com alto valor nutricional. A castanha de caju se tornou popular em todo o mundo, por seu sabor sutil e por vários benefícios à saúde. Um estudo recente publicado no British Journal of Nutrition revelou que o risco de doença cardíaca coronária pode ser 37% menor em pessoas que consomem nozes mais de quatro vezes por semana, quando comparadas com pessoas que nunca ou raramente consomem nozes.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Produtos vegetarianos enriquecidos com fibra de caju

Coxinhas, nuggets, caftas, hambúrgueres e bolinhos que não usam produtos de origem animal na elaboração foram desenvolvidos por meio de parceria entre a Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e a Sottile Alimentos, empresa de Niterói (RJ). O segredo do New Burguer, por exemplo, é o uso de ingredientes que proporcionam características muito próximas às dos produtos elaborados com carne bovina, além da adição da fibra de caju. Entre os lançamentos há até o Siriju, bolinho similar ao feito com siri, mas elaborado somente com ingredientes vegetais.
A fibra de caju é proveniente do Ceará, onde a Embrapa Agroindústria Tropical desenvolveu estudos que possibilitaram a sua utilização como ingrediente. A pesquisadora da Embrapa Janice Lima conta que a ideia inicial era evitar o desperdício do bagaço do caju gerado pela indústria do suco, que é usado na alimentação animal.
Os pesquisadores perceberam que muitas pessoas no Ceará já aproveitavam a fibra para a produção de hambúrguer, porém com baixo teor de proteína. Por isso, foram realizados testes com a adição de outras fontes de proteína, como a texturizada de soja. “A finalidade dos testes também foi trabalhar a fibra para ter menos gosto de caju e para ficar com uma textura mais agradável ao consumo”, relembra a cientista que, na época, atuava na unidade da Embrapa em Fortaleza (CE).

Sabor e textura similares ao hambúguer bovino

Agora trabalhando na unidade de pesquisa fluminense, Lima se dedicou ao desenvolvimento dos produtos com a Sottile ao lado do analista da Embrapa André Dutra, com informações sobre como tratar a fibra de caju, sobre os ingredientes que poderiam melhorar as características sensoriais de sabor, aparência e textura dos produtos. “O hambúrguer, por exemplo, com base de soja e fibra de caju, é muito semelhante em termos de textura, cor e sabor ao similar de carne bovina. Para quem está acostumado a consumir o hambúrguer bovino, não sentirá tanta diferença no sabor e na textura e vai consumir um produto que é vegetariano e rico em fibras”, detalha a pesquisadora.

Potencial brasileiro no mercado vegetariano

De acordo com o diretor do The Good Food Institute (GFI) no Brasil, Gustavo Guadagnini, o mercado de alimentos com base vegetal tem crescido consideravelmente no País e já é uma das maiores tendências para o futuro da indústria local. Segundo uma pesquisa conduzida pelo GFI no ano passado, quase 30% dos brasileiros diziam consumir esse tipo de produto e 76% enxergavam esse consumo como uma atitude positiva.
“Se hoje nosso País é uma potência agropecuária, é porque tem investido de forma consistente na pesquisa científica, e o protagonismo dessa área está com Embrapa e suas cruciais contribuições para o Brasil. É de extrema importância que ela possa agregar seu imenso conhecimento a essa indústria nascente, para que possamos repetir uma receita de sucesso: o investimento em pesquisa e desenvolvimento, e assim garantir que seremos líderes mundiais também desse novo mercado”, acredita (Fonte: Agência Embrapa de Notícias)

terça-feira, 7 de maio de 2019

Cajucultura: não basta saber produzir

Mais do que nunca, exige-se de quem assume a gestão de um empreendimento agrícola, conhecimentos básicos não apenas sobre como produzir. Tão importante quanto ter noções básicas de adubação, controle de pragas e doenças, colheita, etc., é ter noções de administração rural, associativismo, mercado, comercialização, só para citar alguns. 

Na cajucultura isto não é diferente. Não basta produzir. Para sobreviver na selva do agronegócio, o produtor terá de ser um jogador polivalente e se capacitar muito além das práticas agronômicas. Não há escolha.

sábado, 20 de outubro de 2018

Cajucultura brasileira: como ganhar o jogo?

Esta semana publiquei durante três dias consecutivos neste Blog alguns posts sobre a crise da cajucultura na Índia, um dos grandes produtores e processadores mundiais de castanha de caju. 
A cajucultura mundial vive presentemente um momento crucial para a sua sustentabilidade futura. As decisões e iniciativas que venham a ser tomadas agora farão a diferença num futuro próximo.

Como observador atento da conjuntura mundial do agronegócio caju, tenho verificado nos últimos seis meses uma grande movimentação dos principais produtores, especialmente Vietnã, Índia, Costa do Marfim e Nigéria, apoiados por seus governos ou por associações, no sentido de definirem rumos para este importante negócio. Para ilustrar o que falamos, vários países africanos estão agora planejando processar cerca de 50% de sua produção de castanha in-house e entrar no mercado mundial em grande escala. Alguns, inclusive, sobretaxando a exportação de castanha in natura. Por sua vez, a Índia, que atravessa uma crise sem precedentes no setor, planeja medidas apropriadas para atender sua produção de castanha, definindo um roteiro para aumentar a produção para 2 milhões de toneladas de castanhas até 2025. 
E o Brasil, o que está fazendo? Muito pouco. Em geral, iniciativas desconexas, isoladas e focadas exclusivamente na área agrícola. Geralmente de curto prazo, na maioria das vezes esquecendo que este é um negócio que envolve uma commoditie cuja formação de preços, quer se queira ou não, é regrada em grande parte pelo mercado externo. Uma pergunta importante nesse momento importante da vida nacional: "- Quais as propostas estruturantes, concretas, dos candidatos eleitos/ainda não eleitos aos governos do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte para a cajucultura desses três estados?" Não vale como resposta "distribuição de mudas e substituição de copas".
Observando toda essa movimentação internacional, uma das principais lições que fica é a de que sem a união dos diversos segmentos que integram a cadeia produtiva do caju, será extremamente difícil virar o jogo. Em resumo, o agronegócio caju brasileiro precisa de uma instituição forte, não chapa branca, com poder de pressão, sem viés ideológico e coloração político-partidária, que una (e reúna) a cadeia produtiva como um todo. É o primeiro passo. Somente assim pode-se pensar em ganhar o jogo. No momento estamos perdendo feio.