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quarta-feira, 18 de março de 2020

Castanha, amêndoa e preços: uma difícil equação


"..Considerada uma commoditie, posto que é produzida, beneficiada e consumida em larga escala em diversas regiões do planeta, o preço da castanha in natura no Brasil deveria se comportar com tal. Infelizmente não é o que acontece. Enquanto no mercado internacional seus preços nunca são inferiores a U$ 1, no Brasil nunca esteve próximo deste valor. Não é por falta de demanda nem por excesso de oferta. 

Uma provável explicação para isto, esteja no reduzido (e atual) número de grandes potenciais compradores na indústria e na dificuldade dos produtores fazerem a sua castanha chegar diretamente a estes, o que estimula a atuação de atravessadores, fazendo com que esse preço seja facilmente controlável. Agregado a isso, tem-se ainda o alto custo de produção, em especial mão de obra, e a baixa qualidade da castanha produzida no país."

O texto acima faz parte do artigo escrito por Alderito Oliveira, Diretor Financeiro do Instituto Caju Brasil, com  o título "Castanha, amêndoa e preços: uma difícil equação" e está na última edição do Boletim ICB - o agronegócio caju em números. Quer ler o conteúdo na integra? Clique aqui e tenha acesso a informação de qualidade sobre o agronegócio caju no Brasil e no mundo.

terça-feira, 10 de março de 2020

Togo produzirá 25.000 t de castanha em 2020


O Togo (África ocidental) produzirá 25.000 t de castanha de caju durante a safra 2019-2020. As informações foram divulgadas na semana passada pelo conselho interprofissional de caju do Togo (CIFAT) que também anunciou que um quilo de castanha de in natura será comercializada a  XOF 325 (R$ 2,67/kg de castanha) durante a safra de 2020.

Segundo o presidente da CIFAT, Komla Mawuko Gozan, em comparação com o ano passado, onde o país produziu 22.000 t de castanha, a produção deste ano aumentou cerca de 14%. Comparando ainda com 2017, onde a produção foi de 15.000 t, Gozan acrescentou que o setor está tendo um bom desempenho.

Do resultado esperado para a safra em andamento, 7.000 t devem ser processadas antes da exportação. Em relação ao processamento, as autoridades definiram o valor do imposto sobre a exportação da castanha processada em XOF  5/ kg (R$ 0,04/kg), contra XOF 40/ kg (R$ O,33/kg) para a castanha in natura. Além desta medida, que visa promover o processamento local, o chefe da CIFAT afirmou que foi decidido que nenhuma castanha deixará as áreas de produção durante um período específico, para garantir que as unidades de processamento obtenham volumes suficientes antes da exportação.

terça-feira, 3 de março de 2020

Coronavirus e preços da castanha


O surto de coronavírus na China pode não ter impactado diretamente o mercado doméstico de caju na Índia. No entanto, seu impacto no comércio de caju do Vietnã é um fator preocupante para os processadores de amêndoa de castanha de caju (ACC) na Índia.

Enquanto os preços da castanha in natura estão caindo no mercado global, o grande estoque que os processadores indianos compraram a preços mais altos é motivo de preocupação. Destacando o impacto do surto de coronavirus no setor do caju do Vietnã, K Prakash Rao, presidente da seção de Mangaluru da Confederação da Indústria Indiana (CII) e processador de ACC, disse à BusinessLine que de 20 a 22% da ACC vietnamitas foram consumidos na China antes do surto de coronavírus. Isso ajudou o Vietnã a obter um bom valor do mercado chinês.

No entanto, após o surto de coronavírus, o Vietnã no momento não conseguido vender ACC à China e está preso a enormes estoques sem comercialização. Referindo-se à situação acima, Walter D´Souza, ex-presidente do Conselho de Promoção de Exportações de Caju da Índia (CEPCI) e processador de ACC de Mangaluru, disse à BusinessLine que o Vietnã precisava encontrar um mercado alternativo imediatamente. Como resultado, foi forçado a baixar os preços da ACC em mercados como os EUA e a Europa.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Gana: preços desestimulam a cadeia da cajucultura


Embora a demanda global por amêndoa de castanha de caju (ACC) tenha aumentado em 7 a 10% ao ano nos últimos dez anos, os cajucultores ganenses não se beneficiaram substancialmente deste aumento. A produção de castanha no país aumentou de 13.000 toneladas em 2008 para cerca de 110.000 toneladas em 2018. Atualmente Gana (África ocidental - ver mapa) tem o maior rendimento por hectare na região africana.

A produção de castanha de caju é considerada importante para o governo ganense, e é por essa razão que foi selecionada, ao lado de outras culturas perenes como coco, café, dendê e karité, para integrar o programa de Plantio para Exportação e Desenvolvimento Rural (PERD), visando garantir que tais culturas sejam cultivadas em grandes áreas para formar uma base sustentável de matéria-prima que possa alimentar as indústrias sob o programa de industrialização governamental.

A inclusão do caju no programa procura não apenas aliviar a pobreza, mas também abordar questões de estratégias de adaptação às mudanças climáticas e meios de subsistência, além de posicionar o país como um grande produtor mundial de caju.

Estima-se que o caju tenha contribuído com cerca de 53% da combinação total das exportações não tradicionais para a economia de Gana em 2018, o que representa um aumento de 44% em 2017. Apesar de tudo isso, a maioria dos produtores de caju está desconectada dos mercados e não tem acesso a treinamentos formais.

À medida que a temporada de compra de commodities para 2020 começa gradualmente nas comunidades produtoras de caju no país, a incerteza nos preços continua sendo a principal desafio para os produtores. No final de 2019, o parlamento de Gana aprovou o tão esperado projeto da Autoridade de Desenvolvimento das Culturas Perenes, que aguarda a promulgação presidencial e a constituição da Autoridade. Quando estabelecida, a Autoridade deve ser capaz de resolver as questões crônicas dos preços e restaurar um pouco a sanidade dos preços num setor considerado volátil. (Fonte: GhanaWeb)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Castanha: preços internacionais em alta?


A principal safra de castanha de caju 2020 em âmbito mundial (Hemisfério Norte) começa em fevereiro e representa 75% da produção mundial. Alguns relatórios indicam que pode começar entre duas e quatro semanas mais tarde em algumas áreas, mas até o presente não há notícias adversas significativas.

Segundo a consultoria SAMSONS TRADERS, é muito cedo para prever a faixa de preço, mas o sentimento é de que os preços da castanha in natura abrirão em níveis altos porque os processadores internacionais não possuem muito estoque. E, como de costume, pagarão bônus pelas chegadas antecipadas, porque os rendimentos são maiores.

Quer saber mais sobre este assunto? Não deixe de ler a edição de janeiro do Boletim ICB - o agronegócio caju em números, que será disponibilizado amanhã neste Blog. Já leu os dois números anteriores? Clique aqui para baixar o número 1 e aqui para baixar o número 2.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Quanto custa colher castanha?


Você tem ideia de quantos quilos, em média, uma pessoa colhe de castanha de caju por dia? Claro que a resposta para esta pergunta varia em função de diversos fatores, que não vêm ao caso no momento. De qualquer forma, ao indagar tal questão, você encontrará respostas como 30 kg, 40 kg, 50 kg, 75 kg, atingindo até  o montante de 120 quilos.

Contudo, quando a pergunta vai na direção do preço pago para colher um quilo de castanha, as respostas são mais homogêneas, variando de R$ 0,70 a 1,00 por quilo colhido e descastanhado. Com a castanha sendo vendida entre R$ 2,50 a 3,00 por quilo, fica muito claro que somente com a castanha não dá para pagar a conta, reforçando a máxima de que agregar valor à produção é questão de sobrevivência para o cajucultor.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Dança dos preços do caju e da castanha


Nos grupos de WhatsApp voltados para a cajucultura, o tema predominante é a dança dos preços da castanha e do caju e a expectativa de safra em algumas regiões.

A grita geral (com razão) dos cajucultores é contra os baixos preços pagos pelo caju e pela castanha. Os preços da castanha têm variado de R$ 3,30 (gigante) a R$ 3,50 (precoce). Infelizmente esta não é uma faixa de preços comum. Existem regiões onde os atravessadores chegam a pagar apenas R$ 2,00.
Para o caju, o preço médio tem sido de R$ 0,35 por quilo.

Os cajucultores reclamam que além da dificuldade da mão de obra para a colheita, a receita apurada mal paga os custos de produção. Para se ter uma ideia, em algumas regiões os preços da mão de obra para colher um quilo de castanha variam entre R$ 0,50 a R$0,70 (gigante) e R$ 0,80 a R$ 1,00 (precoce). Além dos custos com a mão de obra, existem ainda os preços dos insumos, máquinas e equipamentos, dentre outros. No final, quando se faz as contas, conclui-se que está cada vez mais difícil se manter nesta atividade.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Fique por dentro: preço da castanha de caju


A partir de informações coletadas junto a produtores de alguns municípios do Ceará, o Blog da Cajucultura relaciona abaixo os preços pagos ao produtor pelo quilo da castanha em 21/08:

Aracati: R$ 2,70  (Gigante) e R$ 3,00 (Precoce)

Marco  R$  2,30 (Gigante)

Granja R$ 2,50 (Gigante) e R$ 3,00 (Precoce) - castanha nova
            R$ 2,30 (castanha velha)

Tem informações dos preços praticados na sua região? Envie para o Blog da Cajucultura (seção comentários) ou divulgue nos diversos grupos de WhatsUp que tratam do tema caju. A informação é a melhor arma para evitar que o produtor venda o seu produto abaixo do preço de mercado.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Castanha africana: preços em queda livre


A crise do setor da cajucultura na África Ocidental já dura alguns meses e preocupa os produtores de caju africanos. Não existem compradores para a castanha recém-colhida (África ocidental está quase no final da safra) e os preços estão em queda livre. 

De Cotonou (Benin) a Dakar (Senegal), via Abidjan (Costa do Marfim), Lagos (Nigéria) e Bissau (Guiné Bissau), é a mesma situação: uma verdadeira catástrofe. A causa principal: estoques acumulados pelos compradores asiáticos em 2018. 

Muita gente boa esquece que há um tamanho limite para o mercado. Existe um ponto de saturação. A partir daí, se todos continuarem produzindo a oferta será maior que a demanda e, como consequência principal, ocorrerá queda de preço. Simples assim.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Castanha: as contas não fecham

Face aos baixos preços da castanha, a grande preocupação dos produtores, expressa em vários grupos de WhatsUp dos quais participo, volta-se cada vez mais para a seguinte questão: "Como (e onde) reduzir os custos de produção?

Ao meu ver, a sustentabilidade do negócio caju passa cada vez mais pela resposta a esta pergunta e, mais ainda, pela busca de novas formas de agregar valor aos coprodutos do cajueiro. 

É claro que precisamos melhorar (e muito) os nossos índices de produtividade. Mas mesmo assim, somente com a castanha, as contas dificilmente fecham.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Castanha: preços de abril na África

Preços (em Franco CFA) pagos ao produtor pelo quilo da castanha de caju praticados em abril em alguns países da África Ocidental. Os valores entre parênteses estão convertidos para reais:

Burkina: 100-200 (R$ 0,67 - 1,34 )
Benin :  150-350 (R$ 1,00 - 2,34)
Costa do Marfim:  75-150 (R$ 0,50 - 1,00)
Gana:             225-285 (R$ 1,50 - 1,91)
Mali:        100-150 (R$ 0,67 - 1,00)
Nigéria:            235-275 (R$ 1,57 - 1,84)
Senegal:        250- 350  (R$ 1,67 - 2,34).