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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Safra mundial: 3,66 milhões de toneladas

A safra mundial de castanha de caju de 2019 deverá atingir 3,66 milhões de toneladas, um aumento de 148.000 toneladas em relação às primeiras avaliações. É o que estima a empresa britânica de informação e análise Agribusiness Intelligence.

Este ligeiro aumento ocorre num período marcado por dificuldades na comercialização e descumprimento de preços mínimos estabelecidos em países como o Benim, a Costa do Marfim e a Guiné-Bissau.

Além das restrições locais, os preços mundiais da castanha de caju caíram para um nível próximo aos praticados no ano de 2015, mesmo com a pequena oferta da castanha da Tanzânia no mercado mundial.

Vale lembrar que a Costa do Marfim, o maior fornecedor mundial de castanha de caju, prevê uma colheita ligeiramente inferior a 730.000 toneladas em 2019.

E antes que me perguntem, a produção brasileira de castanha de caju estimada para a corrente safra é de 120 429 toneladas, segundo o último levantamento do IBGE, divulgado no início do mês passado. Isto corresponde a cerca de 3,3% da produção mundial.

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Castanha africana: preços em queda livre


A crise do setor da cajucultura na África Ocidental já dura alguns meses e preocupa os produtores de caju africanos. Não existem compradores para a castanha recém-colhida (África ocidental está quase no final da safra) e os preços estão em queda livre. 

De Cotonou (Benin) a Dakar (Senegal), via Abidjan (Costa do Marfim), Lagos (Nigéria) e Bissau (Guiné Bissau), é a mesma situação: uma verdadeira catástrofe. A causa principal: estoques acumulados pelos compradores asiáticos em 2018. 

Muita gente boa esquece que há um tamanho limite para o mercado. Existe um ponto de saturação. A partir daí, se todos continuarem produzindo a oferta será maior que a demanda e, como consequência principal, ocorrerá queda de preço. Simples assim.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Castanha: as contas não fecham

Face aos baixos preços da castanha, a grande preocupação dos produtores, expressa em vários grupos de WhatsUp dos quais participo, volta-se cada vez mais para a seguinte questão: "Como (e onde) reduzir os custos de produção?

Ao meu ver, a sustentabilidade do negócio caju passa cada vez mais pela resposta a esta pergunta e, mais ainda, pela busca de novas formas de agregar valor aos coprodutos do cajueiro. 

É claro que precisamos melhorar (e muito) os nossos índices de produtividade. Mas mesmo assim, somente com a castanha, as contas dificilmente fecham.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Castanha: preços de abril na África

Preços (em Franco CFA) pagos ao produtor pelo quilo da castanha de caju praticados em abril em alguns países da África Ocidental. Os valores entre parênteses estão convertidos para reais:

Burkina: 100-200 (R$ 0,67 - 1,34 )
Benin :  150-350 (R$ 1,00 - 2,34)
Costa do Marfim:  75-150 (R$ 0,50 - 1,00)
Gana:             225-285 (R$ 1,50 - 1,91)
Mali:        100-150 (R$ 0,67 - 1,00)
Nigéria:            235-275 (R$ 1,57 - 1,84)
Senegal:        250- 350  (R$ 1,67 - 2,34).