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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Costa do Marfim: 1 mi de t de castanha até 2023


A Costa do Marfim pretende atingir a marca de 1 milhão de toneladas de castanha de caju até 2023. Apesar de ocupar a quarta posição como processador mundial, atrás do Vietnã, Índia e Brasil, o país atualmente processa menos de 10% do volume produzido.

O governo marfinense tem como meta atingir, no médio prazo, uma taxa de processamento local de 50% de sua produção de castanha. Para isso, o governo instalou uma usina escola: o Centro Marfinense de Tecnologia do Caju (CITA). Localizada no centro do país, o CITA possui uma capacidade de processamento de 15.000 toneladas de castanha por ano.

Para incentivar o empreendedorismo nesse setor, o Conselho do Algodão e Caju (CCA) oferece facilidades como o estabelecimento de um mecanismo para facilitar o acesso a castanha in natura e a isenção de impostos de exportação sobre amêndoas.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Castanha de caju: África continuará liderando produção


De 7 a 9/11 último, aconteceu na Tanzânia a 13ª Conferência Anual da ACA (African Cashew Alliance), tendo como tema central “Promover sinergias que influenciam a dinâmica do mercado”.
Algumas das conclusões do evento que reuniu os maiores experts mundiais no mercado da castanha de caju:

1. A demanda global por castanha de caju continuará crescendo a uma taxa anual de 5% e a oferta de matéria prima continuará a ser liderada pela África ocidental durante os próximos cinco anos.

2. Em mercados em desenvolvimento (China, por exemplo), o aumento do consumo será impulsionado pelo crescimento da classe média. Nos mercados já consolidados, o aumento será influenciado por tendências da população em adotar dietas saudáveis.

3. Razões do crescimento da produção de castanha na África ocidental: alta rentabilidade da atividade, estimulando novos plantios; a baixa incidência de pragas e doenças e a melhoria da assistência técnica, contribuindo para elevadas produtividades.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Cajuína made in África


A receita da nossa brasileiríssima cajuína cruzou o Oceano Atlântico e já é produzida em alguns países africanos, como a Guiné Bissau e a Costa do Marfim. A informação é do amigo Fábio Paiva, que esteve recentemente em Bissau. Na foto, as marcas Emicor, Anura e Lunibra são fabricadas na Guiné Bissau, enquanto a Zena (primeira à esquerda) é produzida na Costa do Marfim.

Embora ainda não tenham uma forte tradição no consumo do caju e seus derivados, os africanos aos poucos começam a descobrir os sabores e o potencial que tem o pedúnculo de agregar valor a esta cadeia produtiva.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Gana aposta alto na cajucultura

O governo de Gana, localizado na África Ocidenta (ver mapa) espera faturar nos próximos cinco anos cerca de US $ 2,5 bilhões provenientes do setor da cajucultura daquele país. 

Como parte dessa meta, prevê a expansão do cultivo para aumentar a produção. Além disso, do governo alocou 1 bilhão de cedis (US $ 188 milhões) para criar uma Autoridade de Desenvolvimento de Cultivos Perenes, que visa impulsionar e regular o setor.

Saliente-se que em janeiro de 2018 o governo ganense também lançou um grande programa de pulverização que será executado até 2020.

O país produz anualmente 70.000 toneladas de castanha de caju, envolvendo um total de 40.000 agricultores.

Para se colher, é preciso plantar. Cá no Brasil, isto não parece tão óbvio... pelo menos na cajucultura.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Nigéria produz 260 mil t de castanha em 2019

A produção de castanha de caju da Nigéria chegou a 260 mil toneladas na presente safra, segundo a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN). Em 2011 aquele país produziu apenas 90 mil toneladas.

A Nigéria é classificada como a quarta maior produtora de castanhas de caju na África e a sétima em nível mundial, com a maior parte de suas castanhas de caju in natura exportadas para o Vietnã e a Índia.

A NCAN, com mais de 40 mil associados, tem envidado esforços para que o governo nigeriano destine fundos e crie programas para aumentar a produção de castanha de caju. O esforço parece  estar dando certo.




sexta-feira, 28 de junho de 2019

África ocidental prioriza certificação de castanha

Castanha de caju, óleos vegetais, cimento, água e peixe são os cinco produtos prioritários que serão certificados como parte da implementação da política de qualidade da Comunidade Econômica dos Estados Africanos do Oeste (CEDEAO). A certificação deve facilitar o reconhecimento pelos consumidores na região de produtos e serviços seguros que atendam aos padrões estabelecidos.

O objetivo principal é garantir que as empresas respeitem a qualidade, porque isso as beneficiará não apenas tornando-as competitivas no mercado, mas também protegendo os consumidores e o meio ambiente.

O programa de certificação terá um custo de 12 milhões de euros financiado pela União Européia e será implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) como parte do programa do Sistema de Qualidade na África Ocidental (WAQSP).

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Castanha africana: preços em queda livre


A crise do setor da cajucultura na África Ocidental já dura alguns meses e preocupa os produtores de caju africanos. Não existem compradores para a castanha recém-colhida (África ocidental está quase no final da safra) e os preços estão em queda livre. 

De Cotonou (Benin) a Dakar (Senegal), via Abidjan (Costa do Marfim), Lagos (Nigéria) e Bissau (Guiné Bissau), é a mesma situação: uma verdadeira catástrofe. A causa principal: estoques acumulados pelos compradores asiáticos em 2018. 

Muita gente boa esquece que há um tamanho limite para o mercado. Existe um ponto de saturação. A partir daí, se todos continuarem produzindo a oferta será maior que a demanda e, como consequência principal, ocorrerá queda de preço. Simples assim.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Castanha: preços de abril na África

Preços (em Franco CFA) pagos ao produtor pelo quilo da castanha de caju praticados em abril em alguns países da África Ocidental. Os valores entre parênteses estão convertidos para reais:

Burkina: 100-200 (R$ 0,67 - 1,34 )
Benin :  150-350 (R$ 1,00 - 2,34)
Costa do Marfim:  75-150 (R$ 0,50 - 1,00)
Gana:             225-285 (R$ 1,50 - 1,91)
Mali:        100-150 (R$ 0,67 - 1,00)
Nigéria:            235-275 (R$ 1,57 - 1,84)
Senegal:        250- 350  (R$ 1,67 - 2,34).

terça-feira, 30 de abril de 2019

Problemas na safra da Costa do Marfim

Entre produtores e compradores em greve, o governo da Costa do Marfim (área verde no mapa) está tentando salvar uma safra cujo andamento começa a se politizar. A safra de 2019 - da qual o país é hoje o maior produtor mundial (761.331 toneladas de castanhas em 2018) - está desacelerando nas regiões em crescimento do norte e centro do país.

O nó da questão: uma greve de compradores deflagrada logo no início da safra para denunciar o preço de compra dos produtos definidos pelo governo para 375 CFA por quilo (0,6 euros). Um preço considerado alto pelos compradores, comparado ao preço de compra internacional (um dólar por quilo) e uma pesada tributação.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mercado de castanha africano em ebulição

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Nigéria: queda de preços da castanha

Segmentos ligados ao setor agrícola da Nigéria, país localizado na África Ocidental (área verde no mapa) e um dos grandes produtores africanos de castanha de caju estão preocupados com a queda dos preços da castanha no mercado internacional. No segundo e terceiro trimestres de 2018, a Nigéria faturou N63,5 bilhões (equivalente a 693 milhões de reais) com a venda de castanha in natura. Na ocasião, o quilo da castanha variava entre R$ 8,73 – R$ 7,64 (valores convertidos em reais). Agora, em 2019, o mesmo quilo é comercializado entre R$ 2,18 e R$ 3,06. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cajucultura pelo mundo

Índia 
A Índia aumentou suas importações de castanha de caju in natura da África Ocidental, que está oferecendo estoques da safra passada a preços mais baixos depois de uma fraca comercialização no segundo semestre do ano passado.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim quer transformar 50% de sua produção de castanha de caju até 2023. Numa meta mais ambiciosa, até 2025 espera que 100% de sua produção seja processada localmente, agregando valor à produção e, especialmente, gerando empregos.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Guiné Bissau fixa preço mínimo de castanha

O Governo da Guiné Bissau, país localizado no oeste africano (ver mapa),  fixou nesta terça-feira o preço mínimo de referência ao produtor de 500 francos CFA/quilo da castanha de caju (equivalente a R$ 3,33/kg).

A decisão vem no comunicado do Conselho de Ministros que anuncia também a abertura da Campanha de Comercialização de Caju -2019 para o próximo dia 30 de março (sábado). No comunicado também é estipulado a base tributária de U$ 1.222 por tonelada de castanha.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Castanha: produção e preços internacionais

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha em nível global e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ouvir é só clicar no play.


quarta-feira, 13 de março de 2019

Benim reduz preço da castanha

No Benim, o preço estipulado pelo Governo para a safra 2018/2019, iniciada na última sexta-feira, será de 400 FCFA (R$ 2,64) por quilo de castanha. O anúncio foi feito pelo governo depois de uma reunião do Conselho de Ministros na última quinta-feira, 7/3.

Esta tarifa que representa uma queda de 250 FCFA (R$ 1,65) em relação aos preços praticados na safra anterior. A principal razão, segundo o Governo daquele país, é a lentidão no escoamento dos estoques mundiais de matéria prima (castanha in natura). 

Estima-se que presentemente ainda existem cerca de 400.000 toneladas de estoques residuais de castanha in natura no mercado mundial. A preocupação do Benim aumenta quando soma-se esta quantidade à produção global de 2019, estimada em 3.765.000 toneladas. 

O Benim, país localizado na África ocidental (área verde no mapa), é atualmente o quarto maior fornecedor africano de castanha de caju, atrás da Costa do Marfim, Nigéria e Guiné-Bissau. Os cajueiros são cultivados em cerca de 285.000 hectares e ocupam 200.000 pessoas. O país produziu cerca de 140 mil toneladas de castanha em 2018 e planeja produzir 171 mil toneladas na corrente safra (Fonte:Agência Ecofin).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Guiné inaugura Unidade de Processamento


A primeira Unidade Industrial de processamento de castanha de caju da Guiné foi inaugurada na semana passada em Kankan, na Alta Guiné.

Com uma capacidade de produção de 10.000 toneladas por ano, a fábrica foi apoiada pela Diaouné Agro Industrie, uma subsidiária da Diaouné and Frères, com um potencial de empregar 500 pessoas.

Segundo o presidente de Diaouné e Frères, Mohamed Diaouné, a produção de castanha de caju na Guiné é de 70.000 toneladas e deve ser aumentada para 220.000 toneladas até 2025, graças ao programa de apoio governamental e distribuição de sementes. O desenvolvimento da cultura do cajueiro é uma das duas iniciativas presidenciais, ao lado do café, lançadas desde 2016.

A Guiné, oficialmente República da Guiné (também chamada Guiné-Conacri para distinguir da vizinha Guiné-Bissau), é um país da África Ocidental. No detalhe da foto, reparem o rigor na adoção das Boas Práticas de Higiene no processamento da amêndoa.