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sábado, 17 de novembro de 2018

Gana recebe apoio para indústria de castanha

Como parte das medidas para impulsionar a indústria de processamento de castanha de Gana, a USIBRAS Ghana Limited repassou 18 equipamentos para o processamento de castanha de caju à Associação de Processadores de Caju de Gana (ACPG). A iniciativa servirá para reativar 6 das 12 usinas de processamento de castanha que atualmente estão fechadas por falta de equipamentos.

A Associação de Processadores de Caju do Gana (ACPG) foi criada para formalizar a cooperação dos processadores de castanha em Gana, numa tentativa de revigorar a indústria local de processamento. A Associação definiu um plano estratégico de 5 anos para recuperar os pequenos e médios negócios de processamento de castanha em Gana a fim de explorar o potencial socioeconômico da cajucultura daquele país.

O diretor da USIBRAS Gana Limited, Patricio Lima Asis, instou os líderes a apoiarem a indústria do caju a contribuir para o desenvolvimento nacional. “Os líderes de negócios devem estar comprometidos com essa iniciativa e também participar da gestão do setor do caju”, disse ele.

A USIBRAS Ghana Limited é uma das maiores processadoras de castanha da África Ocidental, com uma capacidade de processamento instalada de 30.000 toneladas de castanha por ano e com um potencial para gerar oportunidades de emprego para cerca de 2.000 pessoas (Fonte: www.ghanaweb.com).

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Nigéria fatura U$ 813 milhões com exportação de castanha


Nos últimos três anos, a Nigéria faturou US$ 813 milhões com a exportação de castanha de caju para os Estados Unidos, Vietnã, Índia, Brasil e Europa.

O país exportou 175 mil toneladas de castanha em 2016 e 220 mil em 2017. Segundo a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), 240 mil toneladas de castanhas são projetadas para 2018.

Segundo a NCAN, as castanhas nigerianas têm como mercado principal as fábricas da Índia e do Vietnã e, nos últimos anos, também têm abastecido parte do mercado brasileiro.

Atualmente a Nigéria é o sexto maior produtor mundial de castanha, mas cerca de 75% a 80% de sua produção é exportada in natura.

Ainda de acordo com a NCAN, constatou-se que no ano passado o Vietnã vendeu uma tonelada de castanha de caju processada por US$ 10 mil no mercado internacional, enquanto os comerciantes nigerianos ganharam apenas US$ 1,2 mil por tonelada de castanha in natura.

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Processamento de castanha: uma mina de oportunidades na África

A palestra de abertura da terceira edição do SIETTA - ACA Conference 2018 que começa nesta quinta-feira, em Abidjan, Costa do Marfim, tem como título "Cashew Processing, A Mine of opportunities for the Empowerment of African Youth"; traduzindo: "Processamento de castanha de caju: uma mina de oportunidades para o empoderamento da juventude africana". 

Os africanos não estão para brincadeiras quando o assunto é cajucultura. A África produz cerca de 53% da castanha produzida no mundo, havendo, desse modo, um grande potencial a ser explorado na área de processamento. 

A finalidade da Sietta é promover o o processamento de castanha na Costa do Marfim e agregar valor à matéria prima. O país é o maior produtor mundial de castanha, cuja quantidade processada é ainda insignificante. O Sietta Conference começa na próxima quinta-feira, 8/11, indo até sábado, 10/11. Paralelo ao evento ocorre uma mostra internacional de equipamentos  e de tecnologias para o processamento da castanha.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Produção mundial de castanha: qual o ponto de saturação?



A produção de castanha no leste e oeste da África continua crescendo em ritmo acelerado. Segundo Adama Coulibaly, diretor-geral do Conselho do Caju e do Algodão da Costa do Marfim, aquele país produziu mais de 710 mil toneladas de castanhas de caju in natura no ano passado, mas processou apenas 178 mil toneladas.

De acordo com estimativas da Vinacas (Việt Nam Cashew Association), a produção mundial de castanha de caju continuará crescendo, especialmente nas regiões leste e oeste da África. Para Nguyen Minh Họa, vice presidente da Vinacas, "a produção global de castanha deverá atingir 3,8-4 milhões de toneladas até 2020. Quatro milhões de toneladas pode ser o ponto de saturação para o mercado global de consumo de castanha."
Será? De qualquer modo, com a expansão de novas áreas de cultivo com o cajueiro em diversos países africanos, é fácil prever que em poucos anos a oferta de matéria prima terá consequências imediatas sobre os preços da matéria prima em nível global.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

África ocidental impulsiona produção de castanha

Apesar de introduzida na África Ocidental pelos exploradores portugueses no século XVII, a cultura do caju ganhou expressão comercial na África Ocidental somente nos anos 90. O que chama atenção é que os governos da região usaram-na para combater o desmatamento nas décadas de 1950 e 1960.
Os três principais países exportadores da África Ocidental em volume são: Costa do Marfim, Guiné-Bissau e Nigéria. Outros países exportadores importantes são a República do Benim, Gana, Burkina Faso e Senegal. De acordo com um relatório divulgado pela RONGEAD para a Africa Caju Initiative (ACA), a região foi responsável por 45% da produção mundial total de castanha de caju in natura em 2015, estimada em 1.500.000 de toneladas. Para 2025 espera-se uma produção de 2.500.000 toneladas. 
Sua importância como fonte de divisas não pode ser subestimada. De acordo com a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), o país arrecadou US $ 402 milhões com a exportação de castanha in natura em 2017, exportando 220.000 toneladas; acima dos 175.000 toneladas exportadas em 2016 e projetou um aumento de 10% para 2018.
A safra do caju na África Ocidental começa em fevereiro/março e termina em julho/agosto.