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sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mercado de castanha africano em ebulição

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Nigéria: queda de preços da castanha

Segmentos ligados ao setor agrícola da Nigéria, país localizado na África Ocidental (área verde no mapa) e um dos grandes produtores africanos de castanha de caju estão preocupados com a queda dos preços da castanha no mercado internacional. No segundo e terceiro trimestres de 2018, a Nigéria faturou N63,5 bilhões (equivalente a 693 milhões de reais) com a venda de castanha in natura. Na ocasião, o quilo da castanha variava entre R$ 8,73 – R$ 7,64 (valores convertidos em reais). Agora, em 2019, o mesmo quilo é comercializado entre R$ 2,18 e R$ 3,06. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cajucultura pelo mundo

Índia 
A Índia aumentou suas importações de castanha de caju in natura da África Ocidental, que está oferecendo estoques da safra passada a preços mais baixos depois de uma fraca comercialização no segundo semestre do ano passado.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim quer transformar 50% de sua produção de castanha de caju até 2023. Numa meta mais ambiciosa, até 2025 espera que 100% de sua produção seja processada localmente, agregando valor à produção e, especialmente, gerando empregos.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Guiné Bissau fixa preço mínimo de castanha

O Governo da Guiné Bissau, país localizado no oeste africano (ver mapa),  fixou nesta terça-feira o preço mínimo de referência ao produtor de 500 francos CFA/quilo da castanha de caju (equivalente a R$ 3,33/kg).

A decisão vem no comunicado do Conselho de Ministros que anuncia também a abertura da Campanha de Comercialização de Caju -2019 para o próximo dia 30 de março (sábado). No comunicado também é estipulado a base tributária de U$ 1.222 por tonelada de castanha.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Castanha: produção e preços internacionais

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha em nível global e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ouvir é só clicar no play.


quarta-feira, 13 de março de 2019

Benim reduz preço da castanha

No Benim, o preço estipulado pelo Governo para a safra 2018/2019, iniciada na última sexta-feira, será de 400 FCFA (R$ 2,64) por quilo de castanha. O anúncio foi feito pelo governo depois de uma reunião do Conselho de Ministros na última quinta-feira, 7/3.

Esta tarifa que representa uma queda de 250 FCFA (R$ 1,65) em relação aos preços praticados na safra anterior. A principal razão, segundo o Governo daquele país, é a lentidão no escoamento dos estoques mundiais de matéria prima (castanha in natura). 

Estima-se que presentemente ainda existem cerca de 400.000 toneladas de estoques residuais de castanha in natura no mercado mundial. A preocupação do Benim aumenta quando soma-se esta quantidade à produção global de 2019, estimada em 3.765.000 toneladas. 

O Benim, país localizado na África ocidental (área verde no mapa), é atualmente o quarto maior fornecedor africano de castanha de caju, atrás da Costa do Marfim, Nigéria e Guiné-Bissau. Os cajueiros são cultivados em cerca de 285.000 hectares e ocupam 200.000 pessoas. O país produziu cerca de 140 mil toneladas de castanha em 2018 e planeja produzir 171 mil toneladas na corrente safra (Fonte:Agência Ecofin).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Guiné inaugura Unidade de Processamento


A primeira Unidade Industrial de processamento de castanha de caju da Guiné foi inaugurada na semana passada em Kankan, na Alta Guiné.

Com uma capacidade de produção de 10.000 toneladas por ano, a fábrica foi apoiada pela Diaouné Agro Industrie, uma subsidiária da Diaouné and Frères, com um potencial de empregar 500 pessoas.

Segundo o presidente de Diaouné e Frères, Mohamed Diaouné, a produção de castanha de caju na Guiné é de 70.000 toneladas e deve ser aumentada para 220.000 toneladas até 2025, graças ao programa de apoio governamental e distribuição de sementes. O desenvolvimento da cultura do cajueiro é uma das duas iniciativas presidenciais, ao lado do café, lançadas desde 2016.

A Guiné, oficialmente República da Guiné (também chamada Guiné-Conacri para distinguir da vizinha Guiné-Bissau), é um país da África Ocidental. No detalhe da foto, reparem o rigor na adoção das Boas Práticas de Higiene no processamento da amêndoa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Costa do Marfim: cresce processamento de castanha

Alguns números da Costa do Marfim (área verde no mapa), referentes à safra de castanha de caju de 2018:

Produção: 761.000 toneladas de castanha de caju in natura;
Exportações: 650.150 toneladas (Índia: 204.509 toneladas / Vietnã: 430.577 toneladas);
Processamento local: 69.000 toneladas;
Armazenado pelo Conselho do Algodão e do Caju: 10.000 toneladas.

Apesar dos números, o ano de 2018 não foi um ano fácil em termos globais para os exportadores de castanha in natura. Vários contratos não foram respeitados, produtos abandonados no mar ou em portos de chegada, exigência de redução de preços a partir do montante dos contratos assinados, para citar alguns. Para lidar com estas dificuldades recorrentes, a Índia e a Costa do Marfim estabeleceram uma Comissão conjunta para gerir todos os casos de litígios comerciais.

A Costa do Marfim processou 69.000 toneladas de castanhas in natura em 2018. Embora este volume seja muito baixo, representa uma crescimento de 53% em relação a 2017. A Costa do Marfim é agora o quarto maior processador mundial de castanha de caju, atrás da Índia, Vietnã e Brasil. Este progresso é o resultado de um forte apoio do Governo visando o desenvolvimento de uma sólida indústria local de processamento de castanha.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Burkina Faso define estratégia para o desenvolvimento da cajucultura

Durante um workshop realizado em Ouagadougou, em 28 de dezembro, Burkina Faso, na Africa Ocidental, definiu uma estratégia nacional para o desenvolvimento do setor do caju.

A estratégia inclui a expansão da produção de castanha de caju nas regiões Centro-Leste, Leste, Sul e do país, tendo em vista as condições agroclimáticas favoráveis.

A castanha de caju é o terceiro produto agrícola de exportação de Burkina Faso. A região de Cascades é uma das maiores produtoras de castanha de caju no país (Fonte: Sentinel BF).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Benim transforma casca de castanha em energia

Estima-se que até 2022, o Benim, país localizado na costa ocidental da África, nas margens do Golfo da Guiné (área verde do mapa),  produzirá pelo menos 24.500 toneladas de cascas de castanha de caju. Graças à parceria de sucesso entre a maior fábrica de processamento de castanha do Benim, Fludor, e BeninCajù, agora há oportunidades para transformar esse produto, antes negligenciado, numa fonte de energia.

O Presidente e CEO da Fludor, Roland Riboux, está entusiasmado com o apoio que está recebendo do BeninCajù e olha de forma muito positiva para a maneira como o setor do caju no Benim está crescendo e se desenvolvendo numa velocidade tão alta. Riboux aprecia particularmente o trabalho do BeninCajù na coleta de valiosas e confiáveis  informações de mercado ​​e na abordagem de novas tecnologias. Esse compartilhamento de informações e conhecimentos foi fundamental para a construção da Fludor, que atualmente é a maior unidade de processamento de castanha no Benim, com uma capacidade instalada de 15.000 toneladas. A ambição de Riboux é atingir 18.000 toneladas e empregar pelo menos 1.200 mulheres na fábrica. Tanto na sede da Fludor quanto em sua filial em Bohicon, já existem centenas de mulheres e jovens trabalhando e recebendo uma renda regular.

A Fludor e a BeninCajù vislumbram o lançamento da nova fábrica de processamento de castanha para 2019. Esse empreendimento agregará valor à casca, que sozinha representa 70% do peso da castanha. A Fludor também se beneficiou da iniciativa Cajou Demain (Caju Amanhã) do BeninCajù, apoiada pelo CIPB (Conselho de Investidores Privados do Benin), que visa incentivar as pessoas a se envolverem no setor do caju. Riboux acredita que o exemplo da Fludor pode e vai inspirar muitos jovens empreendedores, graduados e pessoas à procura de emprego a se aproximarem da indústria do caju, que representa o terceiro pilar da economia beninense, depois do algodão e do comércio (Fonte: Technoserve, Benim).

sábado, 17 de novembro de 2018

Gana recebe apoio para indústria de castanha

Como parte das medidas para impulsionar a indústria de processamento de castanha de Gana, a USIBRAS Ghana Limited repassou 18 equipamentos para o processamento de castanha de caju à Associação de Processadores de Caju de Gana (ACPG). A iniciativa servirá para reativar 6 das 12 usinas de processamento de castanha que atualmente estão fechadas por falta de equipamentos.

A Associação de Processadores de Caju do Gana (ACPG) foi criada para formalizar a cooperação dos processadores de castanha em Gana, numa tentativa de revigorar a indústria local de processamento. A Associação definiu um plano estratégico de 5 anos para recuperar os pequenos e médios negócios de processamento de castanha em Gana a fim de explorar o potencial socioeconômico da cajucultura daquele país.

O diretor da USIBRAS Gana Limited, Patricio Lima Asis, instou os líderes a apoiarem a indústria do caju a contribuir para o desenvolvimento nacional. “Os líderes de negócios devem estar comprometidos com essa iniciativa e também participar da gestão do setor do caju”, disse ele.

A USIBRAS Ghana Limited é uma das maiores processadoras de castanha da África Ocidental, com uma capacidade de processamento instalada de 30.000 toneladas de castanha por ano e com um potencial para gerar oportunidades de emprego para cerca de 2.000 pessoas (Fonte: www.ghanaweb.com).

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Nigéria fatura U$ 813 milhões com exportação de castanha


Nos últimos três anos, a Nigéria faturou US$ 813 milhões com a exportação de castanha de caju para os Estados Unidos, Vietnã, Índia, Brasil e Europa.

O país exportou 175 mil toneladas de castanha em 2016 e 220 mil em 2017. Segundo a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), 240 mil toneladas de castanhas são projetadas para 2018.

Segundo a NCAN, as castanhas nigerianas têm como mercado principal as fábricas da Índia e do Vietnã e, nos últimos anos, também têm abastecido parte do mercado brasileiro.

Atualmente a Nigéria é o sexto maior produtor mundial de castanha, mas cerca de 75% a 80% de sua produção é exportada in natura.

Ainda de acordo com a NCAN, constatou-se que no ano passado o Vietnã vendeu uma tonelada de castanha de caju processada por US$ 10 mil no mercado internacional, enquanto os comerciantes nigerianos ganharam apenas US$ 1,2 mil por tonelada de castanha in natura.

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terça-feira, 6 de novembro de 2018

Processamento de castanha: uma mina de oportunidades na África

A palestra de abertura da terceira edição do SIETTA - ACA Conference 2018 que começa nesta quinta-feira, em Abidjan, Costa do Marfim, tem como título "Cashew Processing, A Mine of opportunities for the Empowerment of African Youth"; traduzindo: "Processamento de castanha de caju: uma mina de oportunidades para o empoderamento da juventude africana". 

Os africanos não estão para brincadeiras quando o assunto é cajucultura. A África produz cerca de 53% da castanha produzida no mundo, havendo, desse modo, um grande potencial a ser explorado na área de processamento. 

A finalidade da Sietta é promover o o processamento de castanha na Costa do Marfim e agregar valor à matéria prima. O país é o maior produtor mundial de castanha, cuja quantidade processada é ainda insignificante. O Sietta Conference começa na próxima quinta-feira, 8/11, indo até sábado, 10/11. Paralelo ao evento ocorre uma mostra internacional de equipamentos  e de tecnologias para o processamento da castanha.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Produção mundial de castanha: qual o ponto de saturação?



A produção de castanha no leste e oeste da África continua crescendo em ritmo acelerado. Segundo Adama Coulibaly, diretor-geral do Conselho do Caju e do Algodão da Costa do Marfim, aquele país produziu mais de 710 mil toneladas de castanhas de caju in natura no ano passado, mas processou apenas 178 mil toneladas.

De acordo com estimativas da Vinacas (Việt Nam Cashew Association), a produção mundial de castanha de caju continuará crescendo, especialmente nas regiões leste e oeste da África. Para Nguyen Minh Họa, vice presidente da Vinacas, "a produção global de castanha deverá atingir 3,8-4 milhões de toneladas até 2020. Quatro milhões de toneladas pode ser o ponto de saturação para o mercado global de consumo de castanha."
Será? De qualquer modo, com a expansão de novas áreas de cultivo com o cajueiro em diversos países africanos, é fácil prever que em poucos anos a oferta de matéria prima terá consequências imediatas sobre os preços da matéria prima em nível global.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

África ocidental impulsiona produção de castanha

Apesar de introduzida na África Ocidental pelos exploradores portugueses no século XVII, a cultura do caju ganhou expressão comercial na África Ocidental somente nos anos 90. O que chama atenção é que os governos da região usaram-na para combater o desmatamento nas décadas de 1950 e 1960.
Os três principais países exportadores da África Ocidental em volume são: Costa do Marfim, Guiné-Bissau e Nigéria. Outros países exportadores importantes são a República do Benim, Gana, Burkina Faso e Senegal. De acordo com um relatório divulgado pela RONGEAD para a Africa Caju Initiative (ACA), a região foi responsável por 45% da produção mundial total de castanha de caju in natura em 2015, estimada em 1.500.000 de toneladas. Para 2025 espera-se uma produção de 2.500.000 toneladas. 
Sua importância como fonte de divisas não pode ser subestimada. De acordo com a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN), o país arrecadou US $ 402 milhões com a exportação de castanha in natura em 2017, exportando 220.000 toneladas; acima dos 175.000 toneladas exportadas em 2016 e projetou um aumento de 10% para 2018.
A safra do caju na África Ocidental começa em fevereiro/março e termina em julho/agosto.