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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Pesquisadora é destaque internacional


A publicação anual “Global Cashew Women Entrepreneurs”, que reúne perfis de empreendedoras, produtoras e lideranças femininas da cajucultura mundial, traz pela primeira vez uma representante do Brasil: trata-se da pesquisadora Ana Cecília Castro (foto), da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE). Em sua terceira edição, a coletânea faz um mapeamento da atuação de 31 mulheres em posição de destaque na cadeia produtiva do caju. A ação integra uma iniciativa social da companhia CashewInfo.com, especializada em informações globais sobre a cajucultura.


No texto de abertura do livro, Rita Weidinger, diretora-executiva da GIZ/Comcashew (empresa de fomento voltada para cajucultores), enumera os desafios enfrentados pelas profissionais em seu dia a dia: "Elas precisam gerir várias tarefas em suas famílias e empresas, indo além de seus próprios limites para atingir resultados positivos na cadeia produtiva: como agricultoras, pesquisadoras, processadoras, comerciantes e em muitos outros negócios. Não são caminhos sem armadilhas. Apesar dos vários desafios que enfrentam, essas mulheres inspiradoras florescem profissionalmente, fazendo com que outras pessoas queiram se juntar a elas".

Para Ana Cecília, a obra é importante por dar visibilidade o trabalho feminino em meio a uma atividade ainda predominantemente masculina, em especial no que diz respeito aos cargos de direção. Isso é ainda mais necessário, destaca, em países nos quais a luta pela igualdade entre homens e mulheres ainda não se encontra tão avançada quanto no Brasil.


A mão de obra feminina, segundo a pesquisadora, está concentrada em atividades relacionadas ao processamento da castanha de caju e às funções administrativas do negócio. Bióloga de formação com doutorado em Botânica, Ana Cecília divide seu tempo entre o laboratório e as áreas produtivas. Gestora do Banco Ativo de Germoplasma de Caju (BAG Caju), ela afirma que nunca deixou de ir a campo realizar e acompanhar experimentos pelo fato de ser mulher.(Ricardo Moura/Embrapa)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Pesquisadores extraem substância antimicrobiana da casca da castanha do caju

Cerca de 65% da composição do Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC) é formada por ácidos anacárdicos, uma classe de substâncias com atividade antioxidante e antimicrobiana e alguns estudos mostram potencial de ação antitumoral e antiparasitária. Pesquisadores do Laboratório Multiusuário de Química de Produtos Naturais da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) desenvolveram um processo para extrair, purificar e quantificar esses compostos, o que abre espaço para o surgimento de uma nova rota de exploração comercial na cajucultura.
Conforme o pesquisador da Embrapa Edy Brito, embora a atividade biológica dos ácidos anacárdicos seja conhecida desde a década de 1940, a fonte mais abundante dessas substâncias é desperdiçada. Nas grandes indústrias de beneficiamento de castanha de caju, a alta temperatura empregada no processamento degrada os ácidos presentes no LCC. Nas pequenas fábricas, embora não ocorra a degradação durante o processamento, as cascas, que correspondem a 70% do peso da castanha, quando não são descartadas, acabam alimentando fornalhas. “A queima é um problema, porque pode gerar gases tóxicos”, alerta o cientista.
O método de quantificação e de isolamento desenvolvido na Embrapa é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que atualmente não estão disponíveis no mercado. “A obtenção desses padrões de forma reprodutível é uma etapa importante para viabilizar o aproveitamento dessas substâncias em diversos fins”, esclarece o pesquisador. Os padrões desenvolvidos servirão como modelo para controle de qualidade em diferentes estudos, inclusive para possíveis futuras explorações comerciais (Fonte: Agência Embrapa de Notícias).

quinta-feira, 21 de março de 2019

Conheça a Broca das Pontas do Cajueiro

No mais recente vídeo do Canal da Cajucultura no YouTube, converso com o entomologista Lindemberg Mesquita, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, sobre uma das mais importantes pragas do cajueiro: a Broca das Pontas ou dos Ponteiros. Conheça os hábitos desta praga e como fazer o seu controle neste vídeo. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, curta os nossos vídeos e deixe os seus comentários.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Monitoramento de pragas no cajueiro

Fique por dentro dos princípios básicos do Monitoramento de Pragas na Cultura do Cajueiro, assistindo o mais recente vídeo do Canal da Cajucultura no YouTube. Em apenas 12 minutos o entomologista da Embrapa, Antonio Lindemberg Mesquita, resume o que há de mais importante sobre este tema.


sexta-feira, 1 de março de 2019

Um novo hambúrguer de caju

No Cajucultura Podcast desta semana, comento sobre as pesquisas da Embrapa que desenvolveram duas formulações para um novo hambúrguer vegetal à base de fibras do caju. Excelente opção para dietas veganas e vegetarianas. 

Quando falamos em hambúrguer de caju, nunca é demais lembrar o pioneirismo do saudoso amigo Jaime Aquino e sua cozinha experimental na Cione, com inúmeros pratos à base de caju. 

Para saber mais, aperte o play e ouça todo o comentário.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Saiba mais sobre o "Oídio do Cajueiro"

Domingo é dia do Blog da Cajucultura recomendar a leitura de artigos ou livros com temas de interesse do cajucultor. Hoje a nossa recomendação vai para o Comunicado Técnico da Embrapa "Controle Químico do Oídio do Cajueiro", de autoria de José Emilson Cardoso, Marlon Vagner Valentim Martins, Joilson Silva Lima, Francisco Marto Pinto Viana e Luís Gustavo Chaves da Silva.

Clique aqui e acesse o documento completo. Boa leitura!

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Caju: 500 perguntas e 500 respostas


A partir de hoje, e a cada domingo, disponibilizaremos para download neste Blog uma publicação técnica sobre a cultura do cajueiro.


O livro de hoje é  uma leitura indispensável para quem pretende mergulhar no mundo da cajucultura. Trata-se do “Caju : o produtor pergunta, a Embrapa responde“. 

Escrito em linguagem simples, traz as respostas para as  principais questões diárias enfrentadas pelo cajucultor. 

Super recomendo. Boa leitura. Clique no link abaixo para ter acesso ao livro.

Livro Caju: o produtor pergunta, a Embrapa responde

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Prodeter se reúne hoje em Beberibe

O Banco do Nordeste do Brasil, por meio da Superintendência Estadual do Ceará e o Comitê Gestor Territorial- CGT Litoral Leste, convidam os cajucultores e demais integrantes da cadeia produtiva do caju para uma reunião nesta quinta-feira, 31, às 8h30, em Beberibe, no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Beberibe - SINDSERV (Rua D, 259, Loteamento Racine Facó - Referência: Rua do INSS, Centro).

O evento (ver programa abaixo)  objetiva fomentar o processo de estruturação de atividades econômicas priorizadas pelo Programa de Desenvolvimento Territorial do Litoral Leste - Prodeter.

Programação
08:30 - Abertura
08:45 - Expectativas da Cajucultura para os próximos anos - Rodrigo Diógenes (Vice Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceara)
09:30 - Legislação e Ações de Fiscalização da ADAGRI - Representante da ADAGRI
10:00 - Controle de Doenças do Cajueiro - Dr. José Emilson (Pesquisador da EMBRAPA)
10:30 - Controle de Pragas do Cajueiro - Dr. Antonio Lindemberg (Pesquisador da EMBRAPA)
11:00 - Fertilizantes Aplicados na Cajucultura - Helio Alencar (TIMAC AGRO)
11:30 - Debate e Considerações Finais

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Criação do cajueiro anão: parte 2

Quais os rumos a serem seguidos pelos programas de melhoramento genético do cajueiro? Quais os principais atributos, em termos de castanha e pedúnculo, a serem buscados pelos pesquisadores que trabalham nesta área? Conheça o pensamento de Levi Barros, um dos pioneiros no melhoramento genético do cajueiro no Brasil nesta "entrevista-aula" concedida ao Canal da Cajucultura.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Saiba mais sobre o cajueiro anão

Nesta quarta-feira, 30,  apresentaremos no Canal da Cajucultura a segunda parte da entrevista com Levi Barros, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, que fala sobre os clones de cajueiro anão e os desafios a serem enfrentados pelos programas de melhoramento genético do cajueiro.  

Inscreva-se no Canal da Cajucultura e acesse em primeira mão os vídeos que abordam o agronegócio caju em nível nacional e internacional especialmente selecionados por este Blog.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

A criação do CP 76

No vídeo desta quarta-feira, o agrônomo Levi de Moura Barros, pesquisador da Embrapa, conta-nos acerca dos bastidores da criação do cajueiro anão, com ênfase no clone CP 76.

Fugimos um pouco ao padrão de duração máxima dos vídeos do Canal da Cajucultura (dez minutos), por entendermos que vale a pena conhecer esta história.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Conheça a história do cajueiro anão

Pouca gente sabe, mas até o início da década de 50 a produção de castanha de caju no Brasil era essencialmente extrativista. As primeiras tentativas para estabelecer plantios de cajueiro com fins comerciais foram feitas em Pacajus, no Ceará. 

Nesse município, em 1956, o governo federal instalou uma coleção de matrizes de cajueiro para pesquisa agronômica. Posteriormente, ocorreu a introdução de plantas de cajueiro anão originadas de uma população natural do município cearense de Maranguape nesse campo experimental. O município de Pacajus é hoje considerado o marco histórico do melhoramento genético dessa espécie no país.

Para falar sobre os bastidores dessa história, entrevistamos um de seus protagonistas, o agrônomo Levi de Moura Barros (Embrapa). A entrevista, dividida em duas partes, será disponibilizada no Canal da Cajucultura nesta quarta-feira (23). Vale a pena assistir e conhecer o trabalho iniciado por Esmerino Parente (foto), sucedido por um grupo anônimo de pesquisadores que contribuiu de forma marcante para a criação do cajueiro anão.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Caju na Feira do Conhecimento 2018

Começa nesta quarta-feira, 21, indo até sábado, 24, a Feira do Conhecimento 2018. O evento acontece em Fortaleza, no Centro de Eventos.

Na edição deste ano a Embrapa apresentará tecnologias que aumentam a produtividade e a rentabilidade da cadeia produtiva do caju, como por exemplo a cajuína orgânica em lata, podadeira mecânica, maquete de mini-fábrica de processamento de amêndoas de castanha de caju, dentre outras.

A participação é gratuita, e contará com palestras, oficinas, demoday, hackaton, campeonato de robótica, corrida de drones, mostra de games, estação de jogos analógicos e digitais, sessões no planetário móvel, dentre outros.

A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 10 mil pessoas, entre jovens empreendedores, empresários, estudantes, professores e pesquisadores, profissionais da área de tecnologia, gestores e comunidade em geral.

Mais informações, clique aqui.

sábado, 3 de novembro de 2018

IV Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial

Ainda estão abertas, até o dia 05/11, as inscrições (gratuitas) para o IV Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial, que ocorrerá em Fortaleza-CE, nos dias 07 e 08/11/2018, no auditório do SEBRAE-CE, numa promoção Embrapa e Sebrae. Confira a programação:

7 de novembro
8h às 8h30 – Recepção e credenciamento
8h30 às 9h – Abertura
9h às 10h10 – Painel Tendências e potencialidades para nichos de mercado em cadeias produtivas agroindustriais
            - Embrapa: Pesquisador João Flávio Veloso
            - Sebrae: Alci Porto Gurgel Junior
            - Sindialimentos/FIEC: André de Freitas Siqueira
Mediação: Huda Oliveira Giesbrechet                     
10h10 às 10h40 - Debate
10h40 às 11h – Intervalo
11h às 11h30 – Case de sucesso: 1ª cajuína orgânica em lata
           - Empresa Natvita
11h30 às 12h – Debate
12 às 12h30 - Sessão extra (Bônus de participante) – reunião dos palestrantes com participantes que receberam bônus na inscrição
12h30 às 14h00 – Almoço
14h00 às 16h30 – Rodadas de Negócios Tecnológicos

8 de novembro
8h30 às 9h40 – Painel Contribuições da bioeconomia para o mercado agropecuário e agroindustrial de nichos
            - Grupo CentroFlora: Cristina Dislich Ropke
            - Tomazoni Gastronomia Sabor & Saber: Ana Maria Ruiz Tomazino
            - Embrapa: Vitor Henrique Vaz Mondo
            - Sebrae: Victor Rodrigues Ferreira                 
9h40 às 10h10 - Debate
10h10 às 10h30 – Intervalo
10h30 às 11h00 – Case de sucesso: Síntese verde de Nanomateriais
                       - Empresa Tecsinapse Tecnologia da Informação
11h00 às 11h30 – Debate
11h30 às 12h00 – Encerramento (Embrapa e Sebrae)
12h às 14h00 – Almoço
14h00 às 16h30 – Rodadas de Negócios Tecnológicos

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Embrapa desenvolve óleo a base de amêndoa da castanha-de-caju

(Agência Embrapa de Notícias) Um óleo rico em ácidos graxos insaturados, com sabor e aroma característicos da amêndoa da castanha-de-caju, está em fase final de desenvolvimento nos laboratórios da Embrapa Agroindústria Tropical (CE). Recomendado para uso em saladas e finalização de pratos, o produto é uma alternativa ao azeite de oliva ou a outros óleos de amêndoas como macadâmia e castanha-do-pará. Para que o produto chegue ao mercado, ainda são necessários estudos de ampliação de escala para produção industrial. A Embrapa firmou contrato com uma empresa para realizar essa etapa da pesquisa e a previsão é que os trabalhos sejam concluídos no próximo ano.
Foto: Verônica Freire
Além de fazer bem à saúde, o novo óleo resolve um problema da indústria de processamento de caju: a agregação de valor às amêndoas quebradas. No sistema mecanizado, a quebra chega a 40%, o que derruba o preço das amêndoas pela metade. O novo produto seria um destino nobre às partes quebradas e incrementaria a renda dos produtores.
A pesquisadora da Embrapa Janice Lima, que atua no desenvolvimento do produto, explica que o óleo apresenta qualidade sensorial diferenciada e rico valor nutricional. Por isso, pode ser comercializado como produto final com alto valor agregado. “É um óleo gourmet, utilizado para finalização de pratos”, completa o engenheiro de alimentos da Embrapa Raimundo Marcelino da Silva Neto.
O produto é obtido por prensagem a frio. “A prensagem de grãos oleaginosos é um método rápido, fácil e de baixo custo para a obtenção de óleos, oferecendo uma alternativa de agregação de valor para os sistemas de produção da agricultura familiar”, revela a pesquisadora. O processo de extração apresentou bom rendimento e ficou dentro dos padrões exigidos na legislação brasileira para acidez e índice de peróxidos.
Em testes de análise sensorial, quando comparado ao óleo de macadâmia e ao de castanha-do-pará, o de castanha-de-caju saiu-se melhor nos quesitos aroma e aceitação global (veja quadro).


Arte: Eduardo Pinho

Tempo de prateleira

Também foi avaliada a estabilidade do óleo em embalagens de vidro e PET. Os testes foram realizados à temperatura ambiente por 230 dias. Os resultados indicaram que o produto pode ser armazenado nas embalagens testadas, dependendo de sua qualidade inicial, por cinco a sete meses sem grandes alterações na acidez e índice de peróxidos. Durante todo o armazenamento, a aceitação sensorial tanto para aroma como para sabor foi em média de sete, correspondendo na escala hedônica ao termo “gostei”, em uma escala que vai até o nove.
Para que as indústrias possam produzir o óleo de amêndoa de castanha-de-caju, ainda são necessários estudos para ampliação de escala de produção. Nessa fase, é montada uma linha de produção industrial para avaliação e adaptação de equipamentos, matéria-prima, rendimento e determinação da vida de prateleira. “Os estudos realizados no laboratório são validados nessa fase, em escala-piloto”, diz o engenheiro de alimentos da Embrapa Raimundo Marcelino da Silva Neto.



segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Caju com pimenta?

Não. Não é o nome de uma nova banda de forró. Trata-se de um dia de campo sobre o cultivo consorciado do cajueiro com a pimenta tabasco que será realizado amanhã, 9/10, no Campo Experimental do Curu (Paraibapa – CE), numa promoção da Embrapa Agroindústria Tropical.
Um boa oportunidade para produtores, técnicos e interessados conhecerem as vantagens do cultivo consorciado e a utilização da pimenta tabasco na fabricação de geleias, molhos e conservas. Excelente agenda para esta terça-feira.