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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Leite vegetal: mais um produto para agregar valor a cadeia do caju?

Foto: Adobe Stock
Outro dia publicamos neste blog uma matéria sobre a "Tal da Castanha", um leite vegetal produzido a partir da amêndoa da castanha de caju. O leite à base de plantas é hoje uma tendência crescente, especialmente nos países desenvolvidos. Para confirmar esta tendência, pesquisa recente feita pelo Conselho Internacional de Informações sobre Alimentoso (IFIC), nos Estados Unidos, mostra que mais de 70% dos entrevistados têm conhecimento de que as alternativas de leite à base de plantas não contêm leite de vaca. Menos de 10% disseram acreditar que o leite de vaca está presente em tais produtos.
As percentagens de entrevistados que disseram achar que o leite de vaca está presente em leites alternativos foram de 9% para leite de coco, leite de soja e leite de amêndoa, 8% para leite de amêndoa de castanha de caju e 7% para leite de arroz. As percentagens de pessoas que disseram não saber foram 20% para leite de caju e leite de arroz, 18% para leite de coco e 16% para leite de soja e leite de amêndoa.
A Food and Drug Administration (FDA)  levantou a questão para saber até que ponto as alternativas de leite à base de vegetais podem confundir os consumidores na edição do Federal Register de 28 de setembro, solicitando comentários sobre a rotulagem de produtos à base de plantas com nomes que incluem os nomes de alimentos lácteos como leite, leite refinado, iogurte e queijo. Além disso, o FDA estava interessado em saber como os consumidores usam os produtos à base de plantas e como eles entendem os termos.
A pesquisa do IFIC envolveu a empresa de pesquisa Lincoln Park Strategies, sediada em Washington, que entrevistou on line 1.000 adultos dos EUA, no período de 4 a 6 de agosto. A pesquisa mostrou que as pessoas com menos de 45 anos compraram mais alternativas de leite não lácteo do que as pessoas com idades entre 45 a 64 anos. 
Mais um produto para agregar valor à esta importante cadeia produtiva?

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A Tal da Castanha: do Ceará para o mundo


A amêndoa da castanha de caju é o segundo produto mais exportado no acumulado deste ano do Ceará, segundo o CIN. Neste segmento está a Amêndoas do Brasil, exportadora cearense de castanhas com 26 anos no mercado. Há quatro anos, a empresa decidiu exportar também produtos feitos da matéria-prima levando a marca "A Tal da Castanha" - que virou "Wander Nuts" nas redes de supermercados canadenses. O leite de castanha orgânico é o carro-chefe nas prateleiras gringas. São de 20 a 40 mil litros do produto vendidos todo mês para Portugal e Canadá, segundo Rodrigo Carvalho, 36, diretor da empresa. "Percebemos que havia no mundo uma tendência de redução do consumo de leite de vaca e aumento do de leites vegetais, inclusive o de amêndoas, que já era um produto nosso. Resolvemos investir em uma bebida realmente natural, sem aditivos químicos. O mercado percebeu nossa qualidade, então começou a despertar interesse", conta Rodrigo. 

Novos destinos para os produtos da empresa estão previstos para o ano que vem, dentre eles Estados Unidos e países sul-americanos (Paraguai, Peru e Chile). "Nos Estados Unidos, iniciaremos em 2019 uma estrutura não somente de exportação, mas também de operação", destaca Rodrigo.
Segundo o empresário, é investido 5% do faturamento da empresa em ações no comércio exterior, como participação em feiras, estratégias de marketing etc. "É importante ter equipes nesses países, ter gente. O nosso principal caminho de divulgação são feiras de negócios, de alimentos, de supermercados. Ganhamos um prêmio na Feira Sial, no Canadá, como um dos produtos mais inovadores e isso traz visibilidade", diz.
O empreendedor dá outra dica: "O ideal é que se possa atender ao mercado externo e interno para diluir os riscos".(Fonte: Jornal O Povo).