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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Crise na indústria de caju indiana


As crescentes importações de amêndoa de castanha de caju feitas pela Índia mergulharam a indústria de processamento de castanha do país numa crise sem precedentes, num momento em que ela luta para se manter à tona no mercado global em meio ao aumento dos preços da castanha in natura e frente à ameaça de retirada dos incentivos às exportações.

Recentemente, o Ministério do Comércio solicitou ao Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPCI) que solicitasse uma ação antidumping junto ao Diretor Geral de Recursos Comerciais (DGTR). As estatísticas do DGTR mostram que mensalmente entre 500 e 600 toneladas de amêndoas semi-acabadas ou acabadas estão entrando no país, afetando adversamente a indústria de processamento de castanha que emprega cerca de 1,5 milhão de trabalhadores (isso mesmo que você leu!), a maioria mulheres.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Áreas de produção de caju na Índia


Na Índia, as maiores áreas com o cultivo comercial do cajueiro encontram-se nos estados de Andhra Pradesh, Goa, Kerala, Karnataka, Orissa, Maharashtra, Gujarat e Tamil Nare. Mais de 70% da produção total de castanha de caju vem da Costa Oeste, Ratnagiri, Kanara do Norte e distritos de Malabar em Madras, Cochin, Travancore.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Cajucultura indiana em crise



A profunda crise financeira e o aumento da dívida do setor da cajucultura atingiram um dos principais produtos na lista de exportações da Índia - o caju. As exportações de amêndoa de castanha de caju da Índia atingiram o menor nível nos últimos seis anos, chegando a US $ 644 milhões no ano fiscal de 2018-19. No ano anterior, o país exportou US $ 922 milhões. "O aumento das perdas devido ao alto custo de processamento da indústria do caju obrigou o fechamento de quase 80% das unidades de processamento em Kollam, um centro de produção de castanha de caju em Kerala", segundo afirmou S. Kannan, diretor executivo e secretário do Conselho de Promoção das Exportações de Caju da Índia (CEPCI). O fácil acesso à amêndoa de castanha de caju importada acabada ou semi-acabada também tornou mais difícil para a indústria indiana competir com o baixo custo de produção de seus concorrentes estrangeiros, acrescentou.

Para lidar com essa preocupação, o governo anunciou no início deste ano a alta do preço mínimo de importação da amêndoa de inteira e quebrada. A recente desaceleração na indústria do caju afetou não apenas a produção e as exportações, mas também os empregos de milhares de pessoas devido ao seu grande tamanho. A indústria indiana do caju é principalmente orientada para a exportação. Atualmente, existem cerca de 4.000 unidades de processamento em funcionamento na Índia, no setor formal e informal. A produção e a produtividade de castanha de caju são maiores no estado de Maharashtra, comum rendimento médio de 1.262 kg / ha. Andhra Pradesh e Odisha são os outros dois estados importantes na produção de castanha de caju na Índia.

A Índia é um grande exportador de amêndoa de castanha de caju e fatura um volume considerável de divisas estrangeiras; no entanto, o país produz pouco mais da metade de sua demanda e, portanto, depende muito da importação de castanha in natura dos países asiáticos e africanos para suprir a demanda da indústria.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Índia eleva alíquota de importação de ACC

O consumo anual de castanha de caju na Índia é de cerca de 300 mil toneladas e está crescendo 5% ao ano. Atualmente, os processadores de castanha e os exportadores de amêndoa estão apostando mais no mercado doméstico, já que as exportações de ACC vêm caindo constantemente com a disponibilidade de amêndoas mais baratas no mercado global do Vietnã.

Para evitar o crescimento das importações o governo indiano anunciou a elevação da alíquota de importação para 70% (dos atuais 45%), movimento que o CEPCI, órgão exportador, elogiou dizendo que ajudará a revitalizar a indústria de processamento indiana atingida pela crise.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Índia expande cultivo do caju


Quatro séculos atrás, os navegadores portugueses chegaram a costa da Índia, trazendo consigo a brasileiríssima castanha de caju, uma das nozes mais apreciadas mundialmente. O caju chegou, conquistou raízes profundas em toda a região costeira da Índia. O cultivo do cajueiro na atualidade cobre uma área total de 0,70 milhão de hectares, produzindo mais de 0,40 milhão de toneladas de castanha de caju in natura por ano.

Em vista do potencial de exportação da amêndoa de castanha de caju, o Conselho de Promoção de Exportação do Caju da Índia (sim, existe um órgão específico para as exportações de amêndoa de castanha de caju naquele país!) propôs também ampliar o cultivo para outras regiões da Índia. O cultivo será estendido a Estados não tradicionais, como Madhya Pradesh e Rajasthan.

Não é à toa que a Índia na atualidade (ao lado do Vietnã) é um dos grandes players mundiais do agronegócio caju.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Números da cajucultura na Índia

Introduzida na Índia no século XVI pelos portugueses como um meio de controlar a erosão costeira, a cajucultura indiana apresentou um crescimento espetacular desde a sua introdução naquele país.

Dados mais recentes mostram que a área de castanha de caju na Índia aumentou de 464 mil hectares em 1980/81 para 1.062 mil hectares no período 2017/18. Por sua vez, a produção aumentou de 185 mil toneladas de castanha em 1980/81 para 817 mil toneladas em 2017/18. Já a produtividade aumentou de 399 kg de castanha por hectare em 1980/81 para 769 kg/hectare em 2017/18. 

Quase um terço da produção nacional de castanha (32,93%) vem do estado de Maharashtra, localizado no Oeste indiano  (área vermelha no mapa), que também possui a maior média de produtividade da Índia (1.378 kg de castanha/ha).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Kaju India 2019

Terminou no último sábado em Nova Dheli, na Índia, a 6ª edição do 'Kaju India 2019.  O evento foi promovido pelo Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI) e teve como um dos principais objetivos discutir a revitalização da cajucultura indiana.

Durante três dias, o evento reuniu todo o espectro da Indústria Global do Caju - compradores, vendedores, processadores e provedores de serviços auxiliares e de suporte em todo o mundo.

O tema do evento global foi "Caju Indiano - O Superalimento" e serviu também para comemorar o centésimo ano de exportação de castanha de caju pela ìndia. 

A falta de modernização e os altos salários estão tornando as exportações indianas não competitivas, já que o custo de processamento é menor em outros países exportadores. O imposto de importação, juntamente com esses altos custos, tem um impacto negativo na indústria, dizem os especialistas.

Por sua vez, o aumento na importação de amêndoas de castanha de caju acabadas e semi-acabadas de baixa qualidade de países concorrentes é a mais recente e séria ameaça aos processadores de castanha indianos.

A Índia é o maior consumidor de amêndoa de castanha de caju do mundo. Enquanto 70% da produção é consumida na Índia, o restante é exportada. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Cajueiro no sistema ultra adensado?

Cajueiro ultra adensado no Sul da Índia.
Você já ouviu falar em UHDP no cajueiro? É muito provável que não. Na realidade, UHDP é a sigla em inglês para "Ultra High Density Plantation", que traduzindo para o nosso velho e bom português seria algo como "plantio ultra adensado". Na Índia e no Vietnã existem algumas iniciativas neste sentido, tanto em nível experimental como comercial, com resultados bastante promissores. 

O plantio ultra adensado, uma tendência na moderna fruticultura, consiste no emprego de uma população de plantas com espaçamentos de 3m x 2m,  4m x 3 m, com populações que atingem a mais de mil plantas por hectare. Tudo isto, é claro, com o suporte tecnológico da fertirrigação, poda, adubação foliar e o manejo racional de pragas e doenças.

No vídeo que disponibilizaremos amanhã (quarta-feira) no Canal da Cajucultura, apresentaremos os resultados de um trabalho sobre o plantio ultra adensado em cajueiro no Sul da Índia. Vale a pena assistir e conhecer o que os indianos estão fazendo nesta área.

No Brasil, por meio da Embrapa Agroindústria Tropical, existem trabalhos de pesquisa em andamento sobre este tema que oportunamente divulgaremos neste Blog.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Indústria indiana busca expandir área com cajueiro

Num momento em que a indústria indiana de processamento de castanha é fortemente dependente da importação de matéria prima dos países africanos, Karnataka, um dos principais estados produtores de castanha da Índia, precisa desesperadamente expandir o cultivo do cajueiro no Estado, de acordo com Prakash Kalbavi, ex-presidente da Associação dos Processadores de Castanha de Karnataka.

Falando num encontro organizado pela Câmara de Comércio e Indústria de Kanara (KCCI), ele afirmou que Karnataka colhe cerca de 70 mil toneladas de castanhas por ano. Para atender a demanda da indústria de processamento no Estado, o setor é fortemente dependente da importação de castanha in natura.

Afirmando que há uma necessidade de aumentar a produção de castanha, Kalbavi disse que o Estado tem que tomar a iniciativa adequada se quiser crescer. Afirmando que as exportações de amêndoa de castanha de caju da Índia estão em declínio, acrescentou que o consumo doméstico anual está crescendo a uma taxa de 7-8%.  Não há excedente para exportar. Atualmente, o país processa cerca de 1,7 milhão de toneladas de castanha de caju por ano. (Fonte: The Hindu - BusinessLine)

domingo, 14 de outubro de 2018

Situação da cajucultura na Índia

A partir de amanhã, dividida em três posts, publicaremos neste Blog, a partir de informações colhidas de artigo produzido por Megha Prakash, para o  DownToEarth, alguns dados sobre a crise enfrentada pela indústria de castanha da Índia, especialmente nos estados de Kerala e Kollan, os dois grandes centros de processamento de castanha daquele país.