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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Moçambique busca soluções para vender a sua castanha


O Instituto Nacional do Caju de Moçambique (Incaju) está buscando mercados alternativos, incluindo o mercado interno, para superar o problema causado pelo governo indiano, que aumentou o imposto sobre as importações de castanha de caju de 45% para 70%. A Índia é um dos principais destinos da castanha in natura moçambicana.

Lúcia António, chefe do setor Industrial de Incaju, afirma que a indústria de caju moçambicana está enfrentando dificuldades devido à esta decisão.  “Para minimizar o impacto da queda nas exportações moçambicanas na economia do país, o Incaju está buscando outros mercados, promovendo o uso na indústria de alimentos, para produzir farinha, leite e manteiga, entre outros produtos, além de cosméticos”, complementa.

Paralelamente, o governo moçambicano está avaliando com a Índia a possibilidade de assinar um acordo comercial extraordinário para colocar no mercado amêndoas quebradas no mercado, sob um esquema de cotas.

A castanha de caju é uma importante fonte de moeda estrangeira para Moçambique e é exportada tanto in natura como processada. Entre 2017 e 2019 foram exportadas mais de 80.000 toneladas de castanha in natura e o país faturou US $ 116 milhões (76% do total foram para a Índia e 24% para o Vietnã). No mesmo período, foram exportadas 24.000 toneladas de castanha de caju processada, gerando uma receita de US $ 155 milhões. As castanhas de caju processadas em Moçambique foram enviadas para a Europa (36%), Estados Unidos (30%), Líbano (9,0%), África do Sul (9,0%), Vietnã (10%) e Índia (6,0%).

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moçambique: 200 mil t de castanha de caju

O Sub-setor do caju moçambicano, que emprega cerca de 20 mil pessoas, pretende produzir no próximo quinquênio até 200 mil toneladas da castanha do caju, quantidade produzida na década 70. O diretor nacional do Incaju, Ilídio Bande, afirma que com os fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de caju em Moçambique (mapa) aumentou de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para 142 mil toneladas na safra 2018/2019. A produção de mudas de cajueiros e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais fatores de incremento de produção da castanha.

"Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão do manejo integrado do caju. Estamos pulverizando por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros", explicou Ilídio Bande.

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão funcionando 17 unidades fabris com a capacidade instalada para processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Moçambique quer liderar produção de castanha

Moçambique pretende voltar a liderar a produção mundial da castanha de caju. O desafio foi assumido pelo Diretor do Instituto do Fomento do Caju (INCAJU), Ilídio Bande, que anunciou para este ano uma arrecadação de 100 milhões de dólares com a comercialização do produto. 

Atualmente com uma produção média anual de 125 mil toneladas de castanha, Moçambique quer reassumir o protagonismo na produção deste produto que tem como principais mercados a União Europeia, Estados Unidos da América e a China. 

Vale lembrar que Moçambique, localizado no sudeste do continente africano (área destacada em verde no mapa), chegou a ser o maior produtor mundial de castanha de caju na década 70, com uma produção comercializada de 216 mil toneladas anuais. Não será um desafio trivial.