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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

África lidera produção de castanha de caju

Projeções do The Cashew Club, estimam que a Costa do Marfim até o ano de 2030 terá uma produção de castanha de caju estimada em quase um milhão de toneladas (ver gráfico). Em seguida aparecem a Nigéria e a Tanzânia, cada uma com cerca de 550 mil toneladas, Moçambique com 250 mil e Guiné Bissau com 150 mil. Não aparecem no gráfico as estimativas para o Benin e o Togo, países que também produzem castanha.

Cada vez mais fica claro que o futuro do agribusiness envolvendo o caju necessariamente passará pela África.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Ainda sobre a cajuína africana


Repercutindo entre os leitores do Blog a postagem "Cajuína made in África". Destaco aqui dois comentários bem interessantes.

Para Fábio Paiva, pesquisador da Embrapa e grande conhecedor da cajucultura africana, "o consumo do pedúnculo do caju, que sempre foi um diferencial da cajucultura brasileira, está conquistando novos espaços em diversas formas como sucos, bebidas fermentadas e até destiladas além do consumo in natura. Na África, Índia, Vietnam, Tailândia e Malásia a fabricação de produtos do pedúnculo já é uma realidade. Pouco a pouco esses produtos conquistam espaço no mercado e disso ninguém duvida".

Ainda sobre o assunto, o cajucultor e produtor de cajuína piauiense Josenildo Lacerda  acredita que "essa expansão será muito rápida, especialmente no mercado chinês, pelas inúmeras qualidades alimentares da cajuína". Josenildo acrescenta que em âmbito nacional "precisamos desenvolver o mercado, que ainda é incipiente. Enquanto estamos beirando a casa dos 100 litros per capita de refrigerante por ano, todos os sucos juntos, não chegam a 3 litros".


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Ásia e África: cajucultura familiar


Maior produtores mundiais de castanha de caju, a África e a Ásia, possuem mais de 80% do cultivo do cajueiro feito em pequenas propriedades familiares. E mais: as maiores fazendas desta categoria têm no máximo 5 hectares de espaço agrícola. 

Apenas cerca de 15% da colheita de caju é realizada em propriedades maiores, em países como Nigéria, Índia, Benin e Vietnã.


terça-feira, 30 de julho de 2019

Moçambique: assistência integrada à cajucultura

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As autoridades da província de Nampula, no norte de Moçambique (ver mapa), pretendem abrir este ano sete "pólos logísticos" para prestar assistência integrada aos produtores em toda a cadeia de valor da produção agrícola.

Estes pólos fornecerão serviços de assistência técnica, armazenamento e processamento destinados a produtores e comerciantes em cada uma das sete áreas, anunciou terça-feira o Diretor Provincial da Agricultura, Jaime Chissico, durante um seminário organizado pela Bolsa de Mercadorias de Moçambique (BMM).

O BMM, um órgão sob a supervisão do Ministério da Indústria e Comércio, iniciou uma série de reuniões esta semana na cidade de Nampula com funcionários do governo, produtores e comerciantes, para divulgar os serviços que oferece, essencialmente em intermediação em mercados agrícolas, para ajudar em marketing.

O cajueiro é a cultura de maior expressão econômica na província de Nampula, região de maior produção de castanha de caju do país, em crescimento 2015.

"Em 2015, 38 mil toneladas de castanhas de caju foram comercializadas em Nampula", disse Chissico, "mas nesta safra, o número é de 70 mil toneladas".

África dando exemplo na cajucultura.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moçambique: 200 mil t de castanha de caju

O Sub-setor do caju moçambicano, que emprega cerca de 20 mil pessoas, pretende produzir no próximo quinquênio até 200 mil toneladas da castanha do caju, quantidade produzida na década 70. O diretor nacional do Incaju, Ilídio Bande, afirma que com os fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de caju em Moçambique (mapa) aumentou de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para 142 mil toneladas na safra 2018/2019. A produção de mudas de cajueiros e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais fatores de incremento de produção da castanha.

"Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão do manejo integrado do caju. Estamos pulverizando por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros", explicou Ilídio Bande.

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão funcionando 17 unidades fabris com a capacidade instalada para processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.


terça-feira, 14 de maio de 2019

Castanha: Nigéria incentiva processamento local

Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.

De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.

Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Olam de olho na África e na Ásia

A Olam Internacional, maior fornecedora mundial de amêndoas de castanha de caju pretende expandir seus empreendimentos na área de processamento e os seus negócios de compra de castanha na África. 

No ano passado a Olam adquiriu uma participação de 30% do segundo maior processador de amêndoas de caju do Vietnã, como parte de um plano para atender o aumento da demanda na Ásia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Moçambique quer liderar produção de castanha

Moçambique pretende voltar a liderar a produção mundial da castanha de caju. O desafio foi assumido pelo Diretor do Instituto do Fomento do Caju (INCAJU), Ilídio Bande, que anunciou para este ano uma arrecadação de 100 milhões de dólares com a comercialização do produto. 

Atualmente com uma produção média anual de 125 mil toneladas de castanha, Moçambique quer reassumir o protagonismo na produção deste produto que tem como principais mercados a União Europeia, Estados Unidos da América e a China. 

Vale lembrar que Moçambique, localizado no sudeste do continente africano (área destacada em verde no mapa), chegou a ser o maior produtor mundial de castanha de caju na década 70, com uma produção comercializada de 216 mil toneladas anuais. Não será um desafio trivial.