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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moçambique: 200 mil t de castanha de caju

O Sub-setor do caju moçambicano, que emprega cerca de 20 mil pessoas, pretende produzir no próximo quinquênio até 200 mil toneladas da castanha do caju, quantidade produzida na década 70. O diretor nacional do Incaju, Ilídio Bande, afirma que com os fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de caju em Moçambique (mapa) aumentou de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para 142 mil toneladas na safra 2018/2019. A produção de mudas de cajueiros e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais fatores de incremento de produção da castanha.

"Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão do manejo integrado do caju. Estamos pulverizando por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros", explicou Ilídio Bande.

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão funcionando 17 unidades fabris com a capacidade instalada para processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.


terça-feira, 14 de maio de 2019

Castanha: Nigéria incentiva processamento local

Com a oferta mundial superando a demanda, levando ao declínio no preço da castanha de caju in natura, o Conselho Nigerino de Promoção das Exportações (NEPC), está incentivando os exportadores a explorarem o processamento local em vez de estocarem a castanha na expectativa de melhores preços.

De fato, o NEPC observou que, apesar da Nigéria (área em destaque no mapa) contribuir com uma parcela significativa do fornecimento de castanha de caju na África, menos de 10% são processados localmente.

Especificamente, os preços da castanha de caju in natura caíram de mais de N600.000 (US $ 1.666) por tonelada em abril de 2018, para cerca de N300.000 (US $ 833) desde julho do ano passado, forçando muitos exportadores a reterem os estoques de castanha em excesso.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Olam de olho na África e na Ásia

A Olam Internacional, maior fornecedora mundial de amêndoas de castanha de caju pretende expandir seus empreendimentos na área de processamento e os seus negócios de compra de castanha na África. 

No ano passado a Olam adquiriu uma participação de 30% do segundo maior processador de amêndoas de caju do Vietnã, como parte de um plano para atender o aumento da demanda na Ásia.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Moçambique quer liderar produção de castanha

Moçambique pretende voltar a liderar a produção mundial da castanha de caju. O desafio foi assumido pelo Diretor do Instituto do Fomento do Caju (INCAJU), Ilídio Bande, que anunciou para este ano uma arrecadação de 100 milhões de dólares com a comercialização do produto. 

Atualmente com uma produção média anual de 125 mil toneladas de castanha, Moçambique quer reassumir o protagonismo na produção deste produto que tem como principais mercados a União Europeia, Estados Unidos da América e a China. 

Vale lembrar que Moçambique, localizado no sudeste do continente africano (área destacada em verde no mapa), chegou a ser o maior produtor mundial de castanha de caju na década 70, com uma produção comercializada de 216 mil toneladas anuais. Não será um desafio trivial.