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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Costa do Marfim: mais uma Unidade de processamento de castanha

A empresa agrícola DekelOil anunciou na última quarta-feira que a sua subsidiária Capro assinou um contrato de € 6,5 milhões com a Overseas Projects & Services Limited para a construção de uma unidade de processamento de castanha de caju em Tiebissou, na Costa do Marfim.
Sob os termos do contrato, a Projects & Services Limited assumirá a responsabilidade pela engenharia, fabricação, entrega, instalação e comissionamento do projeto, juntamente com o treinamento de pessoal para sua operação. O projeto terá uma capacidade inicial para processar pelo menos 10 mil toneladas de castanha por ano, podendo chegar até 30 mil toneladas.

"Uma vez instalada e funcionando, a fábrica aproveitará a economia altamente atrativa do processamento de castanhas de caju na Costa do Marfim, onde as margens brutas são atraentes tanto para amêndoas inteiras quanto quebradas", disse o diretor executivo da DekelOil, Lincoln Moore.


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Costa do Marfim quer aumentar o processamento de castanha

O processamento da castanha in natura continua sendo o calcanhar de Aquiles da Costa do Marfim; Maior produtor mundial de castanha de caju, somente cerca de 7% de sua produção é processada. Preocupado com a situação, o governo daquele país trabalha para ampliar a capacidade de processamento da indústria, estimado em 116.000 toneladas para o corrente ano.
Além disso, outras iniciativas estão em curso no país. Tendo em vista a profissionalização do setor, o Conselho de Algodão e Caju (CCA) - órgão regulador, oferece apoio em termos de equipamentos para as organizações interprofissionais agrícolas. Seus membros recebem treinamento relacionado às boas práticas de produção, conservação e preservação da qualidade de castanha in natura.
Foram criadas também estruturas promocionais e de cooperação internacional, como o Conselho Consultivo Internacional do Caju (CICC) e o Salão Internacional de Equipamentos e Tecnologia de Processamento de Cajus (SIETTA), cuja 3ª edição está programada para 8-10 de novembro próximo em Abidjan, capital do país.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

China: de importador de amêndoa a processador de castanha?

Especialistas no mercado internacional na área de processamento de castanha de caju projetam que dentro de pouco tempo a China, que já possui algumas unidades de processamento de castanha, diminuirá a aquisição de amêndoas de caju e se tornará um grande comprador de castanha in natura, podendo ultrapassar o próprio Vietnã. Ainda segundo os especialistas, isto é perfeitamente possível, considerando inclusive que é crescente o número de unidades de processamento de castanha em várias províncias da China. Vale ressaltar que a China é um dos três maiores importadores da amêndoa de caju vietnamita, com 12,9% do total, ao lado dos Estados Unidos (35%) e Holanda (15,6%). Uma vez no jogo, os chineses são imbatíveis. Até que ponto os preços da matéria prima em nível global serão afetados? Para os analistas, uma China processando castanha assustaria o Vietnã e poderia desmoronar o setor de caju na Índia, reduzindo os preços mundiais. Aliás, a China processando qualquer matéria prima sempre assustou o mundo em geral. O temor diminui quando se sabe da aliança da China com os governos africanos, especialmente em termos de infraestrutura e política regional. A conferir.
Em tempo: a produção de castanha na China é ainda insignificante e o cultivo do cajueiro está restrito a áreas costeiras de Ledong Lingshui, Dongfang e Sanya.

domingo, 21 de outubro de 2018

A imagem do domingo: "Castanheiras"


A imagem deste domingo traz uma cena comum na maioria das indústrias de processamento de castanha de caju do mundo: a presença da mão de obra feminina. No Brasil são conhecidas como "castanheiras". Na imagem, mulheres realizam a operação de "acabamento" numa fábrica do governo indiano, na vila de Perinadu, em Kerala. Estima-se que as mulheres respondem na atualidade por cerca de 90% da mão de obra empregada na indústria de processamento de castanha de caju na Índia (Foto: Megha Prakash).


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (última parte): Planos para o futuro


Vários países africanos estão agora planejando processar cerca de 50% de sua produção de castanha in-house e entrar no mercado mundial em grande escala.
Antes que isso aconteça, a Índia deve tomar as medidas apropriadas para atender sua produção de castanha, diz R K Bhoodes, presidente da CEPCI. A agência traçou um roteiro para aumentar a produção de castanha na Índia para 2 milhões de toneladas até 2025. 
A Índia produziu 0,8 milhão de toneladas em 2017-18. A CEPCI planeja conseguir isso substituindo antigos cajueiros improdutivos por variedades de alto rendimento e adotando novos métodos agrícolas. A CEPCI estima que seu plano aumentará a produtividade no país, dos atuais 700 kg de castanha por hectare para mais de 3.000 kg por hectare.
Manoj M K, diretor técnico da Estação de Pesquisa de Caju da Universidade Agrícola de Kerala, tem mais uma preocupação fundamental quando diz que aumentar o cultivo é um plano de longo prazo e é improvável que resolva de imediato a crise financeira que o setor atravessa. "Na melhor das hipóteses, um cajueiro está pronto para a colheita em três anos." Por isso, os processadores entendem que o governo deve renunciar aos empréstimos e providenciar medidas de estímulo à atividade. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (parte 2): Choque grosseiro

A Índia começou a importar castanha de caju in natura nos anos 60 para atender às crescentes demandas de processamento. A produção indiana de castanha em 20 anos - entre 1995 e 2015 - cresceu a uma taxa de de 3,1%, enquanto a demanda doméstica 5,3%, segundo o Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI). Para preencher a lacuna, a Índia importa de mais de 15 países africanos e asiáticos. 

O problema começou em 2006, quando o CEPCI introduziu um imposto de importação de 9,4% sobre a castanha in natura. Intensificou-se em 2016 quando o preço da castanha in natura aumentou de US$ 800 para US$ 1.800 por tonelada no mercado internacional, principalmente devido ao crescimento das indústrias de processamento de castanha no Vietnã e na China, que são mais mecanizadas e eficientes do que as da Índia. 
A importação indiana de castanha in natura caiu de 0,96 milhões de toneladas em 2015-16 para 0,65 milhões de toneladas em 2017-18. Esse também é o tempo em que os processadores dizem que teve início a inadimplência dos empréstimos bancários que agora ameaçam sua existência. 
O orçamento da União deste ano reviu o imposto de importação para 2,5%.

Enquanto isso, o programa de cultivo doméstico do cajueiro falhou devido à políticas governamentais hostis. Por exemplo, na década de 1970, o estado começou a implementar a Lei de Reforma Agrária de Kerala, que estabeleceu um teto de 6 hectares sobre a propriedade individual da terra, mas isentou as plantações. Isso levou muitos a converter suas terras em plantações. Uma vez que foi acordado que o cajueiro tem um status de plantação, isto favoreceu os agricultores. 
De acordo com a CEPCI, a área cultivada com cajueiro na Índia permaneceu estagnada em cerca de 1 milhão de hectares na última década. Os processadores de castanha também alegam que o governo tem negligenciado o caju ao longo dos anos e promovido outras culturas econômicas, como a borracha.



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Crise na cajucultura da Índia (parte 1): 80% das unidades de processamento fechadas



A amêndoa de castanha de caju (ACC) está entre os quatro principais produtos da lista de exportações agrícolas da Índia, juntamente com arroz basmati (um arroz aromático do tipo longo), especiarias e chá. Suas exportações renderam ao país em 2017 cerca de U$ 701 milhões. Apesar desses números, as unidades localizadas no hub de processamento de castanha da Índia, Kollam e Kerala, estão encerrando suas atividades devido ao aumento dos custos de insumos e às perdas na linha de produção. 

O desespero culminou em um protesto maciço em setembro último, quando mais de 500 processadores de amêndoa e 2.000 mulheres trabalhadoras em unidades de processamento se reuniram em frente ao escritório regional do Reserve Bank of India na capital do estado de Kollam, Thiruvananthapuram, reivindicando um pedido de socorro para salvar a indústria.
O estado de Kerala tem 840 fábricas de caju registradas, quase todas localizadas em Kollam. E mais de 80% fecharam as portas nos últimos dois anos devido a enormes custos operacionais que acabaram levando à perda acumulada dessas empresas. Tudo isto resultou no desemprego de 350 mil pessoas, das quais 90% são mulheres.

domingo, 14 de outubro de 2018

Situação da cajucultura na Índia

A partir de amanhã, dividida em três posts, publicaremos neste Blog, a partir de informações colhidas de artigo produzido por Megha Prakash, para o  DownToEarth, alguns dados sobre a crise enfrentada pela indústria de castanha da Índia, especialmente nos estados de Kerala e Kollan, os dois grandes centros de processamento de castanha daquele país.