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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Oídio afeta a qualidade do caju


O oídio continua causando estragos na produção de castanha e caju na região Nordeste. Que o digam os produtores que se dedicam à produção do caju para mesa ou para a indústria de sucos. 

Tanto no Ceará como no Piauí tem sido recorrente a devolução  por parte da indústria de algumas remessas de cajus, em decorrência do oídio, por prejudicar a qualidade do suco. Algumas indústrias, inclusive, reduziram a compra do produto, na expectativa de melhoria da qualidade do caju. 

Sabemos que existem fungicidas eficazes recomendados para o controle do oídio. Infelizmente, na maioria das vezes, por falta de uma assistência técnica efetiva, o cajucultor deixa de fazer a aplicação do produto no momento certo, arcando, como sempre, com o prejuízo.

Este é apenas um dos muitos gargalos que afetam a nossa cajucultura, tão rica de discursos demagógicos e documentos inúteis, mas carente de uma política de estado que assegure o desenvolvimento sustentável dessa importante cadeia produtiva.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Frente parlamentar para a cajucultura cearense



A criação de uma frente parlamentar em defesa da cajucultura cearense foi uma das propostas apresentadas na audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa, por meio das comissões do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido e de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, na tarde desta terça-feira (27/08). Durante o encontro, foi debatida a importância da cajucultura para a economia do Ceará e o incentivo à sua produção (Foto: Bia Medeiros).

O deputado Romeu Aldigueri (PDT), autor do requerimento,  informou que pretende começar, ainda esta semana, a coleta de assinaturas junto aos outros 45 deputados para a implantação da frente parlamentar. O parlamentar lembrou que caju, assim como a carnaúba no passado, gera milhares de empregos no interior do Estado. No ano passado, de agosto a dezembro, foram mais de 150 mil empregos, entretanto ressaltou que a produtividade do caju vem caindo. O estado chegou a ter 10 indústrias de beneficiamento de castanha de caju hoje são apenas três, citou. Ele ressaltou que é fundamental a mobilização da sociedade e para apoiar a retomada desse segmento da economia.

Romeu Aldigueri disse que também já entrou em contatdo com deputados federais com o objetivo de movimentar a bancada cearense no Congresso Nacional, em Brasília, para tirar do papel o Fundo de Apoio à Cultura do Caju (Funcaju), criado pela ex-presidente Dilma Rousseff, em 2013. Segundo ele, o mais difícil já está feito, que é a Lei Federal 12.834, de 20 de junho de 2013, que criou o Funcaju. "O que nós precisamos agora é implementá-la, regulamentá-la, e fazer com que órgãos como o BNDES e BNB possam criar linhas de crédito para o produtor de caju, fundamental para que o setor possa se desenvolver", afirmou (Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa)

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Cajucultura: não é só distribuição de mudas



Disponibilizei ontem neste Blog um estudo intitulado "Desafios para a Cajucultura no Brasil:

Análise de Competitividade e Recomendações para o Setor".  Para quem ainda não leu, recomendo a sua leitura.  

Às vésperas de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará para tratar da cajucultura cearense, vale muito à pena a leitura, principalmente para quem considera que o problema da cajucultura resume-se exclusivamente à distribuição de mudas de cajueiro anão. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Fique por dentro: preço da castanha de caju


A partir de informações coletadas junto a produtores de alguns municípios do Ceará, o Blog da Cajucultura relaciona abaixo os preços pagos ao produtor pelo quilo da castanha em 21/08:

Aracati: R$ 2,70  (Gigante) e R$ 3,00 (Precoce)

Marco  R$  2,30 (Gigante)

Granja R$ 2,50 (Gigante) e R$ 3,00 (Precoce) - castanha nova
            R$ 2,30 (castanha velha)

Tem informações dos preços praticados na sua região? Envie para o Blog da Cajucultura (seção comentários) ou divulgue nos diversos grupos de WhatsUp que tratam do tema caju. A informação é a melhor arma para evitar que o produtor venda o seu produto abaixo do preço de mercado.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Cajucultura é tema de audiência pública


Assembleia Legislativa do Ceará, por meio  do deputado estadual Romeu Aldigueri, realizará  audiência pública no próximo dia 27 de agosto, às 14 horas, no Complexo de Comissões Técnicas da Casa, para "debater e ressaltar a importância da Cajucultura para a economia cearense".

A audiência será em conjunto com as comissões do meio ambiente e desenvolviment do semiárido e de agropecuária.

Torcemos para que resulte em algo de concreto para esta tão desprezada atividade agrícola.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cajucultura Podcast: safra mundial 2019

Ouça no Cajucultura Podcast a minha análise sobre os números previstos para a safra mundial de castanha de caju e o cenário internacional de preços. Além disso falo sobre o desempenho dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte na exportação de amêndoa de castanha de caju para o exterior nos primeiros meses de 2019.

Clique no play abaixo e tenha uma ótima audição.


segunda-feira, 20 de maio de 2019

De olho nos desfolhadores


Mês de maio encaminhando-se para o final com junho quase batendo à porta. É hora de ficar atento para os vilões das folhas novas do cajueiro: os insetos desfolhadores, especialmente no Ceará e Rio Grande do Norte. Aqui no Blog da Cajucultura, por meio de pesquisa no próprio Blog, o leitor poderá encontrar publicações sobre o assunto. No Canal da Cajucultura, de igual modo, também existem alguns vídeos sobre o tema. Vale a pena ficar por dentro do assunto.

Na foto acima, de autoria de Antonio Lindemberg  M. Mesquita, podemos ver um desses vilões: o "Besouro-vermelho-do-cajueiro", Crimissa cruralis Stal. 

Uma boa semana a tod@s!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Traça das castanhas: prejuízo à vista

Dentre as pragas que atacam o cajueiro, as da castanha revestem-se de fundamental importância, por ser este o produto de maior interesse econômico. Um desses vilões é a traça das castanhas (foto).

Dados de pesquisa indicam que o grau médio de infestação da traça das castanhas no Ceará é de 15% e no Piauí de 11%.  Fazendo um cálculo rápido, considerando as previsões de safra de castanha desses dois estados para o corrente ano, isto representa uma perda de cerca de 8.984 toneladas de castanha no Ceará e 2.675 toneladas no Piauí, visto que a castanha furada não possui valor comercial. 

Em relação à produção nacional, isto representa 10,22% da castanha de caju produzida no Brasil e, a preços de hoje, resulta num prejuízo financeiro de quase 47 milhões de reais por ano. E estamos falando apenas do Ceará e Piauí.

Quer saber mais sobre este assunto? Aguarde o próximo vídeo do Canal da Cajucultura, em fase final de produção, que abordará todos os detalhes desta importante praga.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O cajueiro é resistente à seca?

Quer saber a resposta? Assista o vídeo abaixo e veja os nossos comentários sobre esta questão. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, curta os nossos vídeos e envie os seus comentários sobre os temas apresentados, bem como sugestões de assuntos a serem abordados no referido Canal.


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A vitória do anão sobre o gigante

Ouça no player abaixo os meus comentários sobre o primeiro Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE para o Estado do Ceará em 2019, com foco nas produções de castanha estimadas para o cajueiro anão e o cajueiro gigante.

Na próxima quarta-feira, 20/2, apresentaremos uma análise sobre os números deste primeiro levantamento, englobando as estimativas referentes aos seis estados maiores produtores de castanha de caju no Brasil.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Câmara temática da cajucultura

Reunião movimentada nesta terça-feira, 12, na Câmara Temática da Cajucultura (foto abaixo), com uma presença considerável de participantes e debates bastantes construtivos referentes à cajucultura do Ceará. Na presidência, o agrônomo Rodrigo Diógenes, que também é vice-presidente da Federação de Agricultura do Ceará. Os principais pontos da exposição que fiz na referida reunião serão veiculados no Cajucultura Podcast da próxima sexta-feira, 15 de fevereiro.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Exportações cearenses: castanha no topo

Dados divulgados pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), referentes às Exportações Cearenses, revelam que no período entre 2010 e 2018, o valor das exportações de amêndoa de castanha de caju, à exceção apenas de 2013, 2014 e 2015, estiveram acima do setor da fruticultura. Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino da amêndoa brasileira, com cerca de 53% do volume total exportado em 2018.

Em termos de agronegócio, a castanha de caju desponta com o primeiro lugar em 2018, vindo em seguida a fruticultura. Tamanha importância bem que merecia do estado uma estrutura de governo mais robusta e específica para o setor.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Workshop discute sustentabilidade e inovação na cajucultura do Ceará

Acontece hoje, 14/11, às 19 horas, na Universidade de Fortaleza (Unifor), o Workshop sobre Sustentabilidade e Inovação na Cajucultura do Ceará. O evento será aberto à comunidade acadêmica e às demais pessoas interessadas no tema e apresentará os resultados de estudos realizados por alunos e professores do PPGA em várias cidades do Ceará. 

Roselene Del Vecchio e Minelle Silva. (Foto: Ares Soares/Unifor).
O debate contará com a participação da Embrapa e do Banco do Nordeste, além de representantes da cajucultura no estado e professores e alunos que atuaram no projeto, disseminando suas visões sobre o cultivo e suas inovações.

Ao longo dos últimos anos, está cada vez mais clara a necessidade de mudança nas configurações do negócio da cajucultura, uma vez que a gestão tem sido desafiada a ir além de estruturas convencionais e alcançar uma visão voltada para questões como a sustentabilidade. “Todas as organizações interagem ou fazem parte de cadeias de suprimento, as quais incluem a empresa focal, os fornecedores a montante, compradores a jusante e têm incorporado ainda a discussão sobre a inserção de atores não tradicionais. Neste sentido, o estudo de cadeias de suprimento sob a perspectiva da sustentabilidade tem se mostrado relevante na sociedade”, explica Minelle Silva, professor do PPGA e coordenador da pesquisa (foto).

Um bom programa para esta véspera de feriado.

Serviço
Workshop sobre Sustentabilidade e Inovação na Cajucultura
Data: 14 de novembro
Horário: 19h às 21h
Local: Auditório A2
Mais informações: (85) 99101.6454

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Comemora-se hoje o "Dia do Caju" no Ceará

Comemora-se hoje em todo o Ceará o “Dia do Caju”. A data faz parte do Calendário Oficial do Ceará e foi escolhida em razão de neste dia, em 2012, a empresa Cione, à época umas das grandes exportadoras de amêndoa de castanha de caju do estado, comemorava 50 anos de existência. 
Antecipando-se à data, o Museu do Caju, em Caucaia, promoveu neste domingo uma intensa programação cultura e recreativa. 
Momento para refletir sobre os avanços e retrocessos que esta atividade, outrora tão pujante, tem vivenciado nas duas últimas décadas. Reitero o que postei há algumas semanas neste Blog: "...sem a união dos diversos segmentos que integram a cadeia produtiva do caju, será extremamente difícil virar o jogo. Em resumo: o agronegócio caju brasileiro precisa de uma instituição forte, não chapa branca, com poder de pressão, sem viés ideológico e coloração político-partidária, que una (e reúna) a cadeia produtiva como um todo. É o primeiro passo". Para quem vive ou sobrevive desta atividade, todo dia é dia do caju.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Bela Cruz: maior produtor de castanha de cajueiro comum e anão

Bela Cruz e Chorozinho foram os municípios do Ceará que mais produziram castanhas oriundas de áreas plantadas com cajueiro comum em 2017. Já em relação à produção de castanha proveniente de cajueiro anão precoce, Bela Cruz mantém a posição, seguida por Beberibe. Destaque para a produtividade do cajueiro anão em Bela Cruz: 600 quilos de castanha por hectare contra 300 quilos do cajueiro comum.
Para 2018 a previsão de safra brasileira de castanha de caju é de 127 907 toneladas de castanha, a serem colhidas numa área de 501 739 hectares, com um rendimento médio de 265 kg de castanha por hectare. Os dados são IBGE, referentes ao LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola) de setembro de 2018.