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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Vietnã aumenta as exportações de castanha para a China


Nos primeiros oito meses de 2019 o Vietnã exportou cerca de 42 mil toneladas de castanha de caju para a China, faturando 327 milhões de dólares, um aumento de 60,8% em volume e 35,4% em valor em relação ao mesmo período de 2018.

Os EUA, China e Holanda foram os três maiores importadores da amêndoa de castanha de caju vietnamita no período.

No cômputo geral, o Vietnã faturou US $ 2,4 bilhões com a exportação de 328.000 toneladas de castanha de caju nos primeiros nove meses de 2019.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Cajucultura: a força do Vietnã



Nos primeiros 7 meses de 2019, o Vietnã exportou quase 245.000 toneladas de amêndoa de castanha de caju para cerca de 100 países, mantendo a posição de número 1 no mundo nos últimos 14 anos.

A força do Vietnã no agronegócio caju deve-se mais à sua agressividade nos negócios do que propriamente à produção de castanha oriunda de seus pomares de cajueiros. Apenas para dar uma ideia, recentemente, o Tan Long Group - uma grande empresa no campo de produtos agrícolas vietnamita se juntou à indústria do caju daquele país e adquiriu 215.000 toneladas de castanha de caju in natura de 3 países africanos. Isto representa quase o dobro da produção de castanha de caju prevista para ser produzida no Brasil no corrente ano. Esta transação está sendo considerada a maior na história não apenas da indústria de caju do Vietnã, mas também da indústria mundial de caju. 

Temos muito o que aprender com os vietnamitas no agronegócio caju: não sobre "o como plantar caju", mas "como fazer negócios com caju".

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Cajucultura vietnamita em números


O Vietnã é considerado o maior exportador de amêndoa de castanha de caju do mundo, exportando ACC para mais de 90 países e territórios. Os Estados Unidos são o maior importador, respondendo por 35%. Embora existam 400 empresas de exportação de ACC localizadas no Vietnã, mais da metade do market share concentra-se em apenas 30 empresas. 

No Vietnã, 95% das castanhas de caju processadas são destinadas à exportação, restando apenas 5% para o mercado interno.


sexta-feira, 26 de julho de 2019

Vietnã aumenta exportações de amêndoa de caju para China


O Vietnã faturou US $ 22,47 milhões com a exportação de mais de 28 mil toneladas de amêndoa de castanha de caju para a China no primeiro semestre de 2019. Isto representa um aumento de 24,8% em valor e 53,2% em volume em relação a igual período de 2018, de acordo com o Departamento Geral de Alfândegas vietnamita.

Somente em junho, o país exportou 6,6 milhões de toneladas da castanha para a China, faturando 51 milhões de dólares, um aumento de 143,8% em volume e 104,2% em valor em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com Pham Van Cong, presidente da Associação do Caju do Vietnã, o governo chinês está reforçando as regulamentações sobre importação e exportação via fronteiras entre os dois países.

A amêndoa vietnamita é popular em mercados exigentes, como os EUA e a União Europeia, e isso serve de passaporte para abrir o caminho para os exportadores domésticos expandirem os mercados.

Além de buscar novos compradores, o Vietnã pretende manter grandes mercados, como a China, a Holanda e especialmente os EUA, que consomem até 40% das castanhas da amêndoa vietnamita.(Foto:VNA)

terça-feira, 11 de junho de 2019

Crescem exportações de ACC do Vietnã


Entre janeiro e abril de 2019 as exportações de amêndoa de castanha de caju do Vietnã cresceram 8,4% em volume (115.101.642 toneladas) mas caíram 14,4% em valor (US $ 910,5 milhões), em comparação com o mesmo período de 2018.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Vietnã importa 1 mi de t de castanhas

As empresas nacionais de processamento de castanha do Vietnã têm enfrentado dificuldades devido a uma nova regulamentação que exige verificações adicionais das matérias-primas importadas dos portos africanos. As medidas visam principalmente impedir a entrada do inseto Trogoderma no país.

Desde 2013, o Vietnã tem encontrado o referido inseto em inúmeros carregamentos de castanha vindos da África. Vale ressaltar que o Trogoderma está na lista de pragas quarentenárias de muitos países (o Brasil inclusive). 

As importações vietnamitas de castanhas de caju in natura no primeiro trimestre deste ano atingiram 224 mil toneladas, no valor de US $ 389 milhões. As importações aumentaram 6,2% em termos anuais em volume, mas reduziram 19,5% em valor.

No primeiro trimestre, o Camboja (país vizinho) foi o maior fornecedor de castanha para  o  Vietnã, representando 33,2% do valor total das importações, um aumento de 10 vezes em relação a 2018. O segundo maior valor de importação foi da Costa do Marfim, com US $ 47 milhões, cerca de 2 vezes. O terceiro foi da Indonésia, com US $ 24,2 milhões, um aumento de 1,8 vezes.

As importações de castanha de caju in natura do Vietnã este ano devem chegar a mais de 1 milhão de toneladas. As importações têm crescido devido à redução na área de cultivo e produção de castanha. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mercado de castanha africano em ebulição

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Castanha: produção e preços internacionais

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha em nível global e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ouvir é só clicar no play.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Amêndoa: Vietnã prevê recuperação de preços

Ouça a mais recente edição do Cajucultura Podcast. É só apertar o play.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

ACC: Vietnã segue firme

A castanha de caju está entre os 13 principais produtos agrícolas do Vietnã. Somente em 2018 o país exportou US $ 3,43 bilhões em amêndoa de castanha de caju (ACC).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cajucultura: profissionalização é o segredo

A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo seu status atual. 

Qual a solução? Não existem receitas prontas - o que se pode é refletir sobre os poucos casos de sucessos. De qualquer modo, os que teimam em continuar nesta atividade já têm em mente que a mesma não se sustenta apenas com o produto castanha. É necessário agregar valor, apostando em todos os coprodutos conhecidos do cajueiro. 

O Vietnã é um caso raro de sucesso nesta atividade. Em 1961 possuía pouco mais de mil hectares com o cajueiro, introduzido no país como árvore de sombra. Hoje, além de ser o maior exportador mundial de amêndoas de caju, busca também a liderança na produção mundial de castanha. Na briga pelo mercado europeu começa a ameaçar a até então inabalável Índia. Qual o segredo? Profissionalização do setor e muito, mas muito mesmo, trabalho de promoção e investimento interno e externo no setor.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Caju, do Maranhão para o mundo

O nome inglês ‘cashew’ é derivado da palavra portuguesa de pronúncia similar, ‘caju’, que por sua vez provém da palavra indígena ‘acaju’. Em alguns países da América Latina é chamado ‘marañon’, provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão, no meio norte do Brasil.

Presume-se que o cajueiro chegou em Goa, principal colônia de Portugal nas Índias Orientais, entre 1560 e 1565. Os portugueses levaram a planta para a Índia, entre 1563 e 1578. Depois da Índia foi introduzida no sudeste asiático, chegando à África durante a segunda metade do século XVI, primeiro na costa leste e depois na oeste e por último nas ilhas.

O resto da história todos conhecem: a Índia e o Vietnã são hoje são os maiores exportadores mundiais de amêndoa de castanha de caju. 

A gravura acima é considerada a ilustração mais antiga sobre o cajueiro, feita pelo monge francês André Thevet quando de suas andanças pelo litoral do Nordeste, em 1557

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Índia quer criar marca para sua castanha

Com as exportações indianas de amêndoa de caju atravessando uma das piores quedas dos últimos tempos, a indústria daquele país está planejando um exercício de branding para promover a amêndoa indiana.

Os dados do Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI) mostram uma queda de 32 % nos embarques para o exterior nos últimos seis meses  em relação ao mesmo período do ano passado, correspondente a 30.805 toneladas. As receitas também caíram 32% para o período, apesar de um aumento marginal no valor unitário.

A amêndoa indiana perdeu o seu domínio nos EUA, até então seu maior mercado, para o Vietnã, que conseguiu aumentar sua participação vendendo a preços mais baixos. "O Vietnã agora responde por 76% das importações de amêndoa de caju feitas pelos EUA, onde a Índia era o principal fornecedor", afirma RK Bhoodes, presidente da CEPCI.

O Vietnã corta os custos empregando mecanização extensiva. “O Vietnã vende 20 centavos por libra menos que as indianas. Mas em termos de qualidade, as amêndoas indianas são superiores ”, defende Bhoodes. A indústria do caju está planejando promover a marca indiana de caju em nível premium para reviver a glória anterior do caju indiano no mercado americano. "Estamos olhando para uma conexão emocional em marketing com tags como "Se você comprar a amêndoa de caju indiana você apoiará 1 milhão de trabalhadores ", complementa.

A CEPCI colocará essa sugestão na cúpula global do caju na Índia, em fevereiro, juntamente com outras demandas, como apoio financeiro para a indústria, já que o aumento do custo de produção forçou o fechamento de muitas fábricas de processamento em Kerala e medidas para controlar a entrada de amêndoa de caju importada no mercado indiano que é atualmente o maior consumidor.(Fonte: ET Markets)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Agronegócio caju no Vietnã - parte 2

O Canal da Cajucultura disponibiliza nesta quarta-feira a segunda parte do vídeo sobre o agronegócio caju no Vietnã. Conheça os números de um dos principais processadores de castanha e exportadores de amêndoa de caju em nível global.


sábado, 22 de dezembro de 2018

Vietnã: U$ 3,7 bi em exportações de amêndoa em 2018

A indústria de processamento de castanha do Vietnã, segundo previsões da Associação de
Cajucultores do Vietnã (Vinacas), continuará a enfrentar dificuldades no processamento e comercialização de amêndoa de castanha de caju (ACC) no próximo ano. 

Quanto aos preços, ainda segundo a Vinacas, devem permanecer inalterados a partir de agora até março/abril de 2019. Este ano, os comerciantes e processadores de na Europa e nos EUA não importaram tanta castanha in natura dos países estrangeiros quanto nos anos anteriores. Isso criou uma situação difícil para os exportadores de amêndoa vietnamitas.

Novos mercados
A Vinacas tem recomendado que os produtores locais busquem novos mercados para exportação em 2019. Ao mesmo tempo, a indústria local precisa melhorar a competitividade e atender aos padrões de higiene e segurança alimentar para atender aos requisitos de de exportação.

A Associação informou também que o Vietnã exportou 342 mil toneladas de ACC nos primeiros 11 meses do ano, faturando US $ 3,1 bilhões. Esses números subiram 5,9% em volume, mas caíram 3,1% em relação ao ano anterior.

O preço médio de exportação da ACC vietnamita em novembro atingiu US $ 7.865 por tonelada, queda de 7,2% em relação a outubro. Este preço nos primeiros 11 meses caiu 8% para US $ 9.115 por tonelada comparado com o ano anterior.

Principais compradores
Os EUA, a Holanda e a China continuam sendo os três maiores mercados de exportação para a amêndoa vietnamita, respondendo por 37,5%, 12,3% e 11,6%, respectivamente.

A Vinacas acrescentou que a demanda e os preços da ACC exportada para a China caíram significativamente, demonstrando que a China provavelmente ainda tem estoque suficiente para o próximo Ano Novo Lunar.

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2018, o Vietnã deve faturar entre US $ 3,5 e 3,7 bilhões de dólares em exportações de amêndoa de castanha de caju este ano, de acordo com a Vinacas. (Fonte: Viet Nam News)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Castanha de caju: o Vietnã não está para brincadeira

O conglomerado financeiro  vietnamita T & T Group,  e o Conselho do Algodão e Caju da Costa do Marfim (CCA) assinaram na semana passada um acordo de cooperação estratégica para importar castanhas de caju in natura. O Grupo T & T planeja construir uma fábrica para o processamento de castanha na Costa do Marfim com uma capacidade de até 50.000 toneladas por ano.

O CCA está empenhado em garantir a disponibilidade de matéria prima para atender às necessidades do Grupo de T & T, de acordo com as condições do mercado, e monitorar a implementação dos compromissos entre o Grupo de T & T e seus parceiros domésticos.

O CCA ajudará o Grupo T & T a selecionar a localização da fábrica para garantir acesso conveniente a matérias-primas, logística e uma fonte de mão-de-obra para a fábrica.

A Costa do Marfim ocupa o segundo lugar em termos de produção bruta de castanha de caju em todo o mundo. Em agosto, o Grupo T & T também assinou um memorando de entendimento com a Guiné-Bissau para importar castanha de caju in natura com um volume anual de 150.000 a 200.000 toneladas por ano. O vice-diretor geral do Grupo de T & T, Nguyễn Thị Thanh Bình, e o Ministro do Comércio, Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau também assinaram um plano de ação para 2019.

Fundada em 1993, a T & T Group JSC atua nos segmentos de imóveis, finanças, indústria, esporte e importação/exportação. Seus projetos imobiliários incluem unidades residenciais, centros comerciais, edifícios de escritórios, resorts, áreas de eco-turismo marinho, áreas urbanas e zonas industriais. Atualmente, a empresa possui ativos totais superiores a US $ 1,5 bilhão.

Os vietnamitas não estão para brincadeira quando o negócio é castanha de caju.