Mostrando postagens com marcador Vietnã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vietnã. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Indústria vietnamita pede regulamentação para castanha


A Associação de Caju de Vietnã (Vinacas) empreende esforços junto ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural daquele país no sentido de elaborar regulamentos técnicos nacionais para a castanha de caju in natura, a fim de que os processadores possam garantir a qualidade da matéria prima importada.

Em 2019 as empresas de processamento vietnamitas importaram quase 1,6 milhão de toneladas de castanha in natura. Para a Vinacas, "a qualidade das castanhas de caju cruas importadas é um fator muito importante que decide a eficiência da produção e do comércio, a qualidade dos produtos acabados e a reputação de todos os negócios vietnamitas, bem como da indústria de caju vietnamita como um todo em nível mundial".

O Vietnã importa castanha in natura de muitos países e tem enfrentado muitos problemas relacionados ao baixo rendimento, teor de umidade, número de castanhas por quilograma, castanhas deformadas e questões externas que afetam a qualidade.

O país exportou em 2019 cerca de 450.000 toneladas de amêndoa de castanha de caju (ACC) no valor de US$ 3,6 bilhões, mantendo a posição de maior processador e exportador de ACC do mundo. Para 2020, o setor pretende faturar US$ 4 bilhões em exportações.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Vietnã: produção de castanha não atende a demanda


O Vietnã tem cerca de 300.000 hectares de área cultivada com cajueiros e uma produção média de 350.000 a 400.000 toneladas de castanha por ano (rendimento médio de 1.166 a 1.333 kg/ha), que atende apenas 25 a 30% da demanda dos processadores do país. Em consequência, todos os anos o país importa mais de 1 milhão de toneladas de castanha de caju de muitos países, principalmente da África. No entanto, alguns países africanos planejam processar localmente a sua produção, o que pode vir a ser uma ameaça ao futuro da indústria vietnamita de processamento.

As principais áreas produtoras de castanha de caju no Vietnã são Dak Nong, Dak Lak, Binh Duong, Binh Phuoc, Tay Ninh, Long An, Kien Giang, Kon Tum, Gia Lai, Quang Nam, Quang Ngai, Binh Dinh, Phu Yen e Khanh Hoa, Ninh Thuan, Lam Dong, Binh Thuan e Dong Nai. Binh Phuoc responde por metade da produção de castanha de caju no país.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, a capacidade de processamento da indústria vietnamita é de 1,8 milhão de toneladas de castanha por ano. O país possui 480 plantas de processamento de castanha e 20% delas possuem cadeias de processamento intensivas.

Amêndoa de caju: apetite em alta


O apetite por amêndoa de castanha de caju (ACC) continua em alta. E a demanda é particularmente forte na União Europeia (UE). Nos primeiros 10 meses do ano, as importações de ACC da UE aumentaram 16,1%, para 118.230 toneladas. Se a Europa continuar nesse ritmo em 2020, poderá se tornar o segundo maior mercado consumidor de ACC, atrás da Índia e à frente dos Estados Unidos.

É verdade que a ACC de origem vietnamita continua sendo a principal no mercado europeu, com 87.353 toneladas, ou quase 74% do total de importações de ACC, embora tenha havido um razoável progresso em alguns países africanos. Em particular, a Costa do Marfim, o quarto maior fornecedor da UE depois do Vietnã, Índia e Brasil, que viu suas exportações de amêndoas aumentarem 87% para 1.799 toneladas.

No geral, para o mercado ocidental, a UE e os Estados Unidos, as importações de ACC aumentaram 6,57%. Todas as origens, com exceção da Índia, se beneficiaram desse crescimento, segundo a agência N'Kalô.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Falta de castanha preocupa a Índia


A indústria indiana de processamento de castanha de caju, que depende fortemente de matéria prima importada, está pressionando o Governo de Gana (África ocidental) para este estabeleça uma política clara no que se refere às exportações de castanha in natura naquele país.

Presentemente a Índia produz cerca de 700 mil toneladas de castanha in natura por ano e possui um parque industrial com capacidade de processar cerca de 1,6 milhão de toneladas. Somente de Gana, que produz cerca de 75.000 toneladas de castanha, a Índia importa mais de 50.000 toneladas.

Ocorre que a maioria dos países africanos está implementando políticas públicas para que a castanha seja processada localmente. Além disso, estão sobretaxando as exportações de castanha in natura. Mas não é só a Índia; o Vietnã é outro país que corre contra o tempo no sentido de renovar e ampliar os seus pomares para poder ter matéria prima suficiente para assegurar a sustentabilidade das suas indústrias e diminuir a forte dependência das importações da castanha africana.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Vietnã aumenta as exportações de castanha para a China


Nos primeiros oito meses de 2019 o Vietnã exportou cerca de 42 mil toneladas de castanha de caju para a China, faturando 327 milhões de dólares, um aumento de 60,8% em volume e 35,4% em valor em relação ao mesmo período de 2018.

Os EUA, China e Holanda foram os três maiores importadores da amêndoa de castanha de caju vietnamita no período.

No cômputo geral, o Vietnã faturou US $ 2,4 bilhões com a exportação de 328.000 toneladas de castanha de caju nos primeiros nove meses de 2019.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Cajucultura: a força do Vietnã



Nos primeiros 7 meses de 2019, o Vietnã exportou quase 245.000 toneladas de amêndoa de castanha de caju para cerca de 100 países, mantendo a posição de número 1 no mundo nos últimos 14 anos.

A força do Vietnã no agronegócio caju deve-se mais à sua agressividade nos negócios do que propriamente à produção de castanha oriunda de seus pomares de cajueiros. Apenas para dar uma ideia, recentemente, o Tan Long Group - uma grande empresa no campo de produtos agrícolas vietnamita se juntou à indústria do caju daquele país e adquiriu 215.000 toneladas de castanha de caju in natura de 3 países africanos. Isto representa quase o dobro da produção de castanha de caju prevista para ser produzida no Brasil no corrente ano. Esta transação está sendo considerada a maior na história não apenas da indústria de caju do Vietnã, mas também da indústria mundial de caju. 

Temos muito o que aprender com os vietnamitas no agronegócio caju: não sobre "o como plantar caju", mas "como fazer negócios com caju".

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Cajucultura vietnamita em números


O Vietnã é considerado o maior exportador de amêndoa de castanha de caju do mundo, exportando ACC para mais de 90 países e territórios. Os Estados Unidos são o maior importador, respondendo por 35%. Embora existam 400 empresas de exportação de ACC localizadas no Vietnã, mais da metade do market share concentra-se em apenas 30 empresas. 

No Vietnã, 95% das castanhas de caju processadas são destinadas à exportação, restando apenas 5% para o mercado interno.


sexta-feira, 26 de julho de 2019

Vietnã aumenta exportações de amêndoa de caju para China


O Vietnã faturou US $ 22,47 milhões com a exportação de mais de 28 mil toneladas de amêndoa de castanha de caju para a China no primeiro semestre de 2019. Isto representa um aumento de 24,8% em valor e 53,2% em volume em relação a igual período de 2018, de acordo com o Departamento Geral de Alfândegas vietnamita.

Somente em junho, o país exportou 6,6 milhões de toneladas da castanha para a China, faturando 51 milhões de dólares, um aumento de 143,8% em volume e 104,2% em valor em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com Pham Van Cong, presidente da Associação do Caju do Vietnã, o governo chinês está reforçando as regulamentações sobre importação e exportação via fronteiras entre os dois países.

A amêndoa vietnamita é popular em mercados exigentes, como os EUA e a União Europeia, e isso serve de passaporte para abrir o caminho para os exportadores domésticos expandirem os mercados.

Além de buscar novos compradores, o Vietnã pretende manter grandes mercados, como a China, a Holanda e especialmente os EUA, que consomem até 40% das castanhas da amêndoa vietnamita.(Foto:VNA)

terça-feira, 11 de junho de 2019

Crescem exportações de ACC do Vietnã


Entre janeiro e abril de 2019 as exportações de amêndoa de castanha de caju do Vietnã cresceram 8,4% em volume (115.101.642 toneladas) mas caíram 14,4% em valor (US $ 910,5 milhões), em comparação com o mesmo período de 2018.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Vietnã importa 1 mi de t de castanhas

As empresas nacionais de processamento de castanha do Vietnã têm enfrentado dificuldades devido a uma nova regulamentação que exige verificações adicionais das matérias-primas importadas dos portos africanos. As medidas visam principalmente impedir a entrada do inseto Trogoderma no país.

Desde 2013, o Vietnã tem encontrado o referido inseto em inúmeros carregamentos de castanha vindos da África. Vale ressaltar que o Trogoderma está na lista de pragas quarentenárias de muitos países (o Brasil inclusive). 

As importações vietnamitas de castanhas de caju in natura no primeiro trimestre deste ano atingiram 224 mil toneladas, no valor de US $ 389 milhões. As importações aumentaram 6,2% em termos anuais em volume, mas reduziram 19,5% em valor.

No primeiro trimestre, o Camboja (país vizinho) foi o maior fornecedor de castanha para  o  Vietnã, representando 33,2% do valor total das importações, um aumento de 10 vezes em relação a 2018. O segundo maior valor de importação foi da Costa do Marfim, com US $ 47 milhões, cerca de 2 vezes. O terceiro foi da Indonésia, com US $ 24,2 milhões, um aumento de 1,8 vezes.

As importações de castanha de caju in natura do Vietnã este ano devem chegar a mais de 1 milhão de toneladas. As importações têm crescido devido à redução na área de cultivo e produção de castanha. 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

De olho na castanha africana

No mais novo vídeo do Canal da Cajucultura assista os meus comentários sobre as recentes movimentações no mercado africano de castanha de caju, especialmente na África Ocidental, envolvendo o Vietnã, Costa do Marfim e a Guiné Bissau. Inscreva-se no Canal da Cajucultura, assista os vídeos, deixe os seus comentários e dê sugestões de temas para os próximos vídeos.


quinta-feira, 18 de abril de 2019

Novidades no mercado africano de castanha

Um conglomerado vietnamita está se preparando para entrar no mercado de castanha de caju africano, com possíveis acordos na África Ocidental, para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global.

Em um setor fragmentado como é o da cajucultura, com milhares de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por um único grupo poderá influenciar os preços num mercado que não é negociado publicamente e dominado por um grande número de atravessadores.

Quer saber mais? Assista nesta sexta-feira, 19/4, o novo vídeo do Canal da Cajucultura: "De olho na castanha africana".

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mercado de castanha africano em ebulição

Um conglomerado de empresas vietnamitas está entrando firme no mercado de castanha de caju da África Ocidental para adquirir o equivalente a cerca de 10% da produção global. A meta é assumir o lugar de alguns compradores dominantes numa indústria que gira em torno de US $ 7 bilhões.

Em um setor fragmentado, com dezenas de produtores, a compra de uma quantidade tão grande de castanha de caju por uma única empresa poderá influenciar os preços em um mercado que não é negociado publicamente e dominado por um punhado de traders. Também poderá oferecer aos pequenos (e pobres) agricultores africanos uma garantia alternativa de que a sua produção terá mais de um comprador. E nós, como estamos?

Quer saber mais? Este será o tema de vídeo do Canal da Cajucultura a ser disponibilizado na próxima sexta-feira, 19/4.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Mercado internacional: perspectivas para 2019

Ouça os meus comentários no Cajucultura Podcast sobre recente relatório de mercado acerca da conjuntura internacional da cajucultura, divulgado no último dia 2 de abril, e as perspectivas para 2019.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Castanha: produção e preços internacionais

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha em nível global e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ouvir é só clicar no play.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Amêndoa: Vietnã prevê recuperação de preços

Ouça a mais recente edição do Cajucultura Podcast. É só apertar o play.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

ACC: Vietnã segue firme

A castanha de caju está entre os 13 principais produtos agrícolas do Vietnã. Somente em 2018 o país exportou US $ 3,43 bilhões em amêndoa de castanha de caju (ACC).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cajucultura: profissionalização é o segredo

A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo seu status atual. 

Qual a solução? Não existem receitas prontas - o que se pode é refletir sobre os poucos casos de sucessos. De qualquer modo, os que teimam em continuar nesta atividade já têm em mente que a mesma não se sustenta apenas com o produto castanha. É necessário agregar valor, apostando em todos os coprodutos conhecidos do cajueiro. 

O Vietnã é um caso raro de sucesso nesta atividade. Em 1961 possuía pouco mais de mil hectares com o cajueiro, introduzido no país como árvore de sombra. Hoje, além de ser o maior exportador mundial de amêndoas de caju, busca também a liderança na produção mundial de castanha. Na briga pelo mercado europeu começa a ameaçar a até então inabalável Índia. Qual o segredo? Profissionalização do setor e muito, mas muito mesmo, trabalho de promoção e investimento interno e externo no setor.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Caju, do Maranhão para o mundo

O nome inglês ‘cashew’ é derivado da palavra portuguesa de pronúncia similar, ‘caju’, que por sua vez provém da palavra indígena ‘acaju’. Em alguns países da América Latina é chamado ‘marañon’, provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão, no meio norte do Brasil.

Presume-se que o cajueiro chegou em Goa, principal colônia de Portugal nas Índias Orientais, entre 1560 e 1565. Os portugueses levaram a planta para a Índia, entre 1563 e 1578. Depois da Índia foi introduzida no sudeste asiático, chegando à África durante a segunda metade do século XVI, primeiro na costa leste e depois na oeste e por último nas ilhas.

O resto da história todos conhecem: a Índia e o Vietnã são hoje são os maiores exportadores mundiais de amêndoa de castanha de caju. 

A gravura acima é considerada a ilustração mais antiga sobre o cajueiro, feita pelo monge francês André Thevet quando de suas andanças pelo litoral do Nordeste, em 1557

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Índia quer criar marca para sua castanha

Com as exportações indianas de amêndoa de caju atravessando uma das piores quedas dos últimos tempos, a indústria daquele país está planejando um exercício de branding para promover a amêndoa indiana.

Os dados do Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI) mostram uma queda de 32 % nos embarques para o exterior nos últimos seis meses  em relação ao mesmo período do ano passado, correspondente a 30.805 toneladas. As receitas também caíram 32% para o período, apesar de um aumento marginal no valor unitário.

A amêndoa indiana perdeu o seu domínio nos EUA, até então seu maior mercado, para o Vietnã, que conseguiu aumentar sua participação vendendo a preços mais baixos. "O Vietnã agora responde por 76% das importações de amêndoa de caju feitas pelos EUA, onde a Índia era o principal fornecedor", afirma RK Bhoodes, presidente da CEPCI.

O Vietnã corta os custos empregando mecanização extensiva. “O Vietnã vende 20 centavos por libra menos que as indianas. Mas em termos de qualidade, as amêndoas indianas são superiores ”, defende Bhoodes. A indústria do caju está planejando promover a marca indiana de caju em nível premium para reviver a glória anterior do caju indiano no mercado americano. "Estamos olhando para uma conexão emocional em marketing com tags como "Se você comprar a amêndoa de caju indiana você apoiará 1 milhão de trabalhadores ", complementa.

A CEPCI colocará essa sugestão na cúpula global do caju na Índia, em fevereiro, juntamente com outras demandas, como apoio financeiro para a indústria, já que o aumento do custo de produção forçou o fechamento de muitas fábricas de processamento em Kerala e medidas para controlar a entrada de amêndoa de caju importada no mercado indiano que é atualmente o maior consumidor.(Fonte: ET Markets)