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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Agronegócio caju no Vietnã

A partir de hoje, e sempre às quartas-feiras, exibiremos neste Blog vídeos tratando do agronegócio caju, com foco em temas de interesse da cadeia produtiva como um todo. Com duração máxima de cinco minutos, afinal tempo é dinheiro, os vídeos aqui exibidos poderão também contar com a participação de pessoas que tenham contribuições ou informações relevantes a serem repassadas aos cajucultores brasileiros. Agradecemos as críticas acompanhadas com as devidas sugestões. Neste primeiro vídeo o foco é o agronegócio caju no Vietnã, um dos principais destaques mundiais na exportação de castanha de caju. Localizado no sudeste asiático, o país vem se destacando no processamento de castanha mas também tem as suas dificuldades.





segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Vietnã aposta em novas variedades para aumentar produção

Dependendo em grande parte da importação de castanha de outros países para "rodar" as suas indústrias de processamento, de modo a garantir matéria-prima suficiente para o desenvolvimento sustentável do setor, o Vietnã busca caminhos para reestruturar a sua área de produção e o processamento. 

Novas variedades
Na área de produção, os especialistas estão recomendando que as regiões produtoras de caju com árvores com mais de 20 anos substituam sejam substituídas por novas variedades mais produtivas e resistentes a pragas. O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nguyễn Xuân Cường, afirma que a reestruturação do setor do caju deve ser realizada de forma abrangente, tendo como meta elevar a produtividade em 50%. Além disso, o processo de produção deve ser desenvolvido seguindo padrões orgânicos.

Para aumentar a produtividade do caju, Nguyễn Thanh Phương, vice-diretor do Instituto de Ciências Agrícolas da Central Costeira do Sul de Vietnã (ASISOV), assegura que o país dispõe de variedades de cajueiro testadas e de alta produtividade. Algumas dessas variedades, após cinco anos de plantio, em áreas comerciais, produziram mais de 1,5 toneladas de castanha por hectare, segundo Phong.

Parceria com o Camboja
A Associação de Cajucultura do Vietnã (Vinacas), em parceria com o vizinho Camboja, iniciou um projeto para o plantio de uma área de 500.000 hectares de cajueiros a ser desenvolvida por uma empresa vietnamita. Quando em plena produção, esta área deverá fornecer um milhão de toneladas de castanha para empresas vietnamitas anualmente.

Capacidade de processamento
Além disso, o setor também se concentra no processamento intensivo e na agregação de valor, com a criação de uma marca internacional para fins de exportação. As empresas de processamento de castanha já estabeleceram uma cadeia de produção em associação com as autoridades locais e produtores de caju sob um modelo cooperativo. Isso vem proporcionando estabilidade a todas as partes para desenvolver os mercados interno e de exportação.

Segundo o Ministério da Agricultura do Vietnã, a capacidade de processamento da indústria local é de 1,8 milhão de toneladas de castanha por ano. A oferta interna de castanha para o processamento não é suficiente, o que leva os processadores a importarem castanha dos países africanos. No entanto, alguns países africanos começam a processar suas próprias castanhas, a fim de agregar valor à sua produção. Atualmente estima-se que a indústria do Vietnã importe 70% da castanha que processa. O país possui 480 usinas de processamento de castanha e 20% delas possuem cadeias de processamento intensivas.

Exportação
De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, até 15 de outubro deste ano, as exportações de amêndoa de caju alcançaram 286 mil toneladas, faturando US $ 2,7 bilhões, um aumento de 4,8% em volume, mas queda de 1,8% em relação ao ano anterior. O declínio no valor deveu-se em parte a uma queda de 5,8% nos preços médios de exportação nos primeiros nove meses, para US $ 8.611 por tonelada. Os principais compradores são os mercados dos EUA, China, Holanda, Alemanha e Canadá.

sábado, 27 de outubro de 2018

Panorama das exportações no Vietnã


Nos primeiros nove meses de 2018, o Vietnã exportou 271.669 toneladas de amêndoa de castanha de caju (ACC), faturando 2,54 bilhões de dólares, um aumento de 5,1% em volume, mas queda de 1% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.
Os Estados Unidos são os maiores consumidores da ACC do Vietnã, respondendo por mais de 38% do volume total exportado pelo país, alcançando 104.030 toneladas, equivalente a 973,54 milhões de dólares, alta de 12, 4% em volume e 4,6% no faturamento em relação ao mesmo período de 2017. No entanto, os preços de exportação para este mercado diminuíram 7%, em média.
A ACC exportada para os Países Baixos representou 11,5% do total das exportações de ACC do país e representou 12,2% do volume de negócios total, atingindo 31.295 toneladas.
As exportações para a China caíram 1,3% em volume e 7% no volume de negócios, para 30.198 toneladas.
O mercado do Reino Unido representou 4% do faturamento total e total das exportações de todo o país, alcançando 10.776 toneladas, o equivalente a 97,52 milhões de dólares, com queda de 12,6% em volume e 16,8% no faturamento para o mesmo período do ano passado.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

China: de importador de amêndoa a processador de castanha?

Especialistas no mercado internacional na área de processamento de castanha de caju projetam que dentro de pouco tempo a China, que já possui algumas unidades de processamento de castanha, diminuirá a aquisição de amêndoas de caju e se tornará um grande comprador de castanha in natura, podendo ultrapassar o próprio Vietnã. Ainda segundo os especialistas, isto é perfeitamente possível, considerando inclusive que é crescente o número de unidades de processamento de castanha em várias províncias da China. Vale ressaltar que a China é um dos três maiores importadores da amêndoa de caju vietnamita, com 12,9% do total, ao lado dos Estados Unidos (35%) e Holanda (15,6%). Uma vez no jogo, os chineses são imbatíveis. Até que ponto os preços da matéria prima em nível global serão afetados? Para os analistas, uma China processando castanha assustaria o Vietnã e poderia desmoronar o setor de caju na Índia, reduzindo os preços mundiais. Aliás, a China processando qualquer matéria prima sempre assustou o mundo em geral. O temor diminui quando se sabe da aliança da China com os governos africanos, especialmente em termos de infraestrutura e política regional. A conferir.
Em tempo: a produção de castanha na China é ainda insignificante e o cultivo do cajueiro está restrito a áreas costeiras de Ledong Lingshui, Dongfang e Sanya.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Vietnã: mais 300 mil toneladas de castanha


O Vietnã precisará importar mais de 300 mil toneladas de castanha  in natura até o final do ano para processar a demanda dos importadores. Cao Thục Uy, CEO da Cao Phát Co Ltd, uma das maiores processadoras e exportadoras de amêndoa de caju do país, disse que o país importou no ano passado 1,3 milhão de toneladas de castanha in natura.  Nos primeiros oito meses deste ano, foram importadas 825 mil toneladas, a maioria de países da África Ocidental. "Se o volume de exportação deste ano for igual ao do ano passado, precisaremos importar 300 mil toneladas", disse Uy.

O Vietnã exportou 353.000 toneladas de castanha de caju processada em 2017. Nos primeiros oito meses deste ano foram exportadas 242 mil toneladas. O país é líder global em processamento e tecnologia de processamento de amêndoa de caju e também o maior importador de castanha in natura, respondendo por um terço da produção global de ACC.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

10ª Conferência Internacional do Caju

10ª Conferência Internacional do Caju 
(Foto: Xuân Hương)
Uma das principais conclusões da 10ª Conferência Internacional do Caju, encerrada no Vietnã, em Hạ Long City, este final de semana, foi a de que “a estabilidade de preços é necessária para garantir o crescimento sustentado do mercado da amêndoa de castanha de caju (ACC) e os benefícios para as partes interessadas na cadeia produtiva como um todo”. 
Após um período de aumento constante, os preços globais da ACC caíram acentuadamente, causando dificuldades para as partes interessadas no setor. Segundo os participantes do encontro, os altos preços do ano passado fizeram com que os consumidores mudassem para outras nozes.
Wim Schipper, diretor de castanhas e ingredientes da Intersnack Procurement BV, uma subsidiária do Intersnack Group da Alemanha, disse que devido a subsequentes alta de preços, os torrefadores tiveram que aumentar seus preços duas vezes para vendas em 2017 e 2018, resultando em “destruição de demanda” e na redução nas vendas no varejo da castanha. Para ilustrar, a importação de ACC pela União Europeia que teve um crescimento constante de 2015 a 2017 e até mesmo nos primeiros cinco meses deste ano, reduziu significativamente a partir de junho. Para este ano, as vendas no varejo na UE devem cair 10%.