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domingo, 3 de fevereiro de 2019

ACC: Vietnã segue firme

A castanha de caju está entre os 13 principais produtos agrícolas do Vietnã. Somente em 2018 o país exportou US $ 3,43 bilhões em amêndoa de castanha de caju (ACC).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Cajucultura: profissionalização é o segredo

A desorganização da cadeia produtiva do caju na maioria dos países produtores pode ser apontada como um dos fatores responsáveis pelo seu status atual. 

Qual a solução? Não existem receitas prontas - o que se pode é refletir sobre os poucos casos de sucessos. De qualquer modo, os que teimam em continuar nesta atividade já têm em mente que a mesma não se sustenta apenas com o produto castanha. É necessário agregar valor, apostando em todos os coprodutos conhecidos do cajueiro. 

O Vietnã é um caso raro de sucesso nesta atividade. Em 1961 possuía pouco mais de mil hectares com o cajueiro, introduzido no país como árvore de sombra. Hoje, além de ser o maior exportador mundial de amêndoas de caju, busca também a liderança na produção mundial de castanha. Na briga pelo mercado europeu começa a ameaçar a até então inabalável Índia. Qual o segredo? Profissionalização do setor e muito, mas muito mesmo, trabalho de promoção e investimento interno e externo no setor.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Caju, do Maranhão para o mundo

O nome inglês ‘cashew’ é derivado da palavra portuguesa de pronúncia similar, ‘caju’, que por sua vez provém da palavra indígena ‘acaju’. Em alguns países da América Latina é chamado ‘marañon’, provavelmente devido ao nome da região onde foi visto pela primeira vez, o estado do Maranhão, no meio norte do Brasil.

Presume-se que o cajueiro chegou em Goa, principal colônia de Portugal nas Índias Orientais, entre 1560 e 1565. Os portugueses levaram a planta para a Índia, entre 1563 e 1578. Depois da Índia foi introduzida no sudeste asiático, chegando à África durante a segunda metade do século XVI, primeiro na costa leste e depois na oeste e por último nas ilhas.

O resto da história todos conhecem: a Índia e o Vietnã são hoje são os maiores exportadores mundiais de amêndoa de castanha de caju. 

A gravura acima é considerada a ilustração mais antiga sobre o cajueiro, feita pelo monge francês André Thevet quando de suas andanças pelo litoral do Nordeste, em 1557

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Índia quer criar marca para sua castanha

Com as exportações indianas de amêndoa de caju atravessando uma das piores quedas dos últimos tempos, a indústria daquele país está planejando um exercício de branding para promover a amêndoa indiana.

Os dados do Conselho de Promoção de Exportação de Caju da Índia (CEPCI) mostram uma queda de 32 % nos embarques para o exterior nos últimos seis meses  em relação ao mesmo período do ano passado, correspondente a 30.805 toneladas. As receitas também caíram 32% para o período, apesar de um aumento marginal no valor unitário.

A amêndoa indiana perdeu o seu domínio nos EUA, até então seu maior mercado, para o Vietnã, que conseguiu aumentar sua participação vendendo a preços mais baixos. "O Vietnã agora responde por 76% das importações de amêndoa de caju feitas pelos EUA, onde a Índia era o principal fornecedor", afirma RK Bhoodes, presidente da CEPCI.

O Vietnã corta os custos empregando mecanização extensiva. “O Vietnã vende 20 centavos por libra menos que as indianas. Mas em termos de qualidade, as amêndoas indianas são superiores ”, defende Bhoodes. A indústria do caju está planejando promover a marca indiana de caju em nível premium para reviver a glória anterior do caju indiano no mercado americano. "Estamos olhando para uma conexão emocional em marketing com tags como "Se você comprar a amêndoa de caju indiana você apoiará 1 milhão de trabalhadores ", complementa.

A CEPCI colocará essa sugestão na cúpula global do caju na Índia, em fevereiro, juntamente com outras demandas, como apoio financeiro para a indústria, já que o aumento do custo de produção forçou o fechamento de muitas fábricas de processamento em Kerala e medidas para controlar a entrada de amêndoa de caju importada no mercado indiano que é atualmente o maior consumidor.(Fonte: ET Markets)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Agronegócio caju no Vietnã - parte 2

O Canal da Cajucultura disponibiliza nesta quarta-feira a segunda parte do vídeo sobre o agronegócio caju no Vietnã. Conheça os números de um dos principais processadores de castanha e exportadores de amêndoa de caju em nível global.


sábado, 22 de dezembro de 2018

Vietnã: U$ 3,7 bi em exportações de amêndoa em 2018

A indústria de processamento de castanha do Vietnã, segundo previsões da Associação de
Cajucultores do Vietnã (Vinacas), continuará a enfrentar dificuldades no processamento e comercialização de amêndoa de castanha de caju (ACC) no próximo ano. 

Quanto aos preços, ainda segundo a Vinacas, devem permanecer inalterados a partir de agora até março/abril de 2019. Este ano, os comerciantes e processadores de na Europa e nos EUA não importaram tanta castanha in natura dos países estrangeiros quanto nos anos anteriores. Isso criou uma situação difícil para os exportadores de amêndoa vietnamitas.

Novos mercados
A Vinacas tem recomendado que os produtores locais busquem novos mercados para exportação em 2019. Ao mesmo tempo, a indústria local precisa melhorar a competitividade e atender aos padrões de higiene e segurança alimentar para atender aos requisitos de de exportação.

A Associação informou também que o Vietnã exportou 342 mil toneladas de ACC nos primeiros 11 meses do ano, faturando US $ 3,1 bilhões. Esses números subiram 5,9% em volume, mas caíram 3,1% em relação ao ano anterior.

O preço médio de exportação da ACC vietnamita em novembro atingiu US $ 7.865 por tonelada, queda de 7,2% em relação a outubro. Este preço nos primeiros 11 meses caiu 8% para US $ 9.115 por tonelada comparado com o ano anterior.

Principais compradores
Os EUA, a Holanda e a China continuam sendo os três maiores mercados de exportação para a amêndoa vietnamita, respondendo por 37,5%, 12,3% e 11,6%, respectivamente.

A Vinacas acrescentou que a demanda e os preços da ACC exportada para a China caíram significativamente, demonstrando que a China provavelmente ainda tem estoque suficiente para o próximo Ano Novo Lunar.

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2018, o Vietnã deve faturar entre US $ 3,5 e 3,7 bilhões de dólares em exportações de amêndoa de castanha de caju este ano, de acordo com a Vinacas. (Fonte: Viet Nam News)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Castanha de caju: o Vietnã não está para brincadeira

O conglomerado financeiro  vietnamita T & T Group,  e o Conselho do Algodão e Caju da Costa do Marfim (CCA) assinaram na semana passada um acordo de cooperação estratégica para importar castanhas de caju in natura. O Grupo T & T planeja construir uma fábrica para o processamento de castanha na Costa do Marfim com uma capacidade de até 50.000 toneladas por ano.

O CCA está empenhado em garantir a disponibilidade de matéria prima para atender às necessidades do Grupo de T & T, de acordo com as condições do mercado, e monitorar a implementação dos compromissos entre o Grupo de T & T e seus parceiros domésticos.

O CCA ajudará o Grupo T & T a selecionar a localização da fábrica para garantir acesso conveniente a matérias-primas, logística e uma fonte de mão-de-obra para a fábrica.

A Costa do Marfim ocupa o segundo lugar em termos de produção bruta de castanha de caju em todo o mundo. Em agosto, o Grupo T & T também assinou um memorando de entendimento com a Guiné-Bissau para importar castanha de caju in natura com um volume anual de 150.000 a 200.000 toneladas por ano. O vice-diretor geral do Grupo de T & T, Nguyễn Thị Thanh Bình, e o Ministro do Comércio, Turismo e Artesanato da Guiné-Bissau também assinaram um plano de ação para 2019.

Fundada em 1993, a T & T Group JSC atua nos segmentos de imóveis, finanças, indústria, esporte e importação/exportação. Seus projetos imobiliários incluem unidades residenciais, centros comerciais, edifícios de escritórios, resorts, áreas de eco-turismo marinho, áreas urbanas e zonas industriais. Atualmente, a empresa possui ativos totais superiores a US $ 1,5 bilhão.

Os vietnamitas não estão para brincadeira quando o negócio é castanha de caju.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Agronegócio caju no Vietnã

A partir de hoje, e sempre às quartas-feiras, exibiremos neste Blog vídeos tratando do agronegócio caju, com foco em temas de interesse da cadeia produtiva como um todo. Com duração máxima de cinco minutos, afinal tempo é dinheiro, os vídeos aqui exibidos poderão também contar com a participação de pessoas que tenham contribuições ou informações relevantes a serem repassadas aos cajucultores brasileiros. Agradecemos as críticas acompanhadas com as devidas sugestões. Neste primeiro vídeo o foco é o agronegócio caju no Vietnã, um dos principais destaques mundiais na exportação de castanha de caju. Localizado no sudeste asiático, o país vem se destacando no processamento de castanha mas também tem as suas dificuldades.





segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Vietnã aposta em novas variedades para aumentar produção

Dependendo em grande parte da importação de castanha de outros países para "rodar" as suas indústrias de processamento, de modo a garantir matéria-prima suficiente para o desenvolvimento sustentável do setor, o Vietnã busca caminhos para reestruturar a sua área de produção e o processamento. 

Novas variedades
Na área de produção, os especialistas estão recomendando que as regiões produtoras de caju com árvores com mais de 20 anos substituam sejam substituídas por novas variedades mais produtivas e resistentes a pragas. O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nguyễn Xuân Cường, afirma que a reestruturação do setor do caju deve ser realizada de forma abrangente, tendo como meta elevar a produtividade em 50%. Além disso, o processo de produção deve ser desenvolvido seguindo padrões orgânicos.

Para aumentar a produtividade do caju, Nguyễn Thanh Phương, vice-diretor do Instituto de Ciências Agrícolas da Central Costeira do Sul de Vietnã (ASISOV), assegura que o país dispõe de variedades de cajueiro testadas e de alta produtividade. Algumas dessas variedades, após cinco anos de plantio, em áreas comerciais, produziram mais de 1,5 toneladas de castanha por hectare, segundo Phong.

Parceria com o Camboja
A Associação de Cajucultura do Vietnã (Vinacas), em parceria com o vizinho Camboja, iniciou um projeto para o plantio de uma área de 500.000 hectares de cajueiros a ser desenvolvida por uma empresa vietnamita. Quando em plena produção, esta área deverá fornecer um milhão de toneladas de castanha para empresas vietnamitas anualmente.

Capacidade de processamento
Além disso, o setor também se concentra no processamento intensivo e na agregação de valor, com a criação de uma marca internacional para fins de exportação. As empresas de processamento de castanha já estabeleceram uma cadeia de produção em associação com as autoridades locais e produtores de caju sob um modelo cooperativo. Isso vem proporcionando estabilidade a todas as partes para desenvolver os mercados interno e de exportação.

Segundo o Ministério da Agricultura do Vietnã, a capacidade de processamento da indústria local é de 1,8 milhão de toneladas de castanha por ano. A oferta interna de castanha para o processamento não é suficiente, o que leva os processadores a importarem castanha dos países africanos. No entanto, alguns países africanos começam a processar suas próprias castanhas, a fim de agregar valor à sua produção. Atualmente estima-se que a indústria do Vietnã importe 70% da castanha que processa. O país possui 480 usinas de processamento de castanha e 20% delas possuem cadeias de processamento intensivas.

Exportação
De acordo com o Ministério da Indústria e Comércio, até 15 de outubro deste ano, as exportações de amêndoa de caju alcançaram 286 mil toneladas, faturando US $ 2,7 bilhões, um aumento de 4,8% em volume, mas queda de 1,8% em relação ao ano anterior. O declínio no valor deveu-se em parte a uma queda de 5,8% nos preços médios de exportação nos primeiros nove meses, para US $ 8.611 por tonelada. Os principais compradores são os mercados dos EUA, China, Holanda, Alemanha e Canadá.

sábado, 27 de outubro de 2018

Panorama das exportações no Vietnã


Nos primeiros nove meses de 2018, o Vietnã exportou 271.669 toneladas de amêndoa de castanha de caju (ACC), faturando 2,54 bilhões de dólares, um aumento de 5,1% em volume, mas queda de 1% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.
Os Estados Unidos são os maiores consumidores da ACC do Vietnã, respondendo por mais de 38% do volume total exportado pelo país, alcançando 104.030 toneladas, equivalente a 973,54 milhões de dólares, alta de 12, 4% em volume e 4,6% no faturamento em relação ao mesmo período de 2017. No entanto, os preços de exportação para este mercado diminuíram 7%, em média.
A ACC exportada para os Países Baixos representou 11,5% do total das exportações de ACC do país e representou 12,2% do volume de negócios total, atingindo 31.295 toneladas.
As exportações para a China caíram 1,3% em volume e 7% no volume de negócios, para 30.198 toneladas.
O mercado do Reino Unido representou 4% do faturamento total e total das exportações de todo o país, alcançando 10.776 toneladas, o equivalente a 97,52 milhões de dólares, com queda de 12,6% em volume e 16,8% no faturamento para o mesmo período do ano passado.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

China: de importador de amêndoa a processador de castanha?

Especialistas no mercado internacional na área de processamento de castanha de caju projetam que dentro de pouco tempo a China, que já possui algumas unidades de processamento de castanha, diminuirá a aquisição de amêndoas de caju e se tornará um grande comprador de castanha in natura, podendo ultrapassar o próprio Vietnã. Ainda segundo os especialistas, isto é perfeitamente possível, considerando inclusive que é crescente o número de unidades de processamento de castanha em várias províncias da China. Vale ressaltar que a China é um dos três maiores importadores da amêndoa de caju vietnamita, com 12,9% do total, ao lado dos Estados Unidos (35%) e Holanda (15,6%). Uma vez no jogo, os chineses são imbatíveis. Até que ponto os preços da matéria prima em nível global serão afetados? Para os analistas, uma China processando castanha assustaria o Vietnã e poderia desmoronar o setor de caju na Índia, reduzindo os preços mundiais. Aliás, a China processando qualquer matéria prima sempre assustou o mundo em geral. O temor diminui quando se sabe da aliança da China com os governos africanos, especialmente em termos de infraestrutura e política regional. A conferir.
Em tempo: a produção de castanha na China é ainda insignificante e o cultivo do cajueiro está restrito a áreas costeiras de Ledong Lingshui, Dongfang e Sanya.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Vietnã: mais 300 mil toneladas de castanha


O Vietnã precisará importar mais de 300 mil toneladas de castanha  in natura até o final do ano para processar a demanda dos importadores. Cao Thục Uy, CEO da Cao Phát Co Ltd, uma das maiores processadoras e exportadoras de amêndoa de caju do país, disse que o país importou no ano passado 1,3 milhão de toneladas de castanha in natura.  Nos primeiros oito meses deste ano, foram importadas 825 mil toneladas, a maioria de países da África Ocidental. "Se o volume de exportação deste ano for igual ao do ano passado, precisaremos importar 300 mil toneladas", disse Uy.

O Vietnã exportou 353.000 toneladas de castanha de caju processada em 2017. Nos primeiros oito meses deste ano foram exportadas 242 mil toneladas. O país é líder global em processamento e tecnologia de processamento de amêndoa de caju e também o maior importador de castanha in natura, respondendo por um terço da produção global de ACC.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

10ª Conferência Internacional do Caju

10ª Conferência Internacional do Caju 
(Foto: Xuân Hương)
Uma das principais conclusões da 10ª Conferência Internacional do Caju, encerrada no Vietnã, em Hạ Long City, este final de semana, foi a de que “a estabilidade de preços é necessária para garantir o crescimento sustentado do mercado da amêndoa de castanha de caju (ACC) e os benefícios para as partes interessadas na cadeia produtiva como um todo”. 
Após um período de aumento constante, os preços globais da ACC caíram acentuadamente, causando dificuldades para as partes interessadas no setor. Segundo os participantes do encontro, os altos preços do ano passado fizeram com que os consumidores mudassem para outras nozes.
Wim Schipper, diretor de castanhas e ingredientes da Intersnack Procurement BV, uma subsidiária do Intersnack Group da Alemanha, disse que devido a subsequentes alta de preços, os torrefadores tiveram que aumentar seus preços duas vezes para vendas em 2017 e 2018, resultando em “destruição de demanda” e na redução nas vendas no varejo da castanha. Para ilustrar, a importação de ACC pela União Europeia que teve um crescimento constante de 2015 a 2017 e até mesmo nos primeiros cinco meses deste ano, reduziu significativamente a partir de junho. Para este ano, as vendas no varejo na UE devem cair 10%.