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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Castanha: preços de abril na África

Preços (em Franco CFA) pagos ao produtor pelo quilo da castanha de caju praticados em abril em alguns países da África Ocidental. Os valores entre parênteses estão convertidos para reais:

Burkina: 100-200 (R$ 0,67 - 1,34 )
Benin :  150-350 (R$ 1,00 - 2,34)
Costa do Marfim:  75-150 (R$ 0,50 - 1,00)
Gana:             225-285 (R$ 1,50 - 1,91)
Mali:        100-150 (R$ 0,67 - 1,00)
Nigéria:            235-275 (R$ 1,57 - 1,84)
Senegal:        250- 350  (R$ 1,67 - 2,34).

terça-feira, 30 de abril de 2019

Problemas na safra da Costa do Marfim

Entre produtores e compradores em greve, o governo da Costa do Marfim (área verde no mapa) está tentando salvar uma safra cujo andamento começa a se politizar. A safra de 2019 - da qual o país é hoje o maior produtor mundial (761.331 toneladas de castanhas em 2018) - está desacelerando nas regiões em crescimento do norte e centro do país.

O nó da questão: uma greve de compradores deflagrada logo no início da safra para denunciar o preço de compra dos produtos definidos pelo governo para 375 CFA por quilo (0,6 euros). Um preço considerado alto pelos compradores, comparado ao preço de compra internacional (um dólar por quilo) e uma pesada tributação.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Cajucultura pelo mundo

Índia 
A Índia aumentou suas importações de castanha de caju in natura da África Ocidental, que está oferecendo estoques da safra passada a preços mais baixos depois de uma fraca comercialização no segundo semestre do ano passado.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim quer transformar 50% de sua produção de castanha de caju até 2023. Numa meta mais ambiciosa, até 2025 espera que 100% de sua produção seja processada localmente, agregando valor à produção e, especialmente, gerando empregos.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Guiné Bissau fixa preço mínimo de castanha

O Governo da Guiné Bissau, país localizado no oeste africano (ver mapa),  fixou nesta terça-feira o preço mínimo de referência ao produtor de 500 francos CFA/quilo da castanha de caju (equivalente a R$ 3,33/kg).

A decisão vem no comunicado do Conselho de Ministros que anuncia também a abertura da Campanha de Comercialização de Caju -2019 para o próximo dia 30 de março (sábado). No comunicado também é estipulado a base tributária de U$ 1.222 por tonelada de castanha.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Castanha: produção e preços internacionais

Ouça os meus comentários sobre as recentes previsões de produção de castanha em nível global e a dança dos preços no Vietnã e na África. O negócio caju em poucas palavras você ouve no Cajucultura Podcast. Para ouvir é só clicar no play.


quarta-feira, 13 de março de 2019

Benim reduz preço da castanha

No Benim, o preço estipulado pelo Governo para a safra 2018/2019, iniciada na última sexta-feira, será de 400 FCFA (R$ 2,64) por quilo de castanha. O anúncio foi feito pelo governo depois de uma reunião do Conselho de Ministros na última quinta-feira, 7/3.

Esta tarifa que representa uma queda de 250 FCFA (R$ 1,65) em relação aos preços praticados na safra anterior. A principal razão, segundo o Governo daquele país, é a lentidão no escoamento dos estoques mundiais de matéria prima (castanha in natura). 

Estima-se que presentemente ainda existem cerca de 400.000 toneladas de estoques residuais de castanha in natura no mercado mundial. A preocupação do Benim aumenta quando soma-se esta quantidade à produção global de 2019, estimada em 3.765.000 toneladas. 

O Benim, país localizado na África ocidental (área verde no mapa), é atualmente o quarto maior fornecedor africano de castanha de caju, atrás da Costa do Marfim, Nigéria e Guiné-Bissau. Os cajueiros são cultivados em cerca de 285.000 hectares e ocupam 200.000 pessoas. O país produziu cerca de 140 mil toneladas de castanha em 2018 e planeja produzir 171 mil toneladas na corrente safra (Fonte:Agência Ecofin).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Costa do Marfim revisa preço de castanha

Diante de uma situação econômica global desfavorável, e enquanto o setor da cajucultura local ainda não não desenvolveu a capacidade de processamento de sua matéria prima, a cajucultura da Costa do Marfim (área verde no mapa) está enfrentando uma crise sem precedentes. Numa tentativa de contê-la, o governo daquele país decidiu, no último dia 6/2, reduzir o preço pago ao produtor pelo quilo da castanha em 25%.

A safra de castanha de caju de 2019, que oficialmente começa no dia 15 de fevereiro, mostra uma queda no preço pago ao produtor de 500 FCFA/ kg (R$ 3,21), em 2018, para 375 FCFA / kg (R$ 2,41), na atual safra, o que representa um decréscimo de 25%. O declínio dos preços para o produtor marfinense leva em conta a atual situação internacional, na qual a castanha vem sendo negociada no máximo a US$ 1 por quilo.

A safra passada foi recheada de muitas dificuldades para os produtores, que não conseguiram vender toda a produção, devido à falta de compradores, especialmente por conta da pesada tributação na Costa do Marfim, combinada com a queda acentuada dos preços mundiais. Ao mesmo tempo, o nível de produção na Costa do Marfim atingiu 761.331 toneladas em 2018, em comparação com 711.236 toneladas em 2017. Consequência imediata: uma queda no valor das exportações, que atingiu 404 bilhões de francos CFA em 2018, em comparação com 509 bilhões de CFA em 2017.

Dependência da exportação de castanha in natura

Além disso, a Costa do Marfim continua dependente das exportações de castanha in natura, com 642.648 toneladas exportadas, apesar do estabelecimento de 24 unidades industriais no país.

Segundo o governo marfinense, "o processamento local aumentou em 50%, com 66.000 toneladas. Mas ainda está longe dos objetivos do governo de atingir uma taxa de processamento de pelo menos 50% da produção ".

Durante safra anteriores, o governo introduziu incentivos para o processamento local, incluindo um subsídio de 400 CFA / kg para a indústria. Mas esses dispositivos não impedem que os processadores prefiram exportar para a Índia ou para o Vietnã, onde os custos de produção são mais baixos do que na Costa do Marfim.revisa preço de castanha

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Nigéria: exportações de castanha podem cair

As exportações de castanha de caju da Nigéria podem cair este ano, em virtude do atraso nos embarques por parte dos exportadores.

Para complicar, em virtude deste atraso, maior do que o previsto em contrato, os importadores vietnamitas estão exigindo um menor preço pela tonelada do produto. Os preços da castanha estão entre US $ 2.100 e US $ 2.400 por tonelada.

Assim, a esperança da Nigéria de superar os ganhos de US $ 402 milhões das exportações de castanha de caju este ano está ameaçada, agravado também pela queda dos preços internacionais da castanha.

A Nigéria produziu 220.000 toneladas de castanha de caju em 2018.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Tanzânia: reformas chaves para evitar crises na cajucultura

A Tanzânia é o sexto maior produtor mundial de castanha de caju. Nos últimos anos, esta commoditie assumiu relevância na economia do país, com as exportações saltando de US $ 187 milhões em março de 2016 para US $ 340,9 milhões em março de 2017, segundo números do Bank of Tanzania (BoT). Esses números são superiores aos ganhos combinados das exportações de café, algodão, chá, cravo e sisal do país.

Conforme observado no periódico tanzaniano The Citizen, enquanto a Tanzânia faturou US $ 270 milhões com as cinco culturas tradicionais de exportação, essa soma foi de US $ 70,9 milhões MENOR do que a obtida somente com as exportações de castanha de caju! 

Recentemente, contudo, a longa queda de braço entre produtores e atravessadores na definição do preço da castanha fez com que o governo tanzaniano entrasse firme na disputa com uma medida radical. O presidente da Tanzânia, John Magufuli, interveio, definindo o preço do castanha de caju em no mínimo 3,3 mil xelins por quilo (aproximadamente R$ 5,51). Quando ainda não havia compradores, o presidente orientou o governo a comprar toda a safra de cerca de 220.000 toneladas em dinheiro.

O governo também decidiu reformular as políticas existentes e os marcos regulatórios do sistema cooperativo, acreditando que eles falharam no agronegócio em geral e no marketing de culturas em particular.

sábado, 17 de novembro de 2018

Governo da Tanzânia compra toda a produção nacional de castanha

Áreas produtoras de castanha na Tanzânia
O Presidente da Tanzânia, John Magufuli, ordenou a compra de toda a produção de castanha da presente safra daquele país, depois que os comerciantes se recusaram a pagar aos agricultores o preço estabelecido pelo Governo. O chefe de Estado ordenou a compra da produção pelo exército da Tanzânia ao preço de 3.300 xelins tanzanianos (1,28 euros) por quilo, muito acima do preço que os comerciantes estavam dispostos a pagar.

Em outubro, Magufuli decretou a duplicação do preço da castanha, antes fixado em 1.500 xelins (0,58 euros) por quilo e que, segundo os agricultores, não cobria os custos de produção. Contudo, os comerciantes recusaram-se a ajustar esse preço, o que motivou a decisão do chefe de Estado.

Atualmente a castanha de caju representa uma das principais culturas de exportação da Tanzânia. O governo tanzaniano prevê uma produção nacional de 210.000 a 220.000 toneladas da castanha para o ano de 2018.

"Nós vamos comprar toda a produção, vamos procurar compradores e vamos consumir o que não puder ser vendido", assegurou o Presidente Magufuli, em comunicado. A decisão do Presidente do país foi criticada por empresários e pela oposição, que o acusam de ir contra a política oficial do Governo de liberalizar o comércio.


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Evolução dos preços da castanha no mercado internacional

Imagem: The Economic Times
Relatório da Samsons Traders liberado ontem mostra que os preços da castanha de caju nos principais mercados internacionais caíram significativamente desde o início deste ano - queda de cerca de 30% no Vietnã, variando na faixa de US$ 4.75-5.00 FOB em jan/fev de 2018 para US$ 3.20-3.40 FOB em set/2018. No extremo inferior da faixa, os preços da África e da Índia foram cerca de 5% e 10% maiores.

Segundo o Relatório, um fator significativo do declínio neste ano foi a ampliação do diferencial de ofertas de diferentes processadores em um dado momento. Tradicionalmente, o diferencial de preços entre os processadores do Vietnã era de no máximo 10 centavos - agora é de até 20 centavos. Entre o Vietnã e a Índia/África, o diferencial costumava ser de 2 a 3% - agora está próximo de 10%. A razão para a usual diferença de preço foram os menores custos de processamento, a diferença de qualidade e o pequeno mercado interno no Vietnã. 

Para a Samsons Traders, o declínio dos preços parece ter parado - em outubro de 2018 a W320 subiu alguns centavos. Pequenos processadores do Vietnã que venderam a W320 a valores tão baixos quanto 3.20-3.30 FOB estão agora pedindo 3.35-3.40 FOB. Os melhores processadores podem vender a 3,50-3,60 FOB. A W320 indiana está sendo negociada na faixa de 3,75-3,95 FOB. Existe um interesse razoável de compra dos EUA e União Europeia para remessas até março/abril de 2019.

Os preços para a castanha in natura oriundas da África Ocidental estão estáveis no Vietnã e na Índia e situam-se na faixa de US$ 1300-1600. Os estoques de castanha dos comerciantes da África Ocidental no Vietnã e na Índia estão com uma saída mais rápida do que nos meses anteriores e provavelmente serão consumidos até dezembro.

Com uma castanha de boa qualidade, embora com disponibilidade limitada, a Indonésia está comercializando a US$ 1700. Na Tanzânia, a safra parece ser boa (perto de 300.000 toneladas). A cooperativa de produtores está resistindo aos preços mais baixos. Até agora apenas uma quantidade muito pequena foi negociada porque os traders e processadores de castanha estão relutantes em pagar os altos preços que a cooperativa está cobrando (equivalente a aproximadamente US$ 1800). O sentimento geral é de que os preços vão arrefecer um pouco durante os meses de nov/dez, mas não muito.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Castanha-de-caju, leite e carnaúba terão custos de produção atualizados


A partir de hoje até esta quinta-feira (25), representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estarão reunidos com agentes locais ligados às cadeias produtivas no estado do Ceará com o intuito de atualizar os pacotes tecnológicos dos custos de produção do leite, da castanha-de-caju e do pó e cera de carnaúba. O objetivo dos encontros é definir parâmetros de preços com base nas atividades e insumos mais utilizados na produção de cada cultura. A pesquisa abrange dados como mão de obra, implementos agrícolas, fertilizantes, mudas, entre outros.

No primeiro dia serão visitados os produtores de leite do município de Morada Nova, em seguida os produtores de castanha-de-caju de Pacajus. Já no dia 25 de outubro, a reunião será feita com os produtores de pó e cera de carnaúba do município de Granja.
A atualização dos pacotes tecnológicos dos custos de produção visa atender ao Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF) e à Política de Garantias de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Esses programas auxiliam os produtores na comercialização ao garantir um bônus que cobre a diferença entre o preço mínimo e o valor praticado na venda do seu produto (Fonte: Conab).

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Preços da castanha no mercado internacional


Para quem deseja ter uma ideia dos preços da castanha e amêndoa nos principais mercados (Índia e Vietnã), divulgamos tabela da Agritradex (Índia) atualizada na data de hoje. Vale lembrar que os preços da castanha in natura são válidos para os portos da Índia e Vietnã.

                                      

terça-feira, 9 de outubro de 2018

10ª Conferência Internacional do Caju

10ª Conferência Internacional do Caju 
(Foto: Xuân Hương)
Uma das principais conclusões da 10ª Conferência Internacional do Caju, encerrada no Vietnã, em Hạ Long City, este final de semana, foi a de que “a estabilidade de preços é necessária para garantir o crescimento sustentado do mercado da amêndoa de castanha de caju (ACC) e os benefícios para as partes interessadas na cadeia produtiva como um todo”. 
Após um período de aumento constante, os preços globais da ACC caíram acentuadamente, causando dificuldades para as partes interessadas no setor. Segundo os participantes do encontro, os altos preços do ano passado fizeram com que os consumidores mudassem para outras nozes.
Wim Schipper, diretor de castanhas e ingredientes da Intersnack Procurement BV, uma subsidiária do Intersnack Group da Alemanha, disse que devido a subsequentes alta de preços, os torrefadores tiveram que aumentar seus preços duas vezes para vendas em 2017 e 2018, resultando em “destruição de demanda” e na redução nas vendas no varejo da castanha. Para ilustrar, a importação de ACC pela União Europeia que teve um crescimento constante de 2015 a 2017 e até mesmo nos primeiros cinco meses deste ano, reduziu significativamente a partir de junho. Para este ano, as vendas no varejo na UE devem cair 10%.