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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Cajucultura: já passou da hora de acordar


Em 2019 a produção brasileira de castanha de caju foi de cerca de 139 mil toneladas, praticamente igual à safra de 2018. Se compararmos com as produções obtidas em outros países localizados na África e na Ásia, com menores área que a nossa, concluiremos que temos ainda muito espaço para avançar a fim de que o país alcance todo o seu potencial na cajucultura.

Fundamental, para isso, a implementação de políticas públicas que contemplem novos investimentos no setor, facilitem o acesso dos cajucultores às novas tecnologias, fortalecendo o sistema de assistência técnica e extensão rural, aportem mais recursos para a pesquisa e desenvolvimento direcionada à toda cadeia de valor e priorizem linhas de crédito específicas que fomentem a mecanização das atividades agrícolas, especialmente as relacionadas a colheita da castanha.

A organização dos cajucultores é outro ponto chave neste processo. É imperioso que os produtores se organizem sob as mais diversas formas para se fortalecerem e tornarem-se competitivos. Daí pra frente é um pequeno passo para se transformarem em empreendedores.

É um sonho? Pode ser. Mas enquanto isto não acontecer, a cajucultura brasileira continuará marcando passo em torno de baixas produtividades, perda de competitividade, baixos preços e não remuneração da atividade. Já passou da hora de acordar.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Cajucultura: menos discursos e mais ações


No início de um novo ano é comum traçarmos planos, expressarmos sentimentos, desejos, etc. O que desejamos para a cajucultura brasileira? Como otimistas que somos, esperamos que os formuladores de políticas públicas tenham uma olhar mais atento para esta importante cadeia produtiva. Saiam do habitual discurso e partam para ações concretas.

De nossa parte, estaremos sempre dispostos à contribuir com ideias, sugestões e, na medida de nossas possibilidades, com iniciativas práticas para o desenvolvimento do setor. Um exemplo é a campanha para o aumento do consumo dos produtos do caju, em parceria com o Instituto Caju Brasil e Museu do Caju, iniciada na última semana de dezembro e que terá sequência durante o ano de 2020, divulgando, sempre aos sábados, uma peça promocional incentivando o consumo do caju e seus derivados. Afinal, não adianta produzir se não tem quem consuma. É um trabalho de formiguinha? Sim, mas o importante é que estamos fazendo a nossa parte. E se todos fizerem a sua...

Um ano novo de boas ações e colheitas para todos nós!

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Dia do caju: há o que comemorar?


Datas nacionais comemorativas à espécies de frutas são comuns em países que têm uma forte economia agrícola. É o caso dos Estados Unidos, por exemplo, que tem dias nacionais para diferentes espécies agrícolas. O National Corn Day (Dia Nacional do Milho) é um exemplo. Aliás, pouca gente sabe, mas os Estados Unidos, que não produz caju, tem também o seu National Cashew Day (Dia Nacional do Caju), celebrado no dia 23 de novembro. No Brasil, do nosso conhecimento, apenas o Ceará tem esta data  alusiva ao caju no seu calendário (Lei Estadual 15.042/2011), celebrada na data de hoje.

Há o que celebrar? Sem querer ser pessimista, muito pouco. Os números de nossa cajucultura vêm despencando ladeira abaixo e a cadeia produtiva, como um todo, padece de uma desorganização crônica que contribui sobremaneira para que isto aconteça. Inexistem políticas públicas para o setor e as raras iniciativas neste sentido são espasmódicas e sem resultados concretos. Quando muito, dão origem a volumosos documentos que adormecem sobre as mesas de quem os produziu.

Enquanto isso, a África ocidental continua 'nadando de braçada' nesse mar revolto e deverá liderar pelos próximos cinco anos a oferta de castanha de caju no mercado mundial. Qual o segredo? Não tem segredo. Apenas vontade política e organização do setor.

Um feliz Dia do Caju!

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Caju, um alimento sagrado



Reproduzo abaixo trecho de um trabalho dos craques da literatura de cordel Antônio Klevisson Viana e Rouxinol do Rinaré, em trabalho publicado pela Maguary, no início dos anos 2000: 

"O caju é para nós
Um alimento sagrado
Quando Deus fez o caju
Se encontrava iluminado
Pois dele nada se perde
Tudo é bem aproveitado"

Os poetas sabem das coisas. Pena que o caju permaneça invisível para os formuladores de políticas públicas da região Nordeste.(imagem: VectorStock)