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terça-feira, 25 de junho de 2019

Uma vantagem desperdiçada

Em 2018, a África Ocidental foi a principal área de cultivo do cajueiro em todo o mundo, com uma produção de 1.795.000 toneladas de castanha de caju in natura ou 49% da oferta mundial. A Ásia é a segunda principal área produtora, com a Índia (675.000 t) e o Vietnã (450.000 t) liderando a produção. 

A África Oriental, o Brasil e a Indonésia possuem as menores produções, mas têm uma vantagem competitiva devido ao seu calendário de colheita, que vai de outubro a dezembro, enquanto as colheitas do hemisfério norte ocorrem entre janeiro e junho.

Infelizmente, dentre outros fatores, falta-nos produção para aproveitar essa vantagem.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Moçambique: 200 mil t de castanha de caju

O Sub-setor do caju moçambicano, que emprega cerca de 20 mil pessoas, pretende produzir no próximo quinquênio até 200 mil toneladas da castanha do caju, quantidade produzida na década 70. O diretor nacional do Incaju, Ilídio Bande, afirma que com os fundos disponibilizados pela USAID a quatro indústrias em Nampula, bem como a linha de financiamento na ordem de 60 milhões de meticais para produtores, vai fomentar a produção comercial da castanha.

A produção comercializada da castanha de caju em Moçambique (mapa) aumentou de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para 142 mil toneladas na safra 2018/2019. A produção de mudas de cajueiros e respectiva distribuição aos produtores na última década, são apontadas como principais fatores de incremento de produção da castanha.

"Anualmente temos novos plantios que entram em produção, temos um trabalho muito grande na questão do manejo integrado do caju. Estamos pulverizando por ano cerca de 5.5 milhões de cajueiros", explicou Ilídio Bande.

Nos anos de 2014 e 2015 o país tinha apenas 10 fábricas de processamento da castanha em funcionamento. Neste momento estão funcionando 17 unidades fabris com a capacidade instalada para processar 105 mil toneladas. Em 2018 pelo menos 60 mil toneladas foram processadas em todo o país.


quarta-feira, 6 de março de 2019

Superprodução de castanha?


Na opinião do Diretor Geral do Conselho do Algodão e do Caju da Costa do Marfim, Adama Coulibaly, existe um risco real de superprodução de castanha in natura num futuro próximo.

Segundo Coulibaly, tal risco deve motivar a realização de campanhas agressivas para promover o consumo não apenas da amêndoa mas dos demais produtos derivados do caju nos países produtores e conquistar novos mercados, garantindo desse modo a sustentabilidade desta atividade.

Ele defende ainda a luta contra a manipulação do mercado através da desinformação e da disseminação de rumores nas redes sociais, acrescentando que "a vida de milhões de pessoas depende de nossas ações, nossas reações ou nossa inação".

As ideias de Coulibaly não diferem muito do que temos defendido neste Blog, especialmente no tocante à promoção do consumo no mercado interno, a busca por novos mercados e a necessidade de
uma política de estado para a cajucultura nacional.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Costa do Marfim: cresce processamento de castanha

Alguns números da Costa do Marfim (área verde no mapa), referentes à safra de castanha de caju de 2018:

Produção: 761.000 toneladas de castanha de caju in natura;
Exportações: 650.150 toneladas (Índia: 204.509 toneladas / Vietnã: 430.577 toneladas);
Processamento local: 69.000 toneladas;
Armazenado pelo Conselho do Algodão e do Caju: 10.000 toneladas.

Apesar dos números, o ano de 2018 não foi um ano fácil em termos globais para os exportadores de castanha in natura. Vários contratos não foram respeitados, produtos abandonados no mar ou em portos de chegada, exigência de redução de preços a partir do montante dos contratos assinados, para citar alguns. Para lidar com estas dificuldades recorrentes, a Índia e a Costa do Marfim estabeleceram uma Comissão conjunta para gerir todos os casos de litígios comerciais.

A Costa do Marfim processou 69.000 toneladas de castanhas in natura em 2018. Embora este volume seja muito baixo, representa uma crescimento de 53% em relação a 2017. A Costa do Marfim é agora o quarto maior processador mundial de castanha de caju, atrás da Índia, Vietnã e Brasil. Este progresso é o resultado de um forte apoio do Governo visando o desenvolvimento de uma sólida indústria local de processamento de castanha.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Safra de castanha 2019

Veja no vídeo abaixo os meus comentários sobre as primeiras estimativas feitas pelo IBGE sobre a safra de castanha de caju de 2019 para os principais estados produtores no Brasil. Siga o Canal da Cajucultura no YouTube, deixe os seus comentários e sugestões sobre temas para os próximos vídeos.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Safra 2019: cajueiro anão larga na frente

Não percam na próxima quarta-feira, 20, no Canal da Cajucultura, no YouTube, minha análise sobre o primeiro levantamento feito pelo IBGE para o ano de 2019, referente à produção brasileira de castanha de caju. Em apenas quatro minutos fique por dentro das primeiras estimativas, por estado, para o corrente ano. 

Inscreva-se no Canal da Cajucultura e tenha acesso às últimas novidades do mundo da cajucultura.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A vitória do anão sobre o gigante

Ouça no player abaixo os meus comentários sobre o primeiro Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE para o Estado do Ceará em 2019, com foco nas produções de castanha estimadas para o cajueiro anão e o cajueiro gigante.

Na próxima quarta-feira, 20/2, apresentaremos uma análise sobre os números deste primeiro levantamento, englobando as estimativas referentes aos seis estados maiores produtores de castanha de caju no Brasil.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Piauí: previsão de 24,3 mil t de castanha

Segundo o primeiro Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - LSPA feito pelo IBGE para o Piauí, em 2019 o estado deverá produzir 24,3 mil toneladas de castanha de caju, com uma queda de 3,40% em relação a 2018. No tocante à área colhida haverá uma redução da ordem de 9,36%.

Ainda segundo o IBGE, a produção de castanha de caju no Piauí tem caído sobremaneira em razão da redução sistemática da área plantada, provocada principalmente pelo envelhecimento dos pomares, com a reposição insuficiente de mudas. Em termos de perfil do produtor do caju, percebe-se que eles são de porte médio (100 a 200 hectares) e pequeno (agricultura familiar), com um rendimento médio em torno de 350kg/ha. Com relação aos grandes projetos de produção de caju, estes estão sendo desativados em razão do baixo retorno do investimento, causado principalmente pelo fenômeno climático da seca.

Analisando-se o período de 2008 a 2017, a produção de castanha de caju apresentou uma redução de 57,42% na área colhida e uma redução de 69,58% na quantidade colhida do produto.

Amanhã, no Podcast da Cajucultura, faremos uma análise dos números apresentados pelo IBGE referentes à previsão para o Ceará, tanto para o cajueiro comum como para o anão precoce.