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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Tanzânia expande cajucultura


A Tanzânia implementa plano para não apenas intensificar a produção de castanha por unidade de área, mas também expandir a produção para outras partes do país, para que a colheita também possa contribuir para a renda individual, a renda familiar e aumentar as receitas dos conselhos distritais.

Através do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia -TARI, do distrito de Naliendele, muitas tecnologias foram desenvolvidas para aumentar a produção e a produtividade de caju na Tanzânia. Mais de 54 variedades de cajueiro com alto rendimento foram liberadas para agricultores e cultivados em muitas regiões da Tanzânia. Segundo o TARI, esse é um bom indicador para mudar a produção de caju de 315.000 toneladas para mais de 1.000.000 toneladas de castanha até 2025.

O cajueiro era tradicionalmente cultivado na parte sudeste da Tanzânia, mas até o momento, mais de 20 regiões têm potencial para o cultivo de caju. Os materiais de plantio usados ​​até hoje são os do Instituto de Pesquisa Agrícola da Tanzânia (TARI), que são de alto rendimento, bom tamanho de castanha e resistentes a pragas e doenças.

A castanha de caju é um importante produto de exportação em termos de receita cambial, sendo a principal fonte de renda para mais de 500.000 famílias no sudeste da Tanzânia (The Guardiam).

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Tanzânia prevê queda de 22% na produção de castanha



A Tanzânia reduziu a sua previsão de produção de castanha de caju para este ano em 22% depois que fortes chuvas atingiram o país do leste africano e destruíram parte da colheita.

"Devido à forte estação de chuvas que começou no início de setembro, especialmente na região costeira, a quantidade cairá para cerca de 225.000 toneladas", disse o ministro da Agricultura, Japhet Hasunga, em entrevista. A colheita de caju de 2019-20 foi projetada para atingir 290.000 toneladas, à medida que os produtores começaram a cultivar em mais províncias.

A produção de castanha de caju, que permanece no mesmo nível de 2018, será um revés para os planos da Tanzânia de aumentar a produção para 1 milhão de toneladas nos próximos quatro anos e potencialmente se tornar o maior exportador de castanha africano. A produção global de castanha de caju foi de 3,3 milhões de toneladas em 2017-18, das quais mais da metade foi produzida por países africanos, incluindo a Costa do Marfim e Guiné-Bissau. Os outros principais produtores são Índia e Vietnã, na Ásia.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Tanzânia prevê elevar produção de castanha em 33,5%


A Tanzânia espera aumentar a produção de castanha de caju em 33,5% até setembro de 2020. A produção referente a safra 2018/2019 foi de 225.000 toneladas. "Esperamos obter uma colheita maior na próxima safra, com a produção de castanha de caju provavelmente alcançando mais de 300.000 toneladas", disse o ministro Japhet Hasunga à Reuters.

Essa previsão de aumento da produção é atribuída às boas condições climáticas, à ampla disponibilidade de insumos agrícolas e ao aumento da área de plantio.




segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Castanha de caju: África continuará liderando produção


De 7 a 9/11 último, aconteceu na Tanzânia a 13ª Conferência Anual da ACA (African Cashew Alliance), tendo como tema central “Promover sinergias que influenciam a dinâmica do mercado”.
Algumas das conclusões do evento que reuniu os maiores experts mundiais no mercado da castanha de caju:

1. A demanda global por castanha de caju continuará crescendo a uma taxa anual de 5% e a oferta de matéria prima continuará a ser liderada pela África ocidental durante os próximos cinco anos.

2. Em mercados em desenvolvimento (China, por exemplo), o aumento do consumo será impulsionado pelo crescimento da classe média. Nos mercados já consolidados, o aumento será influenciado por tendências da população em adotar dietas saudáveis.

3. Razões do crescimento da produção de castanha na África ocidental: alta rentabilidade da atividade, estimulando novos plantios; a baixa incidência de pragas e doenças e a melhoria da assistência técnica, contribuindo para elevadas produtividades.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Tanzânia busca compradores para a castanha

O governo da Tanzânia planeja vender cerca de 150 mil toneladas de castanha de caju excedente a compradores privados, já que as fábricas locais não conseguirão processar todas a produção adquirida pelo governo dos agricultores.

No mês passado, o presidente John Magufuli ordenou um aumento de 94% nos preços da castanha de caju para pelo menos 3.000 xelins (US $ 1,31) por quilo, para proteger os produtores dos baixos preços e ordenou ao governo adquirir toda a safra, depois que compradores privados se recusaram a pagar o preço estipulado.

O governo já pagou 206 bilhões de xelins (US $ 90 milhões) para 100.534 agricultores e, desde 24 de dezembro, adquiriu 188.799 toneladas de castanhas.

A Tanzânia normalmente exporta um percentual expressivoda safra de castanha de caju da África Oriental, segundo a Fundação Internacional de Castanhas e Frutos Secos e a sua receita de exportação dobrou para US $ 540 milhões no ano passado, segundo dados oficiais.(Fonte: Reuters/Nasdaq)


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Tanzânia: reformas chaves para evitar crises na cajucultura

A Tanzânia é o sexto maior produtor mundial de castanha de caju. Nos últimos anos, esta commoditie assumiu relevância na economia do país, com as exportações saltando de US $ 187 milhões em março de 2016 para US $ 340,9 milhões em março de 2017, segundo números do Bank of Tanzania (BoT). Esses números são superiores aos ganhos combinados das exportações de café, algodão, chá, cravo e sisal do país.

Conforme observado no periódico tanzaniano The Citizen, enquanto a Tanzânia faturou US $ 270 milhões com as cinco culturas tradicionais de exportação, essa soma foi de US $ 70,9 milhões MENOR do que a obtida somente com as exportações de castanha de caju! 

Recentemente, contudo, a longa queda de braço entre produtores e atravessadores na definição do preço da castanha fez com que o governo tanzaniano entrasse firme na disputa com uma medida radical. O presidente da Tanzânia, John Magufuli, interveio, definindo o preço do castanha de caju em no mínimo 3,3 mil xelins por quilo (aproximadamente R$ 5,51). Quando ainda não havia compradores, o presidente orientou o governo a comprar toda a safra de cerca de 220.000 toneladas em dinheiro.

O governo também decidiu reformular as políticas existentes e os marcos regulatórios do sistema cooperativo, acreditando que eles falharam no agronegócio em geral e no marketing de culturas em particular.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Tanzânia quer processar toda a produção de castanha do país

Além de comprar diretamente do produtor cerca de 220 mil toneladas de castanha de caju (produção estimada para a safra 2017/18), o governo da Tanzânia está considerando seriamente a importação de maquinário para processar localmente toda essa produção.

Os importadores de matéria prima africana começam a ficar preocupados com a tendência cada maior dos países africanos processarem localmente a sua produção. Vietnã e Índia já buscam outras alternativas, em médio prazo,  para suprirem suas indústrias.

sábado, 17 de novembro de 2018

Governo da Tanzânia compra toda a produção nacional de castanha

Áreas produtoras de castanha na Tanzânia
O Presidente da Tanzânia, John Magufuli, ordenou a compra de toda a produção de castanha da presente safra daquele país, depois que os comerciantes se recusaram a pagar aos agricultores o preço estabelecido pelo Governo. O chefe de Estado ordenou a compra da produção pelo exército da Tanzânia ao preço de 3.300 xelins tanzanianos (1,28 euros) por quilo, muito acima do preço que os comerciantes estavam dispostos a pagar.

Em outubro, Magufuli decretou a duplicação do preço da castanha, antes fixado em 1.500 xelins (0,58 euros) por quilo e que, segundo os agricultores, não cobria os custos de produção. Contudo, os comerciantes recusaram-se a ajustar esse preço, o que motivou a decisão do chefe de Estado.

Atualmente a castanha de caju representa uma das principais culturas de exportação da Tanzânia. O governo tanzaniano prevê uma produção nacional de 210.000 a 220.000 toneladas da castanha para o ano de 2018.

"Nós vamos comprar toda a produção, vamos procurar compradores e vamos consumir o que não puder ser vendido", assegurou o Presidente Magufuli, em comunicado. A decisão do Presidente do país foi criticada por empresários e pela oposição, que o acusam de ir contra a política oficial do Governo de liberalizar o comércio.