domingo, 29 de março de 2020

Princípios Básicos para Fazer Negócios com o Caju


Como sempre ocorre aos domingos, o Blog da Cajucultura disponibiliza aos seus seguidores uma publicação técnica sobre o caju. A publicação deste domingo de quarentena mundial apresenta os "Princípios Básicos para Fazer Negócios com o Caju". Apesar de editada em 2011, muitos dos conceitos são bastante atuais e universais.

Este livro resultou do Projeto de Melhoria da Cadeia de Valor do Caju na Bacia Hidrográfica da Gâmbia (África), uma iniciativa sub-regional financiada através de uma doação do programa Alimentos para o Progresso do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Desenvolvido na Gâmbia, no Senegal e na Guiné-Bissau, o projeto foi concebido para fortalecer a cadeia de valor do caju e aumentar a renda das populações rurais nas áreas que alvos do programa e implantado pela ONG americana Ajuda Internacional e Desenvolvimento (AID).

Clique aqui para acessar a publicação. Um excelente domingo (dentro de casa)!

sábado, 28 de março de 2020

Aprenda a fazer manteiga de castanha vegana

Em tempos de quarentena, por que não aproveitar e aprender novas receitas à base de caju? Como faz todos os sábados, o Blog da Cajucultura apresenta uma nova alternativa de agregação de valor ao caju e derivados. No vídeo de hoje, do Canal Blog Paveg, você vai aprender a fazer uma deliciosa manteiga vegana. Feita totalmente no liquidificador, e com pouquíssimos ingredientes, apresenta sabor e textura idênticos à manteiga tradicional.

Curtam a quarentena assistindo (e aprendendo) com mais este vídeo com receitas do Blog da Cajucultura. Aproveitem o sábado, de preferência dentro de casa!


sexta-feira, 27 de março de 2020

Covid-19 impacta preços da castanha na Índia


A Associação dos Processadores de amêndoa de Caju de Karnataka (KCMA), região de maior produção de castanha de caju na Índia, aconselhou os produtores de castanha a não entrarem em pânico devido ao surto de coronavírus no país e garantiu a eles que a produção será adquirida a preços justos assim que o impacto do vírus diminuir.

Subraya Pai, presidente da KCMA, disse que a indústria está ciente de que nesta época do ano  ocorre o pico da colheita de castanha de caju em Karnataka e nos estados vizinhos. O governo de Karnataka aconselhou as fábricas a funcionarem com 50% da capacidade ou permanecerem fechadas. Como a maioria das unidades de processamento está localizada nos distritos declarados para bloqueio, eles não conseguem realizar suas operações comerciais regulares, como a aquisição e secagem de castanha in natura.

Afirmando que os preços dos produtos caíram agora por causa do Covid-19, o presidente da KCMA afirmou que "Em vez de tentar vender nessa situação de angústia, aconselhamos os agricultores a não entrar em pânico e mantê-los por mais tempo". Referindo-se aos tempos extremamente difíceis nos negócios devido ao surto de Covid-19, disse que a maioria das operações de vendas e exportações foram interrompidas. São momentos cruciais em que a indústria precisa equilibrar sua atenção em relação aos consumidores, produtores e também à segurança dos funcionários.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Caju: desperdício não é só no Brasil


A maioria dos cajucultores da Tanzânia exploram o cajueiro tendo como objetivo principal a venda da castanha in natura, não tendo a mínima ideia das perdas provocadas pela não agregação de valor ao pedúnculo. Ano após ano, os produtores acabam vendendo a castanha não processada, por meio de leilões estabelecidos pelo governo através de autoridades locais. O conhecimento deles sobre o potencial que o cajueiro oferece ainda é muito limitado. Muitos não sabem do valor nutritivo do pedúnculo e das inúmeras possibilidade de sua utilização. Desse modo, milhares de toneladas de pedúnculo são deixadas para apodrecer em suas fazendas todos os anos.

Essa situação forçou o Instituto de Pesquisa Agrícola Naliendele (Nari), órgão governamental de pesquisa da Tanzânia, a embarcar em vários estudos e pesquisas para transformar resíduos em riqueza. O fato do pedúnculo ser responsável por 90% do peso total da castanha de caju como um todo, deixa claro a magnitude da perda.

Regina Msoka, pesquisadora do Nari, afirma que em cada quilo de castanha, o agricultor deixa em sua fazenda cerca de nove quilos de pedúnculos que poderiam ser usados para produzir nove litros de suco. Msoka diz que pesquisas mostraram que existem várias tecnologias simples que podem ser usadas por um agricultor ou indivíduos para produzir o suco de caju. “A maioria (produtores) joga fora o caju por causa de seu sabor ácido. Mas é possível removê-lo para obter suco de alta qualidade. Nove quilogramas de frutos de caju, nos dão 6,3 litros de suco".

Embora o Brasil, em relação à Tanzânia, já tenha avançado bastante no aproveitamento do pedúnculo, o fato é que ainda temos muito chão pela frente. Campanhas para o aumento do consumo do caju e seus derivados tornam-se cada vez mais necessárias, a fim de manter a sustentabilidade deste importante setor para o agronegócio brasileiro.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Amêndoas de caju minimamente processadas


A amêndoa de castanha de caju (ACC) é um alimento básico para muitas dietas veganas. O que a maioria dos veganos talvez não saiba é que a ACC tem uma película (pele) que a reveste, semelhante ao amendoim. A Karma Nuts, empresa sediada na Califórnia (EUA) justifica a razão pelas quais mantém a película em suas amêndoas.

Segundo a Karma Nuts, a manutenção da película na amêndoa apresenta os seguintes benefícios:
- Proporciona 2 vezes mais fibras em relação à ACC sem película;
- Teor de antioxidantes comparáveis ​​aos mirtilos
- Quantidades significativas de catequinas e epicatequinas (os polifenóis encontrados no chá verde).
No processo, a Karma Nuts separa cuidadosamente a amêndoa da casca mantendo a película. Para o fundador da Karma Nuts, Ganesh Nair "a ACC por si só possui um ótimo sabor" e acrescenta: "mantendo a pele, elas têm ainda mais crocância, sabor e são mais nutritivas".

Após décadas de proliferação de lanches açucarados e junk foods (lanches com altos teores de gorduras, sódio e açúcar), Nair viu uma oportunidade de desenvolver uma alternativa às amêndoas de castanha de caju torradas com óleo que normalmente eram vistas nas prateleiras dos supermercados nos Estados Unidos. Em 2014 a Karma Nuts introduziu uma linha de ACC minimamente processadas, incluindo a ACC Wrapped®, desenvolvida pela família Nair, aproveitando seus 85 anos de experiência no mercado de ACC.

Em 2016, a ACC Wrapped (ACC embalada) foi reconhecida como o "melhor lanche" na maior feira de produtos naturais do mundo, a Expo West. Desde então, a Karma Nuts desenvolveu muitos sabores de ACC Wrapped e torradas (ACC despeliculada), usando ingredientes totalmente naturais, não GMO, vegano e Kosher..



terça-feira, 24 de março de 2020

Perspectivas promissoras para o "leite" de castanha de caju


Um relatório de mercado publicado pela Transparency Market Research sobre o mercado de leite de amêndoa de castanha de caju (ACC) inclui a análise da indústria global e a avaliação de oportunidades para 2019-2029. Estima-se que a receita gerada no mercado global para este produto em 2019 foi de cerca de US $ 91 milhões, com um crescimento anual de 7%, podendo atingir em 2029 um faturamento de US $ 193 milhões.

O "leite" de ACC é uma bebida não láctea fabricada a partir de castanha de caju e água. Possui uma consistência cremosa e rica em vitaminas, minerais, gorduras saudáveis ​​e outros compostos vegetais benéficos, podendo substituir o leite de vaca na maioria das receitas. Também ajuda a aumentar a imunidade e melhora a saúde do coração, olhos e pele.

De acordo com um relatório da The Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), há uma demanda crescente por produtos de origem animal sem nenhum traço de antibióticos ou hormônios. O crescente uso de antibióticos e hormônios pode afetar adversamente a saúde humana e animal. Assim, várias empresas líderes em alimentos estão implementando políticas para erradicar ou diminuir o uso em suas cadeias de suprimentos. Por exemplo, marcas populares como Starbucks, Panera Bread, Chipotle e McDonald's estão mudando para alternativas baseadas em plantas.

Os consumidores estão adotando um estilo de vida mais saudável e inclinando-se para dietas veganas ou vegetarianas. As pessoas mencionam uma ou mais das três principais razões para se tornar vegana ou vegetariana - saúde pessoal, bem-estar animal e preocupações ambientais. Isso é acompanhado por uma variedade interminável de novas empresas, canais do YouTube, eventos populares e documentários, todos de uma maneira ou de outra promovendo os benefícios para a saúde de alternativas baseadas em plantas.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Demanda internacional de amêndoa de castanha de caju


O mercado internacional de amêndoa de castanha de caju (ACC), com o avanço do Covid-19 tem apresentado uma certa instabilidade. Na Europa e, em menor grau, nos EUA, o coronavírus tem levado muitos consumidores a comprarem massivamente produtos alimentares, incluindo a ACC. Com isto, os estoques de ACC estão diminuindo rapidamente entre distribuidores, torrefadores e importadores.

Ao mesmo tempo, o comércio transfronteiriço terrestre entre a China e Vietnã começa, aos poucos, a ser restabelecido, e a demanda chinesa está aumentando. Finalmente, alguns importadores ocidentais estão começando a antecipar as prováveis ​​paralisações das indústrias de processamento de castanha em todos os países processadores. De fato, essa indústria, que reúne um grande número de trabalhadores, provavelmente estará sujeita ao fechamento se a epidemia se espalhar para o Vietnã (94 casos em 21/3) ou a Índia (369 casos em 22/3), como já acontece em Gana.

Sob essas condições, a demanda internacional por ACC aumentou significativamente nos últimos dias, com muitos importadores buscando assinar contratos de fornecimento por vários meses (contratos a prazo), para não ficarem sem estoque.