quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Twitter @cajucultura: informação de qualidade sobre o mundo do caju

No twitter, a melhor informação sobre o mundo do caju está aqui: @cajucultura. Com postagens diárias desde fevereiro de 2012, @cajucultura publica em português, francês e inglês, possuindo uma rede de seguidores que atuam no agronegócio caju em diversas partes do mundo. Recomendo @cajucultura

Criar uma vaca ou plantar 560 pés de cajueiros?

A imagem ao lado ilustra uma campanha no twitter da Miyokos Kitchen, uma empresa americana especializada na produção de queijo e manteiga veganos, sediada em Sonoma, Califórnia . Para a Miyokos, "é matemática simples. O mesmo acre de terra pode produzir 314 libras de queijo de leite de vaca ou 5.000 libras de queijo feito com leite de amêndoa de caju". Traduzindo a imagem à esquerda: "7 acres (2,8 hectares) para uma vaca ou 560 pés de cajueiros". E você, o que acha?

Oeste potiguar: indústria estipula em R$ 3,00 preço da castanha

Embora ainda não estejam adquirindo matéria prima, nesta quarta-feira as fábricas de castanha do oeste potiguar estipularam o preço inicial de compra da castanha em R$ 3,00 (por quilo). 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Caju de mesa enfrenta o calor do oeste potiguar

Fotos enviadas pelo cajucultor (e advogado) Elano Gomes, da região do Oeste potiguar, no Rio Grande do Norte. Após 24 horas da colheita, e o dia inteiro de transporte via terrestre no calor da cidade Pau dos Ferros (RN), os cajus apresentam-se em perfeito estado de conservação e próprios para o consumo in natura. Vale dizer que o transporte foi feito sem refrigeração. Na foto da esquerda os cajus acondicionados em bandejas plásticas. À direita detalhe da excelente qualidade dos pedúnculos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Queda nos preços da castanha preocupa produtores da Nigéria


A esperança da Nigéria de superar as receitas de US $ 402 milhões das exportações de castanha de caju este ano está sendo ameaçada, segundo o presidente nacional da Federação de Associações de Commodities Agrícolas da Nigéria, Victor Iyama.
Iyama disse que isso se deve à queda dos preços internacionais e à redução da demanda pelo caju da Nigéria, após a grande produção de outros produtores. Segundo Iyama, os preços internacionais do caju caíram desde março, após a excelente safra da Tanzânia, Índia, Vietnã e outros.
Os agricultores do país faturaram US $ 402 milhões com a exportação de castanha de caju no ano passado. As receitas de exportação da castanha de caju tiveram um aumento constante nos últimos dois anos, passando de US $ 152 milhões em 2015 para US $ 259 milhões em 2016 e US $ 402 milhões em 2017.
Este ano a Nigéria já exportou 120 mil toneladas de castanha.

Preços da castanha e do caju desanimam produtores

Com o avanço da safra do caju, os preços têm apresentado oscilações que, de certo modo,
vêm trazendo apreensão aos produtores. Enquanto na região do médio oeste potiguar (Rio Grande do Norte) o quilo da castanha  está sendo comercializado a R$ 3,40 e o do caju a R$ 0,40, na região de Ocara (Ceará), o preço varia de R$ 2,00 a 3,00 para castanha e R$ 0,25 para o caju. Fica difícil investir na cajucultura com este cenário de preços.

Começa hoje 'Seminário da Cajucultura' em Picos (PI)

A Embrapa Agroindústria Tropical, em parceria com a Universidade Estadual do Piauí (Uespi), Sebrae, Emater/PI e Câmara Setorial do Caju – Picos, promove, a partir desta terça-feira, 18, em Picos (PI) o Seminário de Cajucultura (ver programação abaixo). Tendo como público alvo produtores de caju, técnicos e estudantes do sudeste do Piauí, o evento, que se estende até quinta-feira, 20,  acontecerá na Escola de Agronomia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), no Campus Professor Barros Araújo. Esta é uma oportunidade ímpar para os que desejam conhecer as novidades da pesquisa agropecuária destinadas à cajucultura. 
Segundo o pesquisador Fábio Paiva, da Embrapa e coordenador do Seminário, "investir em ações em regiões com grande produtividade e processamento de caju é de suma importância não só pelo aspecto da formação em si, mas do conhecimento das cadeias produtivas". 
Programação do Seminário:
18/09 (terça-feira)
8h às 8h30 - Solenidade de abertura
08h30 às 10h - Jardins clonais e principais clones de cajueiro
10h às 11h30 - Sistema de produção de mudas
13h às 15h - Sistema de produção do cajueiro
15h às 17h - Podas do cajueiro
19/09 (quarta-feira)
08h às 10h - Identfcação e manejo das principais doenças do cajueiro
10h às 12h - Identfcação e manejo das principais pragas do cajueiro
14h às 17h - Exploração integrada da cajucultura de sequeiro e irrigada
20/09 (quinta-feira)
08h às 11h - Prátcas: manejo, podas, pragas e doenças
14h às 16h - Boas prátcas na fabricação (BPFs) de castanha de caju
18 e 19/09 (terça e quarta)
Acompanhamento técnico a grupo de 10 agroindústrias de benefciamento de castanha e pedúnculo do caju.

O cajueiro nordestino de Mauro Mota

"O cajueiro Nordestino" é um livro clássico da literatura regional, de autoria do jornalista, professor, escritor, folclorista e geógrafo Mauro Mota (1911-1984). Originário de uma tese apresentada pelo autor ao Instituto de Educação de Pernambuco, em 1955, o livro oferece uma visão abrangente do cajueiro e seu fruto, abordando-os sob diversos aspectos, como, por exemplo, o geográfico, o histórico, o cultural e o nutricional.
Um trecho do livro: “Nenhuma outra árvore existe de ecologia equivalente pela extensão à do cajueiro. Transcende da ambiência fitogeográfica. É como se escapasse do seu para um reino de humanidade e, aí, como os ramos em laço, fizesse a simbiose das espécies. Planta e criaturas humanas desenvolvem-se juntas numa interdependência fraternal, embora as clareiras guardem, muitas vezes, vestígios da repetição do episódio de Abel e Caim”. Edição da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), 196 páginas. Leitura obrigatória para quem é apaixonado pela cajucultura.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Preços da castanha no mercado internacional



No momento os preços no mercado internacional para vários tipos de castanha in natura estão oscilando entre US $ 1.500 e US $ 2.100 por tonelada. Existe um tendência de queda.

Processamento de castanha na Índia: um ambiente desafiador

As exportações indianas de amêndoa de caju, apesar do crescimento da demanda global, têm tido uma tendência de queda nos últimos cinco anos, impulsionadas pela intensa concorrência do Vietnã. Enquanto as exportações indianas de caju registraram um declínio marginal a uma taxa de 3% entre 2012 e 2017, as exportações do Vietnã cresceram a uma taxa de 10% durante o mesmo período. O custo de produção mais baixo, auxiliado por um maior grau de mecanização e custos de mão-de-obra mais baratos, ajudou os processadores vietnamitas a se tornarem mais competitivos no mercado global.
“Nos últimos anos, o Vietnã vem ganhando participação às custas da Índia no mercado de exportação, e o crescimento dos processadores indianos está restrito em grande parte ao mercado doméstico. O governo protegeu a indústria doméstica por meio de taxas de importação de 45% sobre a amêndoa de caju, o que sustentou um preço doméstico mais alto, resultando em processadores indianos cada vez mais focados no mercado doméstico ”, disse R Srinivasan, vice-presidente assistente e chefe de classificação da Mid-Corporate, ICRA Ltd.

Em termos quantitativos, a produção mundial de castanha de caju, liderada pelo Vietnã e Índia, cresceu a uma modesta taxa anual de 4% nos últimos cinco anos, impulsionada pelo crescente consumo no varejo por grandes consumidores como Índia, Europa e América do Norte. Quanto à Índia, registrou um crescimento mais forte do que o resto do mundo, e continua, de longe, a ser o maior mercado para amêndoa de castanha de caju, apoiado por seu uso em doces e salgadinhos tradicionais. Apesar dos elevados níveis de preços nos últimos anos, a demanda tem se sustentado e a tendência de crescimento na demanda doméstica e global deverá continuar avançando.


domingo, 16 de setembro de 2018

A imagem do domingo

De autoria do francês André Thevet, esta é a primeira ilustração de um cajueiro de que se tem notícia. Ilustrava o livro "Les singularitez de la France Antarctique", publicado em Paris em 1558.

Receita do Caju Amigo

A cachaça sai dos bares mais populares e dá sabor a diferentes bebidas. No Glória Bar e Restaurante, um dos drinques que mais tem saído é o Caju Amigo, feito da mistura de compota de caju, limão, adicional de suco da fruta e a cachaça branca. A receita foi trazida há 15 anos de São Paulo, onde foi criada na década de 1950 no bar Pandoro, tradicional point das noites paulistanas. “O pessoal gosta muito”, afirma o proprietário Elmar Santana Júnior, que disponibiliza no estabelecimento 150 rótulos de aguardente de todos os lugares do Brasil.
Modo de fazer: em um copo longo coloque na ordem:  1 caju em calda, 1 colher de chá de açúcar, 50ml de suco de caju concentrado, 50ml de vodca, gelo. Misture com uma colher longa ou um misturador e… bom fim de semana!


sábado, 15 de setembro de 2018

Costa do Marfim: a dificuldade das fábricas na compra de castanha

A dificuldade enfrentada pelos processadores na Costa do Marfim para adquirir castanha in natura é frequentemente apontada como a principal deficiência do setor. Como as fábricas da Costa do Marfim não importam matéria prima, elas confiam em manter estoques ao longo do ano. A perda de peso também é um fator inevitável que leva ao aumento dos custos. Esta dependência de ações coloca as fábricas da Costa do Marfim em desvantagem em comparação com suas contrapartes asiáticas, que apenas financiam três meses de ações a taxas de juros mais baixas, já que importam de origens diferentes. Isso dá às fábricas indianas e vietnamitas uma enorme vantagem na administração de seu fluxo de caixa, já que não estão amarrando o capital no estoque, como as fábricas da Costa do Marfim.

Além disso, dada a curta duração da safra do caju, seis meses, os processadores marfinenses têm uma janela estreita para adquirir matéria-prima para manter suas fábricas funcionando durante todo o ano. Num mercado dominado pela especulação, a castanha está propensa a aumentos drásticos nos preços. Dado que as fábricas tomam empréstimos às taxas de juros dos bancos locais, os processadores locais não podem competir com os exportadores estrangeiros, que tendem a obter financiamento de Dubai ou Cingapura a taxas muito menores - até um terço do custo da produção local.

Incapaz de combinar preços altos, os processadores não podem garantir a matéria-prima para operar suas fábricas. Durante as últimas três temporadas de castanha de caju de 2015 a 2017, os preços foram extremamente voláteis. Em abril de 2017, os preços atingiram o pico de US $ 2.150 / tonelada. Isso representou um aumento dramático no preço, uma vez que os preços médios da castanha não excederam historicamente US $ 1.900 / tonelada.


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Costa do Marfim: Great Quest compra a INC

Até 2021, a expectativa é de que a amêndoa de castanha de caju represente 29% do total do mercado mundial de nozes. De olho nesse mercado, a Great Quest Fertilizer Ltd., com sede em Vancouver, anunciou a compra da  Ivory Coast Cashew Nut Corporation ou INC, como é mais conhecida na Costa do Marfim.
A Quest concordou em pagar US $ 3,0 milhões e assumir uma dívida de US $ 9,0 milhões para controlar 80% da INC, com os outros 20% mantidos por um parceiro local (um experiente trader de produtos agrícolas).
O principal ativo da INC é uma fábrica com capacidade de processar 12.000 toneladas de castanha por ano, recentemente concluída perto de Abidjan, a capital da Costa do Marfim. Espera-se que a planta comece a processar em março de 2019, que é o início da safra do caju.
Juntamente com a fábrica, a Great Quest terá  4.500 metros quadrados de espaço de armazenamento em seis hectares de terra situada no corredor industrial de Azagui, à 44 km do porto de Abidjan.
Além disso, a planta possui um plano de conversão da casca da castanha em carvão vegetal para o mercado local.
A Costa do Marfim é um dos principais exportadores de castanha in natura, com menos de 6% das castanhas processadas no país. O país tem como objetivo aumentar o processamento doméstico, incluindo um incentivo fiscal até 2030, e A INC também se beneficiará de uma isenção dos EUA até 2025.
Com o anúncio da compra, as ações da Great Quest  tiveram um ganho de 23,8% na quarta-feira.

Ceará: 108 mil hectares de anão precoce

Dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará - EMATERCE apontam que no período de 2007 a 2017 foram implantados pelo governo do estado no Ceará 60.845 hectares de cajueiro anão. Ainda segundo a mesma fonte, a área total ocupada atualmente com o anão precoce é de 108.000 hectares.