terça-feira, 25 de setembro de 2018

Nigéria: 4º maior produtor mundial de castanha

Um relatório recente da Associação Nacional do Caju da Nigéria revela que em 2017 aquele país posicionou-se como a o quarto maior produtor de caju do mundo, com uma produção de 220.000 toneladas de castanha de caju, de um total mundial de 2.1 milhões de toneladas. tendo exportado 120.000 toneladas no mesmo ano. Mais de 50% do caju exportado pela Nigéria é produzido na região de Kogi.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Informação de qualidade sobre o mundo do caju

Informação qualificada sobre o mundo do caju você encontra no twitter . Com postagens diárias exclusivamente sobre o que acontece na cajucultura mundial,  publica posts em português, inglês e francês.

A baixa mundial de preços no mercado de castanha - última parte


Apresentamos hoje a última parte da entrevista de Pierre Ricau, concedida à CommodAfrica, sobre cenários possíveis no agronegócio caju em âmbito mundial.

O Vietnã está mostrando sua disposição em superar sua dependência de castanha in natura produzidas na África, investindo não apenas em plantios no próprio país, mas também em países vizinhos da Ásia. Isso poderia eventualmente reduzir a demanda na África?
O Vietnã tem uma estratégia de depender menos da África para o fornecimento de castanhas de caju. Mas, se tomarmos o exemplo do Camboja, onde a produção aumentou de 30.000 toneladas para 100.000 toneladas, veremos que ainda é pequena. A indústria vietnamita tem capacidade para processar pelo menos dois milhões de toneladas por ano. A ameaça será, portanto, apenas a longo prazo e espero que, até lá, haja uma processamento na África que alcance pelo menos 50% da produção.

Quando você espera que essa taxa seja atingida?
Em cerca de dez anos. O maior desafio será atrair investidores estrangeiros, além dos investidores domésticos. Isso significa convencer empresas indianas e vietnamitas a realocarem suas fábricas na África. Hoje ainda não é vantajoso por questões de estabilidade política ou devido a obstáculos administrativos.

Isso significa que a África preencheria sua lacuna de competitividade com a Índia ou o Vietnã?
O diferencial de competitividade não é grande. Há déficits na formação da força de trabalho, maiores custos de insumos, como água, eletricidade, equipamentos e peças de reposição que precisam ser importados, ao passo que estão disponíveis localmente na Ásia. Mas, por outro lado, os preços da  castanha africana in natura são menores do que as asiáticas. A maior lacuna está no financiamento do capital de giro. Os bancos asiáticos recebem financiamento para apoiar o processamento de castanha enquanto os bancos africanos são muito relutantes, especialmente para as startups.

domingo, 23 de setembro de 2018

A baixa mundial de preços no mercado de castanha - parte 2

Continuamos hoje com a segunda parte da entrevista de Pierre Ricau, concedida à  CommodAfrica sobre cenários possíveis para o agronegócio caju, especialmente na África.


A baixa de preços trará impactos positivos para os processadores africanos?
Sim, especailmente para aqueles que têm meios de se autofinanciar.  Globalmente, a capacidade total de processamento foi aumentada na África Ocidental durante esta safra. Em Burkina Faso, por exemplo, as 4 grandes indústrias, foram abastecidas como há muito tempo não acontecia. Isto deve provocar um efeito cascata no sentido de aumentar a capacidade. Em Benin e Gana, as novas fábricas também operam em plena capacidade. Hoje, na Costa do Marfim, espera-se chegar entre 60-70 mil toneladas de castanha processada contra 45 mil e 50 mil toneladas nos últimos anos. E novas plantas de processamento estarão operando já na próxima safra.

“Por meio do processamento da castanha, dezenas de milhares de empregos foram criados este ano e serão também no próximo ano em toda a África Ocidental”

Uma indústria de  processamento que cresce na África Ocidental através de políticas favoráveis - como subsídios para a exportação de produtos processados - e uma queda nos preços da castanha. A priori, para a próxima safra deveremos continuar com excesso na oferta de matéria prima e, portanto, isto deve ser positivo para a processamento. Dezenas de milhares de empregos foram criados este ano e serão no próximo ano toda a África Ocidental pelas indústrias de processamento. No médio prazo, isso também será benéfico para os produtores, pois o processamento local tem um efeito estabilizador no mercado, possibilitando livrar-se de uma longa cadeia de comercialização e estabelecendo certificações orgânicas ou de comércio justo, por exemplo.

Pode-se dizer que esta foi uma safra bastante positiva para a África, embora os preços tenham caído e alguns produtores, especialmente da Costa do Marfim, ainda detêm grandes estoques?
No geral, bastante positiva. Este é um reequilíbrio da indústria em nível mundial. Claro que para os produtores, foi uma decepção, porque eles achavam que os preços estavam caminhando para chegar a FCFA 1000 (R$ 7,30). Mas em termos de desenvolvimento sustentável era importante que os preços declinassem.

Vários países - por exemplo, Guiné ou Gana - estão dispostos a desenvolver o agronegócio caju. Em relação às necessidades mundiais, a África ainda pode impulsionar sua produção?
Sim, com certeza. Esses novos programas são mais políticas e organizações internacionais que alcançam um fenômeno em andamento, porque os produtores vêm fazendo isso há algum tempo. Mas sim, há espaço para que seja um produto do futuro, de alta qualidade organoléptica e dietética com o desenvolvimento de novos usos, especialmente na dieta vegetariana e dietética. O único problema que pode surgir é que a produção aumenta mais rapidamente que o consumo.

"Nos próximos anos, podemos esperar pelo caju a preços entre FCFA 300 e FCFA 600 por quilo"

Na África Ocidental, há uma enorme dinâmica de plantação, portanto, podemos esperar que a produção aumente rapidamente e a preços mais baixos do que nos últimos anos. Em 2010, os preços variaram entre o CFAF 150 e o CFAF 200 por quilograma. Eu não acho que vamos cair novamente tão baixo de forma sustentável.

(Amanhã publicaremos a última parte da entrevista com Pierre Ricau)

A imagem do domingo


Cajus da Indonésia (Foto: naturkostbar)

sábado, 22 de setembro de 2018

A baixa mundial de preços no mercado de castanha - parte 1

A comercialização da safra de castanha de caju na África Ocidental em 2018 foi, para dizer o mínimo, agitada. Os preços da castanha in natura despencaram, perdendo mais de 50% do seu valor. Dividida em quatro postagens, apresentaremos a partir de hoje uma entrevista de Pierre Ricau (foto à direita), Analista Sênior de Pesquisa de Mercado, à CommodAfrica, sobre o mercado mundial de caju e a tendência de baixa de preços nos próximos anos. Para entender melhor todo esse processo, vale a pena ler esta entrevista.

Após três anos de aumento dos preços da castanha de caju, e um início de safra com preços ainda em alta, os preços caíram acentuadamente, perdendo mais de 50% do seu valor em 2018. Quais são as razões para esta reviravolta no mercado?
A primeira delas é que em 2018 a produção foi boa em todos os países do hemisfério norte, no oeste da África, Índia e Vietnã. A segunda é que no ano passado, formou-se uma bolha nos preços. Logicamente, os preços não deveria ter subido tão alto em 2017, pois havia ainda uma produção da safra anterior. No entanto, no Vietnam (1º Mundial transformador de caju), a produção não atendia à sua capacidade de processamento. Os vietnamitas então começaram a competir uns contra os outros, importando maciçamente e empurrando os preços para cima. Eles esperavam uma escassez de castanha e que alguns contratos não seriam honrados. Entretanto, os contratos foram honrados e os vietnamitas iniciaram a safra de 2018 com grandes estoques de castanha. Assim, começamos a safra com uma boa produção em todas as áreas e com estoques elevados. Por essa razão, a tendência dos preços foi claramente de baixa.

No entanto, a demanda ainda é muito boa ao nível de amêndoa?
Sim, a demanda permanece boa. O problema veio de um subfinanciamento indústria. Os processadores ficaram paralisados em abril/maio com castanhas que tinham adquirido por um alto preço e com os preços da amêndoa em baixa. Enquanto isso, os bancos vietnamitas reduziram os financiamentos. No geral, a indústria contribuiu um pouco para a desconexão entre o abastecimento de castanha e a demanda por amêndoas. Nos últimos meses, a indústria Vietnamita tem operado com uma capacidade inferior a 50%.

Finalmente, os produtores africanos de um modo geral têm sofrido as dificuldades dos processadores, especialmente do Vietnã. Espera-se que continuem a sofrer durante a próxima safra?
Sim, mas os processadores vietnamitas sofrem ainda mais que os produtores africanos. Embora os preços tenham caído, à FCFA 400 e FCFA 300 por quilo (R$ 2,92 a R$ 2,19), eles não perdem dinheiro, apenas ganharão menos.

Eles ganharão menos, mas poderão vender suas produções?
Depende do país. Na sub-região, há poucos produtores com estoques de castanha, à exceção da Costa do Marfim, onde eles são significativos. Existe um verdadeiro problema de fluxo, agravado pela introdução nesta safra de um mecanismo para fornecer aos processadores locais uma reserva de 15% do volume exportado. Isto bloqueou o início da safra.

(Neste domingo continuaremos com a segunda parte da entrevista)

Guiné Bissau: safra de caju longe das expectativas

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, afirmou recentemente que a safra de caju deste ano na Guiné-Bissau está longe das expectativas e que o país já perdeu cerca de 21 milhões de euros este ano devido aos atrasos registados.
Em causa esteve o preço anunciado pelo Presidente em março na cerimônia de lançamento da campanha, onde o chefe de Estado pediu aos produtores para não venderem a castanha de caju a menos de 1000 francos cfa (1,5 euros), o que afastou exportadores e intermediários.
O Fundo Monetário Internacional, que tem alertado as autoridades guineenses para a necessidade de diversificar a economia, demasiado dependente da castanha de caju, iniciou esta semana uma visita de trabalho no âmbito da sexta avaliação ao Programa de Crédito Alargado, que foi prolongado por mais um ano, até 2019.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Índia é o maior consumidor mundial de amêndoa de castanha de caju

O consumo interno de amêndoa de castanha de caju (ACC) 
da Índia é de cerca de 300.000 toneladas por ano, tornando aquele país o maior consumidor de amêndoa de caju do mundo.
Normalmente, a Índia importa mais de 60% da castanha de caju in natura necessária para o processamento. Os altos preços da castanha no ano passado forçaram os importadores a reduzir os embarques. Mas os preços caíram de 30% a 35% em todo o mundo em conjunto com a queda nos preços de ACC.

Vietnã: crescem exportações de amêndoa de castanha de caju

As exportações vietnamitas de amêndoa de castanha de caju cresceram 8,1% em volume para 242.789 toneladas e 2,7% em valor, para US $ 2,3 bilhões de janeiro a agosto de 2018.

Exportações de amêndoa de caju da Índia crescerão 5% este ano

Em termos mundiais, a produção de amêndoa de castanha de caju (ACC) é liderada pelo Vietnã e Índia. As exportações de ACC da Índia, que sofreram um declínio nos últimos cinco anos em virtude da intensa competição com o Vietnã, deverão crescer 5% este ano.
Em 2012, as exportações da Índia ficaram em 1,02 milhão de toneladas, com 27% de participação de mercado, comparado a 58% do Vietnã. Ao mesmo tempo que o marketshare da Índia começou a declinar e as exportações indianas caíram para 3% anuais entre 2012 e 2017, as exportações do Vietnã cresceram durante o mesmo período. Para ilustrar, em 2017 a participação, da Índia foi de 19% das exportações globais, com 88.000 toneladas, enquanto a do Vietnã foi de 74%.
Para competir com o Vietnã, o governo indiano irá incentivar a mecanização no setor de processamento por meio de incentivos, bem como aumentar a produção de castanha através de variedades de plantas de alto rendimento.
Em termos de consumo de ACC, a Índia registrou um crescimento mais forte que o resto do mundo e é o maior mercado de amêndoas de castanha de caju, apoiado por seu uso em doces e salgadinhos tradicionais. A expectativa é a de que o consumo doméstico cresça de 6% a 8% este ano.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Twitter @cajucultura: informação de qualidade sobre o mundo do caju

No twitter, a melhor informação sobre o mundo do caju está aqui: @cajucultura. Com postagens diárias desde fevereiro de 2012, @cajucultura publica em português, francês e inglês, possuindo uma rede de seguidores que atuam no agronegócio caju em diversas partes do mundo. Recomendo @cajucultura

Criar uma vaca ou plantar 560 pés de cajueiros?

A imagem ao lado ilustra uma campanha no twitter da Miyokos Kitchen, uma empresa americana especializada na produção de queijo e manteiga veganos, sediada em Sonoma, Califórnia . Para a Miyokos, "é matemática simples. O mesmo acre de terra pode produzir 314 libras de queijo de leite de vaca ou 5.000 libras de queijo feito com leite de amêndoa de caju". Traduzindo a imagem à esquerda: "7 acres (2,8 hectares) para uma vaca ou 560 pés de cajueiros". E você, o que acha?

Oeste potiguar: indústria estipula em R$ 3,00 preço da castanha

Embora ainda não estejam adquirindo matéria prima, nesta quarta-feira as fábricas de castanha do oeste potiguar estipularam o preço inicial de compra da castanha em R$ 3,00 (por quilo). 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Caju de mesa enfrenta o calor do oeste potiguar

Fotos enviadas pelo cajucultor (e advogado) Elano Gomes, da região do Oeste potiguar, no Rio Grande do Norte. Após 24 horas da colheita, e o dia inteiro de transporte via terrestre no calor da cidade Pau dos Ferros (RN), os cajus apresentam-se em perfeito estado de conservação e próprios para o consumo in natura. Vale dizer que o transporte foi feito sem refrigeração. Na foto da esquerda os cajus acondicionados em bandejas plásticas. À direita detalhe da excelente qualidade dos pedúnculos.