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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Estratégias de controle de pragas e doenças do cajueiro



Um grande número de cajucultores esteve presente no dia ontem durante o Seminário Técnico da Cajucultura realizado em Fortim (CE). O evento foi promovido pela Secretaria de Agricultura e Pesca de Fortim/Prodeter, em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical. 

Nas fotos de Tiago Moura, os agrônomos Lindemberg Mesquita e Emilson Cardoso falam sobre as principais pragas e doenças do cajueiro e as respectivas estratégias de controle.


domingo, 26 de maio de 2019

Conheça as principais doenças do cajueiro


Antracnose, Oídio, Resinose e Mofo Preto. Esse quarteto não brinca em serviço quando resolve atacar o cajueiro. Quer saber como eles atacam e como controlá-los? Clique aqui e acesse a mais nova publicação sobre o assunto, de autoria de José Emilson Cardoso, pesquisador da Embrapa.

Uma boa leitura e um excelente domingo a tod@s! 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Oídio: principal doença do cajueiro


Considerada a doença mais importante do cajueiro no Brasil, o Oídio causa danos à produção de castanha e à qualidade do pedúnculo em todas as regiões produtoras. Os sintomas são observados nas folhas, nas flores, nos maturis, nos pedúnculos e nas castanhas. O sintoma característico é um revestimento branco, assemelhando-se a um pó inicialmente branco (estruturas reprodutivas do fungo), tornando-se acinzentado quando os órgãos atacados atingem a maturidade.

O controle do oídio é quase que exclusivamente químico, por meio da aplicação de enxofre elementar ou formulado (Kumulus®), sendo este último na concentração de 300 g por 100 litros de água (800 litros/ha). As pulverizações deverão ser iniciadas logo no começo da floração, e a frequência de aplicação dependerá do monitoramento semanal. A reação dos clones comerciais ao oídio revela diferenças de susceptibilidades.

Quer saber mais sobre este assunto? No próximo domingo (26/5) o Blog da Cajucultura disponibilizará a recém-lançada publicação "Principais doenças do cajueiro: sintomas e controle", de autoria do pesquisador José Emilson Cardoso (foto), abordando as principais doenças que ocorrem no cajueiro no Brasil. Pode-se dizer que este é o tipo de material para o cajucultor ter sempre à mão.

terça-feira, 21 de maio de 2019

Enxofre no controle do oídio

Foto: Luiz Serrano/Embrapa

O oídio do cajueiro pode ser controlado com a aplicação de enxofre – um produto inócuo à saúde humana e ao meio ambiente e apropriado para cultivos orgânicos. Cientistas da Embrapa Agroindústria Tropical (CE) observaram que o enxofre é capaz de controlar a doença, reduzindo a incidência a menos de 10% nos pomares acometidos.

Muito agressivo, o oídio ataca os tecidos jovens da planta, as inflorescências, pedúnculos e castanhas (foto acima). Provoca o abortamento das flores e deformações, rachaduras e varíolas nos pedúnculos e frutos. O ataque provoca prejuízos tanto ao mercado de castanha quanto ao de caju de mesa. Um sintoma comum é a variegação (presença de zonas com alteração de cor) no pedúnculo. Esse dano é observado em quase todos os clones comerciais acometidos e provoca redução do preço como fruta de mesa, um importante nicho de mercado do agronegócio do caju.

O pesquisador Emilson Cardoso explica que além do enxofre elementar, que pode ser polvilhado nos pomares, os produtores têm à disposição um produto industrializado à base de enxofre com registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A recomendação é para que os produtores façam três aplicações semanais com o produto logo na primeira florada dos cajueiros.

Emilson Cardoso acrescenta que o enxofre elementar é um produto natural e acessível, mas que apresenta a desvantagem de necessitar de um equipamento específico para polvilhamento. Por este motivo, os produtores obtiveram em 2015, a partir de recomendação da Embrapa, o registro no Mapa de produto à base de enxofre. O defensivo agrícola liberado é solúvel em água e pode ser aplicado com equipamentos de pulverização facilmente encontrados nas propriedades, o que facilita o controle.

O Pseudoidium anacardii, fungo que provoca a doença, apresenta disseminação explosiva, germinando em poucas horas. O patógeno pode ser facilmente disseminado por vento ou insetos. "Não depende muito de chuva para germinar, bastam poucas horas de orvalho, o que é comum mesmo nos sertões. Uma vez germinado, penetra facilmente nos tecidos jovens", detalha Cardoso (Verônica Freire/MTb 01225/JP/Embrapa Agroindústria Tropical).