terça-feira, 16 de julho de 2019

Safra 2019 de castanha de caju



O IBGE divulgou na última quinta-feira, 11/7, o 6º Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), referente ao mês de junho. O Blog da Cajucultura compilou na tabela abaixo os resultados referentes aos principais estados brasileiros produtores de castanha de caju. 

Estado
Produção (toneladas)
Ceará
65.172
Piauí
24.702
R. G. Norte
16.588
Pernambuco
4.421
Maranhão
4.200
Bahia
3.000

A produção de castanha de caju para o corrente ano no Brasil é estimada em 120.555 toneladas, a serem colhidas numa área de 428.483 hectares. Sempre é bom lembrar que esta estimativa de produção de castanha ainda é bastante preliminar, referindo-se ao mês de junho do corrente ano. O pico da safra no Ceará, maior produtor, ocorre no segundo semestre do ano.


segunda-feira, 15 de julho de 2019

Vídeo novo no Canal da Cajucultura


Caju turbina a saúde



Já nas bancas o livro "50 plantas e frutos que turbinam a saúde" (fotos), das jornalistas Regina Célia Pereira e Thaís Manarini, da Editora Abril.


Experts em nutrição, as jornalistas Regina e Thaís fazem uma saborosa viagem de Norte a Sul do país por frutos e plantas que, em comum, têm o Brasil como berço, destacando várias espécies que já frequentam a nossa cozinha. Tive a satisfação de ser entrevistado pela Regina Pereira na fase de produção do livro e falar um pouco sobre o nosso caju (uma das 50 listadas no livro). 

Ricamente ilustrado pelo Rômolo D’Hipólito (o caju está na capa), vale a pena adquirir o livro e fazer esta viagem de cores, aromas, sabores e nutrientes. 


PS: Regina, obrigado. Recebi o meu exemplar.

domingo, 14 de julho de 2019

Análise técnica e econômica do cajueiro em Jales (SP)

Como fazemos ao domingos, trazemos hoje uma publicação, de autoria de Daniela Cintra de Araújo, contendo os custos de produção e lucratividade do caju de mesa na Regional de Jales, noroeste do Estado de São Paulo. Apesar de publicado em 2010, vale a pena observar os coeficientes técnicos e as conclusões apresentadas no trabalho.

Clique aqui para acessar a publicação. Boa leitura e um excelente domingo a tod@s!

sábado, 13 de julho de 2019

Doce de caju inteiro

Sábado é dia de receitas no Blog da Cajucultura tendo como ingredientes principais os produtos do cajueiro. Não podemos esquecer que agregar valor ao caju é fundamental para assegurar a sustentabilidade desse agronegócio. 

Hoje temos uma receita de "doce de caju inteiro"preparada pelo do Canal Culinária em Casa. Vamos testar?


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Registro da marca Cajuína

Direto do túnel do tempo, documento histórico (abaixo), de 2 de março de 1922, no qual Rodolpho Teophilo solicita o registro da marca "Cajuina" na Junta Commercial do Ceará. 

Agradeço ao amigo Genésio Vasconcelos (Embrapa) pelo envio desta raridade.


quinta-feira, 11 de julho de 2019

Memorial Jaime Aquino

O Museu do Caju, iniciativa do incansável Gérson Linhares, obteve autorização do Governo do Estado para captar, via Projeto Mecenas, recursos no valor de 60 mil reais para a criação do Memorial Jaime Aquino. A captação destes recursos se dá via renúncia fiscal de 2% de empresas ou indústrias. 

Vale a pena colaborar com esta iniciativa do Museu do Caju. Caso os leitores do Blog queiram indicar ou sugerir o nome de alguma empresa, podem entrar em contato diretamente com o Gérson Linhares pelo WhatsUp 85 8835-99150.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Índia eleva alíquota de importação de ACC

O consumo anual de castanha de caju na Índia é de cerca de 300 mil toneladas e está crescendo 5% ao ano. Atualmente, os processadores de castanha e os exportadores de amêndoa estão apostando mais no mercado doméstico, já que as exportações de ACC vêm caindo constantemente com a disponibilidade de amêndoas mais baratas no mercado global do Vietnã.

Para evitar o crescimento das importações o governo indiano anunciou a elevação da alíquota de importação para 70% (dos atuais 45%), movimento que o CEPCI, órgão exportador, elogiou dizendo que ajudará a revitalizar a indústria de processamento indiana atingida pela crise.


terça-feira, 9 de julho de 2019

Amplie seus conhecimentos em cajucultura

Quer ampliar os seus conhecimentos sobre a cultura do cajueiro com informação de qualidade? É simples, rápido e grátis: assista os vídeos do Canal da Cajucultura no YouTube. São quase três dezenas de vídeos tratando de assuntos exclusivamente voltados para a cajucultura. 

Veja abaixo a relação de vídeos do Canal. Clique no que for do seu interesse para assisti-lo no YouTube.

Conheça a broca das pontas do cajueiro
Monitoramento de pragas do cajueiro

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Nigéria produz 260 mil t de castanha em 2019

A produção de castanha de caju da Nigéria chegou a 260 mil toneladas na presente safra, segundo a Associação Nacional do Caju da Nigéria (NCAN). Em 2011 aquele país produziu apenas 90 mil toneladas.

A Nigéria é classificada como a quarta maior produtora de castanhas de caju na África e a sétima em nível mundial, com a maior parte de suas castanhas de caju in natura exportadas para o Vietnã e a Índia.

A NCAN, com mais de 40 mil associados, tem envidado esforços para que o governo nigeriano destine fundos e crie programas para aumentar a produção de castanha de caju. O esforço parece  estar dando certo.




domingo, 7 de julho de 2019

Produção de mudas de cajueiro em diferentes substratos

O Blog traz hoje um trabalho do pesquisador da Embrapa Luiz Serrano tratando da "Produção de mudas de cajueiro  ‘CCP 76’ em diferentes substratos e doses de adubo de liberação lenta". Vamos aproveitar o domingo para ampliar os conhecimentos técnicos sobre esta importante cultura?

Clique aqui e boa leitura! 

sábado, 6 de julho de 2019

Casquinha de siri de carne de caju

Vamos agregar valor ao caju? Existem inúmeras receitas usando o caju como matéria prima principal. Hoje trazemos, do Canal Viewveganas, uma receita de "Casquinha de siri vegana" feita com carne de caju. Mãos (e boca) à obra e bom apetite!





sexta-feira, 5 de julho de 2019

Caju, um alimento sagrado



Reproduzo abaixo trecho de um trabalho dos craques da literatura de cordel Antônio Klevisson Viana e Rouxinol do Rinaré, em trabalho publicado pela Maguary, no início dos anos 2000: 

"O caju é para nós
Um alimento sagrado
Quando Deus fez o caju
Se encontrava iluminado
Pois dele nada se perde
Tudo é bem aproveitado"

Os poetas sabem das coisas. Pena que o caju permaneça invisível para os formuladores de políticas públicas da região Nordeste.(imagem: VectorStock)

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Costa do Marfim: novos incentivos à cajucultura


O governo da Costa do Marfim anunciou ontem, por meio do seu Conselho de Ministros, a concessão de novos incentivos fiscais ao setor de processamento de castanha de caju. Dentre os incentivos, está a isenção de impostos, durante cinco anos, sobre a aquisição de equipamentos e peças de reposição, feitas como parte de seus investimentos.

No mesmo período, o setor também se beneficiará da "concessão de crédito tributário a empresas, desenvolvimento de negócios, pela expansão ou modernização de instalações existentes". Estas medidas fazem parte do objetivo das autoridades da Costa do Marfim de alcançar uma taxa de processamento local da castanha de 50%, em comparação com menos de 10% em 2017.

Em 2018, o governo anunciou um bônus de processamento e uma alocação de 15% do total da colheita de castanha de caju para os processadores locais. A meta para o corrente ano é de processar 130.000 toneladas de castanha. Este volume representa aproximadamente 18% da safra esperada para 2019 (730 mil toneladas).

quarta-feira, 3 de julho de 2019

LCC: revista destaca pesquisa da Embrapa 


A capa de junho da revista científica Separation Science Plus (foto) foi dedicada a um estudo desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical e da Universidade Federal do Ceará sobre o isolamento de ácidos presentes no Líquido da Casca de Castanha de Caju (LCC). A publicação internacional trata dos principais avanços científicos observados na preparação de amostras para cromatografia, técnica analítica usada na identificação de substâncias e separação de misturas.

Os ácidos anacárdicos são uma classe de substâncias com interesse para a indústria farmacêutica por apresentarem atividade antioxidante, antimicrobiana, antitumoral e antiparasitária. Cerca de 65% da composição do LCC é constituída por ácidos anacárdicos, o que faz desta a fonte natural mais abundante da substância.

No artigo que ilustra a capa da revista, intitulado "Produtividade de um isolamento de ácidos anacárdicos do Líquido da Casca da Castanha de Caju por cromatografia líquida de alta eficiência preparativa", os cientistas brasileiros mostram como estabeleceram os parâmetros para isolamento, em escala preparativa, das substâncias. 

Foram estabelecidos parâmetros como o consumo de solvente, a produtividade, rendimento, recuperação, pureza e saturação para o que os cientistas chamam de escala preparativa. Diferente da escala usada para análises laboratoriais, medida em microgramas, na escala preparativa as quantidades mudam para centenas de miligramas – quantidade de substância suficiente para o desenvolvimento de padrões para controle de qualidade e testes biológicos.

Além de aumentar a escala, os pesquisadores dobraram a produtividade em grama por hora (com pureza acima de 95%), diminuindo em 50% o consumo de solvente. Os resultados incluíram o desenvolvimento dos padrões para controle de qualidade utilizando equipamentos de cromatografia líquida de alta pressão.

O método de quantificação e de isolamento desenvolvido na Embrapa é o primeiro passo para o aproveitamento dos ácidos anacárdicos, que atualmente não estão disponíveis no mercado. "A obtenção desses padrões de forma reprodutível é uma etapa importante para viabilizar o aproveitamento dessas substâncias em diversos fins", esclarece o pesquisador Edy Brito, autor principal do artigo. Os padrões desenvolvidos servirão como modelo para controle de qualidade em diferentes estudos, inclusive para possíveis futuras explorações comerciais. (Verônica Freire - MTB 01225JP/Embrapa Agroindústria Tropical)

terça-feira, 2 de julho de 2019

Caju: um rico falso fruto

Muitos alimentos que tratamos como frutas não são realmente frutas. A maçã, a pera, o abacaxi, por exemplo, e só para citar alguns, na verdade, são pseudofrutos ou falsos frutos! O caju também está nesta lista.

Mas por que falso fruto e não fruto? Qual a explicação? Quer saber a resposta? Assista o Vídeo abaixo e tire as suas dúvidas.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Caju: fruto ou falso fruto?

Qual é o verdadeiro fruto do cajueiro? O caju ou a castanha? Quer saber a resposta e o porquê? Assista amanhã ao mais novo vídeo do Canal da Cajucultura: "Caju: fruto ou falso fruto?

sábado, 29 de junho de 2019

Maionese de castanha de caju

Vamos agregar valor à amêndoa de caju? Neste sábado trazemos uma receita do Canal Namu, onde o chef Daniel Francisco de Assis, do projeto Comida Ecológica, ensina como preparar maionese de castanha de caju sem lactose. Simples demais (até eu aprendi!).

Um bom final de semana a tod@s!


sexta-feira, 28 de junho de 2019

África ocidental prioriza certificação de castanha

Castanha de caju, óleos vegetais, cimento, água e peixe são os cinco produtos prioritários que serão certificados como parte da implementação da política de qualidade da Comunidade Econômica dos Estados Africanos do Oeste (CEDEAO). A certificação deve facilitar o reconhecimento pelos consumidores na região de produtos e serviços seguros que atendam aos padrões estabelecidos.

O objetivo principal é garantir que as empresas respeitem a qualidade, porque isso as beneficiará não apenas tornando-as competitivas no mercado, mas também protegendo os consumidores e o meio ambiente.

O programa de certificação terá um custo de 12 milhões de euros financiado pela União Européia e será implementado pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) como parte do programa do Sistema de Qualidade na África Ocidental (WAQSP).

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Caju: modelo tailandês de negócio




Ao sul da cidade de Phuket, na Tailândia, existe uma empresa chamada Sri Bhurapa Orchid (fotos), que há mais de trinta anos está no negócio caju. O seu modelo é totalmente verticalizado: produz castanha, processa e, no seu show room, comercializa inúmeros produtos derivados do caju, além de mostrar ao vivo como é feito o processamento da castanha de caju, atraindo turistas do mundo inteiro. 

Originalmente uma fazenda de orquídeas, daí o nome Orchid, o fundador da Sri Bhurapa Orchid, Khun Kittithornkul, começou a processar a castanha de caju como um pequeno negócio secundário. Os cajus tornaram-se cada vez mais populares e hoje a empresa tem três fábricas e emprega mais de 80 pessoas.

Os deliciosos produtos de caju feitos por Sri Bhurapa incluem amêndoas revestidas em chocolate espesso e aromatizadas com manteiga, coco, gergelim, mel e muitas outros sabores, incluindo pimentão doce e uma versão quente e picante muito popular entre os visitantes tailandeses.

Um modelo bem interessante, em se falando de caju, e pouco explorado na região Nordeste.